A alimentação está diretamente ligada com o nosso bem-estar físico e emocional. Grandes quantidades de gorduras e de açúcar no organismo podem reduzir a disposição, o que piora as sensações de estresse e de ansiedade. Mas há também ingredientes que contribuem com a melhora da mente. 

Segundo Luanna Caramalac Munaro, especialista em adequação nutricional e comportamental, são os alimentos que induzem a produção de triptofano, aminoácido precursor da serotonina – hormônio que regula e melhora o sono, o humor e o apetite. "Os vegetais verde-escuros contêm muitas fontes de magnésio e complexo B, nutrientes que auxiliam e modulam a saúde mental", ela comenta. Confira quais ingredientes beneficiam a mente: 

1. Aveia
Também fonte de magnésio, o alimento estimula o equilíbrio eletrolítico e a saúde do sistema nervoso central. 

2. Banana madura
A fruta ajuda no controle da pressão arterial e promove a disposição física e mental. 

3. Brócolis 
O legume fortalece a imunidade, previne doenças cardíacas e tem propriedades antioxidantes. 

4. Chocolate amargo
O alimento contém magnésio e atua como relaxante muscular. Mas atenção: chocolate branco ou a versão ao leite não valem como substitutos. 

5. Couve
A folha ajuda a desintoxicar organismo, regular o intestino e a saúde dos ossos. 

6. Espinafre
O vegetal é rico em ácidos graxos essenciais, que atuam na formação das células e nos processos metabólicos. 

7. Escarola
Cheio de fibras, o ingrediente melhora a absorção de nutrientes e possui ação anti-inflamatória. 

8. Feijão 
O grão é fonte de selênio, que contribui com a redução do estresse, e vitaminas do complexo B. 

 

Fonte: POR NATHALIA FABRO

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial no Senado, que pretende acabar com o investimento mínimo em Educação e Saúde, foi adiada para a semana que vem. A previsão era de que o texto fosse votado nesta quinta-feira (25), mas faltou acordo entre os líderes dos partidos.

A PEC prevê levantar recursos para pagar uma nova rodada do auxílio emergencial. A Constituição diz que estados e municípios devem destinar 25% da receita em Educação. Em Saúde, são 12% da receita de estados e 15% dos municípios. No caso do governo federal, o piso de gastos nas duas áreas não pode cair e ainda deve ser corrigido pela inflação do ano anterior.

Os cortes nestes investimentos foram acrescentados ao texto, que originalmente havia sido enviado ao Congresso em novembro de 2019, com a ideia de equilibrar as contas públicas federais.

Diversas entidades de educação se manifestaram contra. O relator da PEC, senador Márcio Bittar, do MDB, defendeu a aprovação sem mudanças.

“Eu acho ruim que ela não seja votada como está apresentada. O Brasil tem que aumentar a dívida pública para atender pais e mães de família que precisam se alimentar, tem. Mas ao mesmo tempo que nós temos aumentar rigor fiscal sim. Não dá para estados, municípios e a União continuarem agigantando os estados, a estrutura política administrativa praticamente comendo a sociedade”, afirma Márcio Bittar.

As frutas são conhecidas por serem alimentos naturais e saudáveis e sempre muito lembradas para dietas, já que possuem baixas quantidades de calorias, ajudam na sensação de saciedade e no funcionamento do intestino. Existem em várias cores, texturas e tamanhos e, mesmo podendo ter gosto mais doce ou cítrico, elas têm o ponto em comum chamado frutose. Este composto é o responsável por adocicá-las.

A nutricionista Viviane Ferreira, da ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição), afirma que as frutas nada têm a prejudicar o organismo humano. “Elas contam com excelentes fontes de vitaminas, minerais, fitoquímicos antioxidantes e anti-inflamatórios”, diz. O indicado para o consumo de um adulto, de acordo com ela, são cinco frutas por dia – o que auxiliaria em diversas áreas do corpo, como na imunidade e na pele.

Mesmo as frutas que são comprovadamente mais doces, como banana, pinha e manga, não contém açúcar natural o suficiente para serem danosas. Viviane confirma: “A frutose contida nelas não traz qualquer dano à saúde". Apenas o consumo exacerbado de frutose é que pode trazer problemas. Ainda assim, é raro chegar nele, já que em meio litro de suco de laranja há cerca de, apenas, metade do que seria uma quantidade exagerada.

Sendo assim, a nutricionista diz que nenhuma fruta deve ser contraindicada. “Apesar de algumas opções terem um teor maior deste açúcar, a maioria é acompanhada por fibras que são benéficas ao corpo”, explica. Matheus Motta, especialista do WW Vigilantes do Peso, concorda, comentando que nelas há diversos nutrientes que combatem os impactos negativos do excesso de “adoçamento” no sangue: “Por isso é importante consumir algumas frutas de forma integral frequentemente, com cascas e bagaços.”

A dica para os diabéticos é que não comam a quantidade ideal de uma só vez, já que isto pode aumentar a glicemia, e associar farinhas de sementes às frutas, para também controlá-la. Segundo Viviane, bons acompanhamentos são as de semente de girassol, abóbora, gergelim, linhaça, dentre outras.

A frutose está presente naturalmente no mel e em outros vegetais. Além disso, ela existe em uma versão artificial, que é um derivado do xarope de milho. Ela ajuda, inclusive, na conservação dos alimentos que ficam em embalagens e, diferentemente do verdadeiro composto, este pode prejudicar a saúde. “Nele há um alto poder adoçante e baixo custo, sendo utilizado amplamente em refrigerantes, por exemplo”, diz Matheus.

“Isolada pela indústria, a frutose traz sérios danos porque proporciona uma grande liberação de glicose para o sangue e compromete o fígado”, afirma Viviane. Sendo assim, a orientação geral é evitar alimentos com o item adicionado, trocando-os por aqueles que já o possuem.

