O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, e uma comitiva de senadores devem se encontrar nesta sexta-feira (29) com o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, para discutir as eleições de outubro. Segundo o líder do PDT, senador Weverton (MA), uma decisão sobre o adiamento do pleito de prefeitos e vereadores só deverá ser tomada no fim de junho. Mas o senador Wellington Fagundes (PL-MT) defende a prorrogação dos atuais mandatos para a unificação das eleições em 2022, também como forma de economizar recursos.

 

Fonte: Hérica Christian -  Rádio Senado 

 

Enem 2020 ainda não tem data marcada, mas se seguir a tendência, será no início de novembro de 2020, como em anos anteriores. O Inep, órgão do MEC responsável pelo Exame, costuma divulgar o edital em março.

Se você vai encarar o Enem neste ano, saiba que um dos grandes segredos de quem manda muito bem na prova é a preparação com bastante antecedência. Por isso, temos dicas para você começar a estudar desde agora.

Apesar de ser considerado difícil por muita gente, qualquer pessoa pode tirar uma ótima nota no Enem e conseguir uma vaga em uma boa universidade. O segredo é ter disciplina e se dedicar durante todo o ano. Se você está decidida (o) a mandar bem em 2020, nós temos 6 dicas que vão ajudar muito a se preparar para o próximo exame:

1) Questões do Enem todos os dias

Toda prova tem suas características. A do Enem, por exemplo, costuma ser interdisciplinar e contextualizada. Desde 2015, professores já apontavam que as questões ficaram um pouco mais conteudistas, mas sem fugir muito do padrão anterior. Por isso é preciso se familiarizar ao máximo com a forma como o conteúdo é cobrado.

Tempo até o Enem 2020 não vai faltar. Se você montar um cronograma e resolver três questões por dia, em três meses já vai ter feito pelo menos três provas inteiras.

Se mantiver o ritmo até outubro, vai ter tempo para ver com calma todas as questões já publicadas no Enem. Isso dará a você a possibilidade de focar nas perguntas mais complexas e nos conteúdos que você tem maior dificuldade. Além do mais, pode se focar em simulados.

2) Matérias mais difíceis

Resolver questões mais complexas e conteúdo de maior dificuldade são aspectos que nos levam à segunda dica: todo mundo tem algum ponto fraco. Mesmo que você consiga ir bem em redação, Linguagens, Ciências Humanas, da Natureza, Matemática, sempre há uma disciplina que exige um esforço maior.

Pois o segredo de quem passa entre as melhores colocações é dedicar, desde o começo do ano, um tempo extra a essas matérias. Aulas de aprofundamento ou professores particulares são uma opção. Se você acha que vai perder a motivação, temos dicas para manter o gás até lá.

3) Conteúdos que mais caem

Por mais que você estude toda a matéria e se foque nas disciplinas e questões mais difíceis, de nada vai adiantar se não estiver bem preparado (a) para o conteúdo que mais cai. Nós temos um post que mostra quais os conteúdos que mais caem no Enem.

A lista inclui os temas mais cobrados em QuímicaFísicaBiologiaMatemática e na prova de Ciências Humanas, além do tipo de redação que o Enem costuma cobrar. Rever esses itens já é um bom começo.

4) Medição do tempo

Os dois dias, que somam um total de 10 horas e meia de prova, parecem uma eternidade. No entanto, você precisa treinar para não estourar o tempo. Uma alternativa usada por muitas e muitos vestibulandas (os) é fazer as 90 questões de um único dia e medir a resolução no relógio. Para isso, claro, é preciso se organizar nos estudos.

Se você já fez o Enem ou se já conhece as questões, deve terminar a prova com uma boa folga, o que garante um tempo extra para os conteúdos novos que vão cair.

5) Prática da redação

Escrever bem não tem mistério. Basta ler e escrever, simples assim. Além dos conteúdos de atualidades, leia livros periodicamente. Dois por mês é um bom número para impulsionar sua habilidade de interpretação e melhorar vocabulário.

Some a isso a produção de duas redações por mês, aumentando a frequência à medida que o exame se aproxima, e a qualidade do seu texto vai dar um grande salto. A gente tem vários temas de redação para você se inspirar.

6) Acompanhamento das notícias

Para ter bons argumentos na redação e resolver com facilidade as questões contextuais que o Enem costuma cobrar, você deve acompanhar periodicamente as notícias. É o que se chama de repertório sociocultural. Nós costumamos publicar aqui os temas atuais que têm chances de cair em vestibulares pelo país.

Ler um ou dois sites de notícias periodicamente também ajuda. Se você não tem o hábito de acompanhar portais, experimente começar lendo uma única matéria por dia. Com o tempo, você vai se inteirar dos assuntos e as leituras vão ficando mais fáceis. Ter uma rotina, via de regra, ajuda a criar e manter bons hábitos.

São práticas simples, mas que fazem muita diferença no longo prazo. Afinal, ninguém aprende de uma hora para outra. O estudo é um processo lento e contínuo, e a dedicação vai premiar você com o melhor presente de todos: a tão sonhada aprovação na universidade.

Além disso, claro, se você tiver condições de agenda e de bolso, sugerimos que faça um cursinho. Pode ser online ou presencial, como você considerar que é melhor. O importante é ter aquela ajuda extra, com professores que expliquem de um jeito que você entende.

 

Fonte: https://www.vestibular.com.br

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) caiu 0,59% em maio, segundo divulgou nesta terça-feira (26) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o indicador – que é considerado