 

Fonte: POR BRUNA SOMMA

 

 

 

Segundo levantamento feito por um grupo de pesquisadores das áreas de endocrinologia, psicologia e patologia, quatro em cada dez brasileiros ganharam peso durante o a pandemia de Covid-19, em função das restrições impostas pelo isolamento social. Duas boas opções de treinos para quem precisa correr atrás do prejuízo são o HIIT e o SIT, ou treinamento intervalado de alta intensidade e treinamento intervalado de sprint. Mas o que são esses treinos? E eles podem ajudar a emagrecer e queimar gorduras e calorias? Segundo um estudo com 49 mulheres, sim. Nelas, houve uma perda de cerca de 20% de gordura corporal após oito semanas de acompanhamento.

  • HIIT - A sigla HIIT se refere ao termo em inglês para High Intensity Interval Training, ou seja, treino intervalado de alta intensidade. Este treino intercala picos de alta intensidade cardiorrespiratória e descanso ativo.
  • SIT - Já o SIT, sigla para Sprint Interval Training , é um treino composto por séries de grandes esforços com duração de 30 segundos intercalando com períodos de recuperação entre 2 e 4 minutos.

A personal trainer Raquel Basílio esclarece a diferença dos treinamentos.

- O HIIT é um treino de alta intensidade, muito eficiente e que contribui diretamente para melhora da performance em outras atividades físicas. É um estilo de treino rápido, que não atrapalha em nada na rotina, o que faz com que as pessoas se tornem adeptas com mais facilidade. Já o SIT, o Sprint Interval Training, é um protocolo de HIIT. A diferença é que no SIT o tempo de descanso é um pouco maior, de 2 a 4 minutos. Mas não pensem que o SIT é mais fácil devido ao tempo de descanso. Se você der um tiro de 30 segundos dando seu máximo, vai sentir que os 4 minutos de descanso podem parecer pouco - explica Raquel.

O treino de alta intensidade se popularizou nos últimos anos e começou a ser amplamente utilizado para aprimorar os sistemas aeróbio anaeróbio de atletas. Este treinamento também começou a ser reconhecido como um aliado para o emagrecimento devido ao esforço exigido durante a atividade.

O estudo

O educador físico e doutor em Ciências da Saúde Paulo Gentil realizou o estudo com 49 mulheres que foram divididas em dois grupos que praticaram treinos de alta intensidade para promover a queima de gordura, com duração de oito semanas. Um grupo realizou o SIT, executando quatro séries de 30 segundos de esforço máximo na bicicleta intercalado com quatro minutos de recuperação pedalando com carga leve. Já o segundo grupo realizou o HIIT, em que praticou quatro séries pedalando a 90–95% da frequência cardíaca máxima intercalada com três minutos de recuperação ativa a 50–60%.

No início do estudo e após oito semanas de intervenção, foram medidas a circunferência da cintura, as dobras cutâneas (tríceps, subescapular, supra ilíaca, abdominal e coxa), a massa corporal e o IMC por procedimentos padrão e a aptidão cardiorrespiratória foi avaliada por teste de esforço cardiorrespiratório progressivo com análise de gases. Após as oito semanas de estudo, foi possível notar que houve uma perda significativa da porcentagem de gordura, em torno de 20%, entre as participantes e o treinamento de SIT se mostrou levemente superior em relação aos resultados de queima calórica.

- O que foi interessante nesse estudo é que apesar de não haver nenhum controle de dieta, as participantes foram orientadas a não mudar alimentação e perderam cerca de 20% da gordura que elas tinham no corpo. Em alguns resultados houve uma vantagem para o sprint, já que teve um resultado melhor para os tiros de 30 segundos máximos, em relação aos de 4 minutos, controlados pela frequência cardíaca. A gente percebe que a intensidade desse treinamento promove elevação de metabolismo, e que ele continuou acelerado por várias horas ou até dias depois daquele treino. É o tipo de treinamento que você não emagrece só pelas calorias que você gasta na hora, mas pelo que acontece depois, quando o treino termina. - explica Paulo Gentil.

Quem pode praticar?

Como o próprio nome já diz, estes tipos de treino são realizados de maneira intensa. Logo, se você não está praticando nenhuma atividade física de forma regular, é necessário uma adaptação antes de iniciá-los.

- O HIIT é uma atividade intensa, então obviamente pessoas que não são treinadas, vão ter dificuldades para fazer. O ideal é começar com pequenos tiros, descansar o tempo que for necessário para que aos poucos possam melhorar o tempo de descanso, a velocidade e a intensidade dos tiros. Mas, assim como a musculação, esse aumento da intensidade precisa ser moderado e gradual, porque se a pessoa corre o risco de ocasionar uma lesão. Esses protocolos foram adaptados justamente por serem muito intensos e para serem praticados por pessoas de “qualquer nível” (de aptidão física) - recomenda a personal trainer.

Raquel também comenta que, para os sedentários, o ideal é iniciar com uma atividade moderada, de forma intervalada e ir aumentando aos poucos a intensidade dos treinos. A personal adverte que cardiopatas e pessoas com lesões graves devem passar por uma avaliação médica antes de iniciar os treinos.

Já para quem tem uma rotina ativa e quer experimentar os treinos de alta intensidade, a atividade pode ser realizada de uma a duas vezes por semana com protocolos que podem durar de 8 a 12 minutos.

Antídoto contra o sedentarismo

A diminuição ou até mesmo a interrupção dos treinos na pandemia afetou a vida dos praticantes de diversas formas, ocasionando distúrbios de sono, mudança na rotina de alimentação, aumento do nível de ansiedade e estresse e, consequentemente, ganho de peso. O aumento do sedentarismo afeta diretamente nosso metabolismo, como explica o doutor em Ciências da Saúde Paulo Gentil.

- Nós realizamos uma avaliação com mais de 1000 pessoas e ela nos mostrou que 50% dos praticantes de atividade física interromperam suas atividades durante a pandemia. E este sedentarismo afeta diretamente a questão do metabolismo. Existem estudos interessantes mostrando, por exemplo, que se a pessoa se movimentar menos, restringir a quantidade de passos diários, a sensibilidade à insulina chega diminuir quase 20%, ou seja, a pessoa corre o risco de desenvolver diabetes, porque os mecanismos intracelulares de captação de glicose vão deixando de funcionar - alerta Gentil.

O especialista também esclarece como a alteração nos hábitos de sono afeta outros fatores em nossa rotina.

- Existem estudos que mostram que quando você dorme mal, tende a selecionar os piores alimentos: você come menos fibra, menos frutas, come mais fast foods, ingere mais álcool etc. Quando a pessoa não tem uma boa noite de sono ou está mais estressada, normalmente, a alimentação dela vai ser prejudicada. Geralmente haverá um ganho de gordura devido à desregulação dos hormônios, e preferencialmente um ganho de gordura na região da cintura, que é a gordura mais perigosa que existe - explica Gentil.

Com a flexibilização das atividades e o verão se aproximando, é comum a preocupação em perder esses quilinhos a mais. As alternativas mais procuradas em academias e centros de treinamento são as atividades de alta queima calórica, como HIIT e SIT.

Atenção com o volume de treinos

É normal que com a retomada das atividades físicas muitas pessoas estejam ansiosas para voltar a treinar como antes e também perder o peso que possa ter ganhado durante o isolamento social. Entretanto é importante lembrar que o resultado dos treinamentos não depende necessariamente de sua duração e sim, da qualidade da execução. Passar horas a fio na academia ou praticando uma grande quantidade de atividades não é tão efetivo para o nosso corpo.

Muita gente está retomando as rotinas de exercício e a orientação para recuperar o tempo perdido é: tenha paciência. Se você ficou vários meses parado, mas tem um histórico de treinamento, existe um fenômeno que a gente chama popularmente de “memória muscular”, ou seja, você vai ter mais facilidade de retornar ao desempenho que tinha antes do que quando você teve pra ganhar a primeira vez. Se você demorou anos para ganhar uma determinada quantidade de massa muscular, e interrompeu os treinos, quando você voltar a treinar, não vai demorar anos para recuperar, é mais rápido. Caso ocorra uma lesão, os resultados demoram ainda mais para aparecer - orienta Paulo Gentil.

 

Fonte: Por Juliana Baptista, para o Eu Atleta — São Paulo

“Não há uma escolha entre economia ou saúde. Só há um caminho: manter as pessoas com vida, e o Estado dar as condições para garantir a economia”. A fala do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em abril do ano passado, após se recuperar da covid-19, resume e antecipa como seria a atuação que a Casa teria ao longo do ano passado para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Em 2020, o Senado não escolheu entre saúde e economia; em vez disso, aprovou uma série de medidas para frear os danos econômicos causados pela paralisação de empresas, sem ignorar o cuidado com os brasileiros. 

Além do auxílio emergencial, que injetou cerca de R$ 300 bilhões na economia até o final de dezembro, conforme estimativa da Instituição Fiscal Independente (IFI), os senadores aprovaram uma série de medidas para mitigar os impactos da redução das atividades produtivas e estimular a economia — a maioria dessas medidas foi aprovada em sessões deliberativas remotas, para diminuir o risco de contágio com o novo coronavírus.

Pronampe

Um das medidas mais certeiras, na avaliação dos próprios senadores, foi a criação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), em maio, por meio da Lei 13.999, de 2020, a partir de um projeto de lei (PL 1.282/2020) do senador Jorginho Mello (PL-SC).

O primeiro aporte (de R$ 15,9 bilhões, utilizados como garantia para R$ 18,7 bilhões em créditos) teve muita procura e acabou em menos de 30 dias por conta das condições atrativas do programa, com juros baixos, pagamento em 36 meses e carência de oito meses. Em setembro, o governo editou uma medida provisória (a MP 977/2020) que prevê um segundo aporte, de R$ 12 bilhões, para servir de garantia em operações de crédito no âmbito do Pronampe.

Nessas duas primeiras etapas, estimativa do Sebrae feita no início de dezembro apontava que mais de 470 mil contratos foram assinados e R$ 30 bilhões liberados para pequenos negócios afetados pela pandemia.

— Conseguimos construir um projeto, o Pronampe, uma grande linha de crédito inédita no país, com juros decentes, prazo longo e participação efetiva do governo. O Senado foi importante na aprovação dessa proposição, que virou a lei que já emprestou cerca de 30 bilhões no Brasil para milhares de empresas. Se não fosse o Pronampe, o desemprego seria muito maior e a quebradeira também — avaliou em dezembro Jorginho Mello, que também é presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa.

Em novembro, o Senado aprovou um terceiro aporte ao programa, na forma do substitutivo da senadora Kátia Abreu (PP-TO) a mais um projeto de lei de Jorginho Mello: o PL 5.029/2020. O texto autorizava a União a liberar R$ 10 bilhões como garantia de empréstimos. No mês seguinte, esse projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e, em 29 de dezembro, foi sancionado pelo presidente da República — transformando-se na Lei 14.115/2020. Bolsonaro vetou o trecho que se referia aos R$ 10 bilhões, mas em seguida editou uma medida provisória (a MP 1.020/2020) que libera esse mesmo valor.

Programa permanente

Diante do sucesso do Pronampe, o Senado aprovou em dezembro uma proposta que o transforma em programa permanente, com fontes de financiamento definidas. Essa medida foi incluída pela senadora Kátia Abreu no PL 4.139/2020 (ela foi a relatora desse projeto de lei, que aguarda votação na Câmara).

O texto prevê que, após o encerramento do estado de calamidade, o Pronampe seguirá regras a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será financiado por dotações orçamentárias, emendas parlamentares e doações privadas.

— Será um programa perene; nós o teremos para o resto da vida. São 7,5 milhões de micro e pequenas empresas no país que não vão ter que ficar chorando fórmulas, apenas recursos. Aí eu, Izalci Lucas, Jorginho Mello, Esperidião Amin, Confúcio Moura e todos os colegas vamos correr atrás, todos os anos, no Orçamento, para que coloquemos recursos no Pronampe, no Fundo Garantidor de Operações — disse Kátia Abreu durante a votação da proposta.

Além da nova configuração (após as mudanças introduzidas por Kátia Abreu), o PL 4.139/2020 transfere para o Pronampe recursos que foram destinados a outros programas emergenciais de crédito durante o estado de calamidade, mas que acabaram não sendo utilizados até o final de 2020. Esse, aliás, era o teor da versão original do projeto, apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO).

Profissionais liberais

Parte dos recursos do Pronampe será utilizada na linha de crédito criada pela Lei 14.045, de 2020, que se destina aos profissionais liberais afetados pela pandemia. De acordo com essa norma, são considerados profissionais liberais "as pessoas físicas que exercem, por conta própria, atividade econômica com fins lucrativos, tanto de nível técnico quanto de nível superior".

Advogados, corretores, arquitetos, contadores, psicólogos, músicos, fotógrafos e outros profissionais autônomos com formação técnica ou superior estão entre os beneficiados.

Essa lei teve origem no PL 2.424/2020, projeto de lei do senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Revisão de projeções

Na avaliação de Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente, o Pronampe, o auxílio emergencial e outras ações do Senado ajudaram a aliviar a crise que se desenhava no início da pandemia. A IFI foi revisando as projeções de encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) conforme medidas emergenciais eram aprovadas pelo Congresso e os seus impactos sobre a economia eram constatados.

— A IFI havia apresentado, em novembro de 2019, um cenário que indicava crescimento da economia para 2020 da ordem de 2,2%. Quando a crise da covid-19 se abateu sobre o Brasil, em março, nós revisamos essas projeções nos meses subsequentes. Atualmente estimamos uma recessão de 5% para 2020. Ela é menor do que se chegou a projetar ao longo do ano. As expectativas foram se adequando à medida que ações foram sendo tomadas por parte do Legislativo e do Executivo no sentido de amenizar a crise sobre a renda e o emprego — explicou Felipe Salto em dezembro, durante entrevista à Agência Senado .

Peac Maquininhas

O Senado também aprovou outras ações específicas de apoio a empresas de micro, pequeno e médio porte. É o caso do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), criado em junho por meio da Medida Provisória (MP) 975/2020. Após ser aprovada pelo Congresso com modificações, essa proposta foi convertida na Lei 14.042, de 2020.

O Peac Maquininhas, como ficou conhecido, é uma modalidade de crédito garantida por vendas com máquinas de pagamento digital. Destina-se a microempreendedores individuais (MEIs) e micros e pequenas empresas. A possibilidade de que essas empresas tomem até R$ 50 mil emprestados por meio do programa foi incluída na medida provisória durante sua tramitação na Câmara — e foi mantida pelo Senado.

Desoneração da folha

Para apoiar o setor produtivo durante a crise, o Senado analisou propostas como a MP 936/2020. Essa medida provisória, que permitiu a redução da jornada de trabalho e de salários durante a pandemia, foi aprovada pela Casa em junho e acabou sendo convertida na Lei 14.020, de 2020.

Durante a tramitação no Congresso, os parlamentares incluíram nessa MP a prorrogação da desoneração da folha de pagamento para empresas de 17 setores da economia até 2021. Ao discordar dessa iniciativa, o presidente Jair Bolsonaro chegou a vetar esse trecho, mas senadores e deputados derrubaram seu veto (VET 26/2020).

Outro exemplo de ação emergencial aprovada pelo Congresso é o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), criado para ajudar as pequenas e médias empresas a pagarem a folha de salários durante a pandemia (Lei 14.043, de 2020, que teve origem na MP 944/2020).

Fiscalização

Para que esses recursos não ficassem apenas no papel, o senador Esperidião Amin (PP-SC) alertou por diversas vezes — durante as reuniões da comissão mista que acompanhou as medidas do governo federal de combate à pandemia — que a “caixa d'água estava cheia e a torneira pingando”. Ele avalia que a cobrança e a fiscalização do Senado foram importantes para fazer os recursos chegarem até quem mais precisava deles. 

— A caixa d'água funcionou com precariedade, mas sob grande vigilância do Senado e da comissão mista, que agiram muito no sentido de cobrar e forçar a chegada do dinheiro, por exemplo, ao pequeno empresário — declarou o senador.

Para Esperidião Amin, "de um modo geral, o Congresso — e o Senado em particular — agiu de maneira competente para reduzir o tombo que o país sofreu e está sofrendo ao longo destes meses". Ele destacou a importância de medidas como a aprovação da Emenda Constitucional 106 (o chamado "Orçamento de Guerra") e a criação de várias linhas de crédito em parceria com o governo para dar liquidez à economia brasileira.

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) foi o presidente da comissão que acompanhou as medidas do governo federal de combate à pandemia. Ele concorda com a avaliação de Esperidião Amin. Além disso, Confúcio afirmou que o governo federal vem tentando, mesmo que tardiamente, solucionar a crise provocada pela pandemia. E acrescentou que a cooperação foi fundamental para efetivar as ações emergenciais.

— Aprovamos nesta Casa propostas de suma importância para o país, como o auxílio emergencial, o Pronampe e mudanças na Lei de Falências. Para obtermos êxito, é preciso uma boa dose de cooperação mútua e menos burocracia, sem deixar de lado a fiscalização, que foi um papel importantíssimo desempenhado pela comissão mista — disse Confúcio Moura.

As mudanças na Lei de Falências a que o senador se refere tramitaram no Congresso sob a forma de um projeto de lei: o PL 4.458/2020. Após passar na Câmara em agosto, esse projeto foi aprovado pelo Senado em novembro. O presidente da República sancionou o texto, com vetos, na véspera de Natal, o que deu origem à Lei 14.112, de 2020.

As mudanças na Lei de Falências tratam do financiamento a empresas em recuperação judicial, de parcelamento e desconto para pagamento de dívidas tributárias, além de possibilitar aos credores apresentar plano de recuperação da empresa, entre outras medidas.

Turismo e eventos

O Senado aprovou ajudas específicas para alguns setores fortemente impactados pela crise do novo coronavírus. “Primeiro a fechar” e talvez “último a voltar a funcionar plenamente”, o turismo foi beneficiado com a MP 963/2020, medida provisória que autorizou a liberação de R$ 5 bilhões para o auxílio a empreendimentos turísticos. Aprovada sem mudanças pelos senadores, a MP foi promulgada em setembro, sendo transformada na Lei 14.051, de 2020.

Também passaram pelo Congresso outras iniciativas do governo federal para estancar as perdas do segmento turístico e regulamentar os direitos dos consumidores neste período atípico. É o caso MP 948/2020, medida provisória editada para detalhar regras de adiamento ou cancelamento de eventos, serviços ou reservas nos setores de cultura e turismo devido à pandemia. Aprovada pelos parlamentares, a proposta foi sancionada pelo presidente da República e transformada na Lei 14.046, de 2020.

Aviação

Um amparo às companhias aéreas e às concessionárias de aeroportos chegou ao Congresso por meio da Medida Provisória (MP) 925/2020, que regulamentou o reembolso e a remarcação de passagens de voos cancelados durante a calamidade, além do pagamento de tarifas e do fim do adicional de embarque internacional. O texto foi aprovado em julho pelos senadores e deu origem à Lei 14.034, de 2020.

Cultura

Entre as propostas para mitigar os efeitos do fechamento temporário de bares, teatros, cinemas e palcos, destaca-se a que deu origem à Lei 14.017, de 2020, que autorizou a liberação R$ 3 bilhões em auxílio financeiro a artistas e estabelecimentos culturais durante a pandemia de covid-19.

Essa lei teve origem no PL 1.075/2020, projeto de lei relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que foi aprovado no início de junho. A lei também é chamada de “Lei Aldir Blanc”, em homenagem ao compositor carioca que faleceu no início de maio, vítima da covid-19.

Escolas privadas

Também fortemente impactadas pela pandemia de covid-19, as escolas privadas receberam a atenção dos senadores, que aprovaram em setembro um projeto de lei complementar (o PLP 195/2020) para criar o Programa Nacional de Auxílio às Instituições de Ensino da Educação Básica (Pronaieeb). Esse programa prevê auxílio financeiro às escolas privadas afetadas pela pandemia. O projeto é de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC) e teve como relatora a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB). O texto aguarda votação na Câmara dos Deputados.

Agricultura

O Senado aprovou em maio o PL 1.543/2020, projeto de lei do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) que prorroga por 12 meses o pagamento das dívidas de agricultores familiares. O relator da matéria foi o senador Zequinha Marinho (PSC-PA). Esse projeto também aguarda votação na Câmara.

Orçamento de Guerra

Para fazer frente a auxílios, empréstimos e outras ações do governo contra os efeitos da pandemia, o Congresso Nacional flexibilizou regras fiscais, administrativas e financeiras e promulgou a emenda constitucional que instituiu o chamado Orçamento de Guerra (Emenda Constitucional 106, que teve origem na PEC 10/2020).

Essa emenda constitucional criou um regime extraordinário fiscal válido durante o período de calamidade pública. Também autorizou o Banco Central a comprar títulos de empresas privadas no mercado secundário (o objetivo seria garantir liquidez ao mercado de capitais). Além disso, a emenda permite processos mais rápidos para compras, obras e contratações de pessoal temporário e serviços.

Falso dilema

Assim como afirmou Davi Alcolumbre em abril, Esperidião Amin avalia que o Senado não se deixou levar pelo falso dilema "saúde versus economia" e fez o que era possível dentro dos seus limites. 

—  Reduzir o tombo do ponto de vista da saúde dependeu menos de nós. O Congresso Nacional foi mais eficaz na economia do que na saúde, área em que nossa ingerência é menor — concluiu.

 

Fonte: Agência Senado

Se você tem 40 anos ou mais provavelmente já tentou muitas coisas para perder a barriga. Mas está difícil? Parece que com o passar dos anos ela só aumenta? Sabe o que é pior? Isso realmente ocorre. O seu metabolismo está mais lento e o acúmulo de gordura aumenta.

Como eu explico no meu Instagram @Zanonmacedo, você pode e consegue eliminar a barriga depois dos 40 anos. Porém, o que provavelmente está ocorrendo contigo é que você utiliza exercícios e métodos jurássicos e ultrapassados de emagrecimento. Talvez você esteja tentando perder a barriga da maneira errada.

Existem dois alguns erros que todo mundo que tenta eliminar a barriga comete, como os exercícios de abdominal, principalmente depois dos 40 anos. Os abdominais tradicionais só irão prejudicar a sua coluna. Segundo estudo canadense de 2010 os abdominais tradicionais podem te causar uma hérnia de disco.  Já um outro estudo americano de 2011 mostra que fazer exercícios de abdominal não te faz eliminar gordura na barriga.

A outra estratégia ultrapassada são as caminhadas para emagrecer. Elas infelizmente não são capazes de gerar um estímulo necessário para virar a chave do metabolismo depois dos 40.

Então quais exercícios fazer? Eu separei aqui os 5 melhores exercícios para você fazer em casa e eliminar a barriga

1. agachamento

O agachamento é um exercício que trabalha vários músculos juntos. Esses são músculos grandes, com bastante massa em relação ao corpo. Dessa maneira, ele é um exercício que quando feito com intensidade gera uma alta demanda energética capaz de acelerar o metabolismo e deixar o corpo queimando gordura por horas. O agachamento feito da maneira correta também trabalha e fortalece os músculos do abdômen.

2. Polichinelo

O polichinelo é um excelente exercício aeróbio que não necessita de espaço para ser executado. Dá para fazer até no banheiro. Trabalhado com intensidade e velocidade, o polichinelo pode ser utilizado para fazer HIIT, pois além de trabalhar o corpo todo, em alta intensidade ele produz estímulos muito superiores a caminhada.

3. Burpee

Esse é um exercício mais avançado e difícil. Ele trabalha muitos músculos ao mesmo tempo, como pernas, braços e abdômen. Quem já fez sabe a dificuldade que ele gera. Porém, existem formas de adaptá-lo e deixá-lo mais de acordo com a sua necessidade. Por essa complexibilidade e necessidade de força, o burpee ­­é um exercício muito eficiente para eliminar a barriga e emagrecer.

4. Flexão de Braço

Esse não é um exercício apenas de braço. A posição da flexão de braço faz com que o seu abdômen seja contraído para manter a postura. Isso trabalha o fortalecimento do abdômen e junto com um trabalho dos braços gerando intensidade para ativar o metabolismo quando feito da maneira correta.

5. Prancha Abdominal

Esse é o melhor exercício para trabalhar o abdômen de forma isolada, pois fortalece o abdômen, sem risco de forçar e lesionar a coluna. Ele gera estímulos para fazer a sustentação de toda a coluna.

Esses são os melhores exercícios para eliminar a barriga, que podem ser feitos isoladamente, ou de forma combinada para deixar o treino mais potente. Mais importante que um único exercício é a combinação entre eles.

Qualquer dúvida me chama no privado, me conta a sua história e as suas dificuldades, que eu trago o tema aqui para as próximas semanas.

 

Fonte: https://www.tribunapr.com.br

O vírus da hepatite C, cuja descoberta foi premiada nesta segunda-feira (5) pelo Prêmio Nobel de Medicina, é responsável por uma inflamação no fígado que progride em silêncio. A doença pode se tornar crônica antes de, muitas vezes, levar à cirrose e ao câncer, e, também, à morte. Apesar de não haver vacina contra a infecção, a doença tem tratamento (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem).

Qualificada pelo júri do Nobel como um "grande problema de saúde global", a hepatite C matou 400 mil pessoas em 2015 – e, naquele ano, 71 milhões tinham a doença em sua forma crônica – o equivalente a 1% da população mundial, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apenas um paciente em cada cinco (19%) tem conhecimento da sua doença, devido ao acesso muito limitado ao rastreio e diagnóstico, acrescenta a OMS.

Na França, estima-se que quase uma em cada três pessoas não sabe que está infectada, segundo o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm, na sigla em francês).

Após uma fase de infecção aguda, geralmente assintomática, uma minoria dos pacientes (15% a 45%) elimina o vírus espontaneamente, mas na grande maioria ele se instala nas células do fígado e a doença assume uma forma crônica.

Quando aparecem, os sintomas costumam ser cansaço, tontura, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No entanto, a hepatite C permanece em silêncio por muito tempo: evolui por 10, 20 ou 30 anos antes que surjam complicações graves, como cirrose ou câncer de fígado. Segundo a OMS, entre os pacientes crônicos, o risco de cirrose hepática é de 15% a 30% em um período de 20 anos.

A doença é transmitida, principalmente, pelo sangue. As transfusões já foram um grande modo de contaminação, mas, desde o desenvolvimento de um teste de triagem, o contágio por essa forma foi reduzido a praticamente zero.

Hoje, a OMS estima que 23% das novas infecções e 33% das mortes pelo vírus da hepatite C (VHC) são atribuíveis à injeção de drogas com equipamento não esterilizado.

O vírus também pode ser transmitido durante tatuagens ou piercings com equipamentos sujos ou durante o sexo e de uma mãe infectada para seu filho.

Tratamento

O tratamento da hepatite C foi revolucionado na virada da década de 2010 com a chegada de novos tratamentos antivirais de "ação direta", capazes de eliminar o vírus em poucos meses em mais de 95% das pessoas infectadas, em especial o sofosbuvir, comercializado pelo laboratório Gilead sob o nome de Sovaldi.

Esses novos tratamentos fazem da hepatite C "a única doença viral crônica que pode ser curada", destaca o Inserm. Desde o seu surgimento, a hepatite C vem diminuindo constantemente nos países com acesso ao tratamento.

Na França, 193 mil pessoas tinham hepatite C crônica em 2016, em comparação com 232 mil em 2011. No Brasil, um modelo matemático desenvolvido em 2016 estimava que cerca de 657 mil pessoas tinham infecção ativa pelo vírus da hepatite C, segundo o Ministério da Saúde. O tratamento para a doença está disponível no SUS.

Em outras partes do mundo, sua distribuição é, no entanto, prejudicada por seu alto custo, mesmo que os preços tenham caído acentuadamente nos últimos anos com a introdução de versões genéricas.

No final de 2017, apenas 5 milhões de pessoas entre 71 milhões de doentes crônicos haviam sido tratadas com antivirais de ação direta – muito longe da meta da OMS de tratar 80% das pessoas infectadas até 2030.

"Para atingir esse objetivo" e, assim, erradicar a hepatite C, "são necessários esforços internacionais para facilitar os testes de triagem e tornar os medicamentos antivirais acessíveis em todo o mundo", enfatizou o comitê do Nobel nesta segunda-feira.

Ao todo, existem cinco tipos de hepatite: A, B, C, D, e E. Há vacinas contra dois deles: A e B (no Brasil, elas são cobertas pelo SUS). Para o tipo E, há uma imunização desenvolvida e licenciada na China, mas que não está disponível em todo o mundo, segundo a OMS. O tipo D só pode infectar uma pessoa que já tenha o vírus da hepatite B no corpo.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda as seguintes medidas para prevenir a contaminação pela doença:

  • Não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente etc.);
  • Usar preservativo nas relações sexuais;
  • Não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas.

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer, no pré-natal, os exames para detectar as hepatites B e C, o HIV e a sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.

As pessoas que têm o vírus devem:

  • ter seus contatos sexuais e domiciliares e parentes de primeiro grau testados para hepatite C;
  • não compartilhar instrumentos perfurocortantes e objetos de higiene pessoal ou outros itens que possam conter sangue;
  • cobrir feridas e cortes abertos na pele;
  • limpar respingos de sangue com solução clorada;
  • não doar sangue ou esperma.

Pessoas com hepatite C podem participar de todas atividades, incluindo esportes de contato. Também podem compartilhar alimentos e beijar outras pessoas.

 

Fonte: Por France Presse

 

O número de candidatos com profissões da área da saúde aumentou nas eleições deste ano em comparação com 2016, ano do último pleito municipal.

Em 2020, mais de 19 mil concorrentes declararam ter ocupações da área de saúde, como técnico de enfermagem, fisioterapeuta e fonoaudiólogo, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há quatro anos, eles eram menos de 17 mil. Isso significa que houve uma alta de 15% nas candidaturas da saúde.

O aumento é maior que o do total das candidaturas, que teve um crescimento de cerca de 10% quando comparadas com as de 2016.

Veja como algumas ocupações ligadas à área da saúde variaram entre as eleições de 2016 e de 2020 — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

 

A profissão que mais cresceu entre os candidatos foi a de fonoaudiólogo, que tinha 58 concorrentes registrados em 2016 e, agora, tem 86, em uma alta de 48%.

Os médicos tiveram um aumento de 8%, e os enfermeiros, de 4%.

Já a ocupação com mais candidatos é a de técnico de enfermagem. São 4.631 pessoas que declaram ter esta profissão, 1,4 mil a mais que há quatro anos. O aumento foi de 44%.

Além disso, se for considerada a variação na proporção de concorrentes em vez do número absoluto, a profissão de técnico de enfermagem foi a terceira que mais cresceu entre todas as ocupações cadastradas pelos candidatos. Em 2016, 0,6% dos concorrentes eram técnicos de enfermagem; agora, são 0,8%, um aumento de 0,2 ponto percentual.

Os técnicos de enfermagem apenas ficam atrás dos empresários e dos advogados neste aumento proporcional.

Segundo Eduardo Grin, professor do Departamento de Gestão Pública da FGV-SP, o aumento no número de candidatos da área de saúde não é inesperado, já que saúde é o problema público mais debatido no país há alguns meses por causa da pandemia.

"Saúde não é um problema novo para o eleitorado. O que é novo é a extensão da pandemia e o medo que nós temos de não conseguir ser atendidos pelo SUS, sobretudo porque a pandemia trouxe um aprofundamento da crise econômica. Muita gente perdeu o emprego, e a clientela do SUS aumentou", afirma o cientista político.

Nesse contexto, o professor diz que a promessa de campanha de ter um bom serviço de saúde cresce em importância para a população em relação a anos anteriores.

"A pauta de saúde assumiu maior relevância neste ano. É a forma de o candidato criar um elo de maior conexão com o eleitor. É nessa perspectiva que se insere o aumento de candidatos vinculados à saúde."

Cargo disputado 

Grin destaca que, no caso dos candidatos a vereador, há um apelo eleitoral ainda maior em ligar suas candidaturas à área de saúde. "Nós temos um número maior de candidatos a vereador neste ano que em 2016. Eles tentam compensar essa situação criando simbologias ou formas de comunicação que os tornem mais conhecidos, e vincular [a campanha] à área de saúde é um marketing político que pode render votos", diz.

Dos 19,4 mil candidatos da saúde, a maioria (87%) tenta uma vaga de vereador nas cidades. Os outros tentam cargos de prefeito e de vice-prefeito.

O professor destaca que a saúde também pode ser bem utilizada pelos candidatos aos Executivos municipais.

"Saúde é responsabilidade municipal. Para um candidato, pode ser uma estratégia importante de campanha mostrar-se capaz de organizar a política de saúde na cidade", afirma Grin.

Por outro lado, segundo Grin, a campanha voltada de maneira muito forte para a saúde é uma aposta arriscada.

"Em um cenário de pandemia e de crise econômica, vai ser desafiador para os prefeitos investir em uma área que é extremamente demandante de dinheiro", afirma. "Pode ser que, eleitoralmente, dê retorno, mas, em janeiro, quando assumir, o quadro de penúria fiscal vai estar presente e vai haver cobrança dos prefeitos que não conseguirem cumprir suas promessas de saúde."

Veja quantos candidatos da saúde disputam cada função — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Os dados também apontam que há uma diferença entre as ocupações declaradas a depender do cargo disputado.

Entre os médicos candidatos, 8% disputam um cargo de vereador e 60% tentam ser prefeitos. Já os técnicos de enfermagem, que são 27% dos candidatos a vereador, representam uma minoria entre os que tentam cargos de prefeito (3%).

"Há uma hierarquia na área da saúde, em que o médico está no topo e o enfermeiro está abaixo. No imaginário da população, um candidato a prefeito que vai se colocar como responsável por melhorar a saúde da cidade é um doutor. Assim, o apelo eleitoral do médico candidato é muito superior ao do enfermeiro", diz Grin.

O professor ainda destaca que médicos têm uma taxa de sucesso alta na eleição. "É uma profissão que gera imagem de pessoa bem formada, capacitada, e isso conta para o eleitor, sobretudo no atual contexto. Quem cuida de mim na pandemia? O médico. Ele pode não cuidar no consultório, mas vai cuidar de mim na prefeitura."

Por outro lado, segundo Grin, enfermeiro e técnico de enfermagem candidatos a vereador também fazem sentido. "O vereador é muito ligado a determinados bairros da cidade, e UBSs, unidades de saúde da família, são ligadas a essas profissões e são também ligadas aos bairros", diz. "Então o eleitor cria um vínculo a partir do imaginário que ele tem de cada profissão."

 

 Fonte: Por Clara Velasco, G1

Saudáveis e ricos em nutrientes, eles fornecem inúmeros benefícios para o nosso organismo, auxiliando também na perda de peso. As bebidas com frutas, legumes, vegetais e grãos ficam prontas em alguns minutos… Basta bater todos os ingredientes no liquidificador e tomar logo em seguida. Além da praticidade, são uma maneira segura de eliminar os quilinhos extras. Confira 10 opções de sucos para emagrecer para incluir no seu dia a dia!

Receitas de sucos para emagrecer 

Suco verde com beterraba e cenoura

Ingredientes:

1 copo (200 ml) de água

- 2 folhas de couve picadas

- 2 beterrabas pequenas picadas

- 1 cenoura média picada

- 1 colher (sobremesa) de linhaça dourada

Beterraba

O vegetal é fonte de pectina, uma fibra que faz o intestino funcionar melhor e age na digestão de gorduras, ajudando o emagrecimento. Além disso, a betalaína, substância responsável por sua cor arroxeada, tem ação antioxidante.

Suco verde com ameixa e linhaça

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de água

- 2 folhas de couve picadas

- 1 fatia grossa de abacaxi

- 1 ameixa

- 1 pepino médio em rodelas

- 1 colher (sobremesa) de linhaça dourada

Abacaxi

Contém bromelina, enzima que quebra as proteínas dos alimentos, facilitando a digestão. Ele ainda dispõe de fibras solúveis, que saciam a fome.

Suco energético

Ingredientes:

- 1 copo pequeno (100 ml) de água de coco

- 1 folha de couve picada

- 1 talo de aipo com as folhas picado

- 10 folhas de hortelã

- Suco de 1/2 limão

- 1/2 maçã sem sementes picada

- 1 colher (sopa) de linhaça germinada

- 1 rodela de gengibre

- 1 colher (café) de guaraná em pó

Água de coco

A bebida, além de ser natural e levíssima, também possui poucas calorias e é ideal para ser incluída em sucos desintoxicantes.

"Suchá" de hibisco com mamão

Ingredientes:

- 1/2 copo (100 ml) de água de coco

- 1/2 xícara (120 ml) de chá de hibisco gelado

- 1/2 mamão papaia picado

- 10 folhas de hortelã

- 1 colher (chá) de semente de chia

Chia

A semente desempenha ações anti-inflamatórias no corpo, colaborando na eliminação do peso a mais. Além disso, ainda conta com fibras, que aumentam a sensação de saciedade.

Suco de couve com gengibre

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de água de coco

- 1 folha de couve picada

- Suco de 1/2 limão

- 1/2 pera picada

- 1 colher (sopa) de linhaça

- 2 rodelas de gengibre

Linhaça

Ela alivia os sintomas da TPM, reduz o apetite e combate males digestivos. Seu alto teor de fibras insolúveis diminui a constipação intestinal.

Suco de melancia com morango

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de suco de melancia coado

- 4 morangos picados

- 1 folha de couve picada

- 1 colher (chá) de chia

Melancia

Além de ser composta por cerca de 90% de água, a melancia apresenta licopeno em sua composição, um dos mais poderosos antioxidantes existentes no meio nutricional.

Suco verde com abacaxi

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de água de coco

- 1 rodela de abacaxi

- Suco puro de 1/2 limão

- 1/2 xícara (chá) de folhas de hortelã

- 1 folha de couve picada

- 2 rodelas de pepino

- 1 colher (sopa) de linhaça

Suco de laranja com limão e canela

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de suco de laranja

- Suco puro de 1/2 limão

- 1 colher (café) de canela

- 1 colher (café) de cúrcuma

- 1 colher (sopa) de aveia

- Folhas de hortelã a gosto

Limão

A fruta azedinha tem o poder de fazer um detox no organismo, desinchar e dar uma maior sensação de saciedade. Assim, diminui a vontade de consumir alimentos mais calóricos.

Suco funcional

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de água de coco

- 1 fatia de abacaxi picada

- 1 polpa congelada de clorofila

- Gengibre a gosto

Suco purificador

Ingredientes:

- 1 copo (200 ml) de água de coco

- 1/2 xícara (chá) de couve picada

- 1/2 xícara (chá) de folha de agrião

- 1/2 xícara (chá) de folha de coentro

- 1/2 pera picada

- 1/2 colher (café) de canela

- 1/2 colher (café) de cúrcuma

- 1 colher (sopa) de brotos germinados

Agrião

Além de contar com boa quantidade de potássio, a verdura ainda é rica em cálcio, mineral responsável por manter os ossos saudáveis. Ela também é fonte de fibras, contribuindo para o bom funcionamento do intestino. Aproveite!

 

Fonte: https://www.terra.com.br

A preguiça não te deixa praticar exercícios? Saiba que existem atividades físicas que combinam com você, de acordo com o seu signo. O astrólogo e tarólogo Danilo Schwarz listou alguns esportes que podem te ajudar a se livrar do sedentarismo.

“Todas as pessoas de determinados signos tem a tendência a apreciar um esporte específico”, destaca Danilo, que analisa os comportamentos típicos de cada signo para dar as dicas. De acordo com ele, para decidir a atividade física certa, é importante observar se a pessoa é mais tímida, inquieta, criativa, divertida, entre outras características.

Veja a atividade física que combina com cada signo:

ÁRIES

Os(as) Arianos(as) possuem muita energia e necessitam extravasar todo o acumulo. O ideal é praticar alguma atividade física intensa como Crossfit ou Jiu-Jitsu.

TOURO

Os(as) Taurinos(as) costumam apreciar o sedentarismo. Por isso, a prática de exercícios dentro de casa é uma ótima opção. Pedalar na bicicleta ergométrica ou na esteira são ótimas opções. O ciclismo é muito bem-vindo quando rodeado de natureza.

GÊMEOS

Os(as) Geminianos(as) são inquietos e não gostam de monotonia. O basquete e o pole dance podem ser opções muito criativas e divertidas para as pessoas deste signo.

CÂNCER

Os(as) Cancerianos(as) precisam de motivação emocional e se relacionam muito bem com a natureza e os animais. A equitação e a esgrima são dois esportes que as pessoas deste signos podem se dar bem praticando.

LEÃO

Os(as) Leoninos(as) são competitivos no esporte e sentem prazer em se destacar. No esporte, a corrida e a natação podem fazer muito bem para a saúde e o ego.

VIRGEM

Os(as) Virginianos(as) são calculistas e buscam a perfeição. Por possuírem grande delicadeza e sensibilidade corporal, são indicados o balé e o kung fu.

LIBRA

Os(as) Librianos(as) funcionam melhor quando tem algum estímulo social. Praticar esportes como tênis e zumba podem fazer muito bem para as pessoas deste signo.

ESCORPIÃO

Os(as) Escorpianos(as) são reservados e prezam pela privacidade. Como tendem a ser individualistas, esportes como a natação e o golfe são opções ótimas.

SAGITÁRIO

Os(as) Sagitarianos(as) adoram esportes. São otimistas e adoram aventuras. Praticar vôlei e exercícios ao ar livre farão muito bem aos pertencentes deste signo.

CAPRICÓRNIO

Os(as) Capricornianos(as) são muito determinados e focados. Como quase nunca acabam tendo tempo de ir a academia, seria interessante praticar Ioga ou Pilates para desenvolver maior flexibilidade corporal. 

AQUÁRIO

Os(as) Aquarianos(as) são sociáveis e revolucionários, mas precisam lembrar de cuidar de si mesmos. Como é grande amante do ar livre e do vento, seus esportes preferidos podem ser o futebol e o paraquedismo.

PEIXES

Os(as) Piscianos(as) são sentidos e sonhadores. Para se darem bem com os esportes precisam se identificar completamente ao que estão fazendo. O tai chi chuan e a acroyoga são opções muito interessantes para as pessoas deste signo místico.

 

Fonte: https://www.ibahia.com

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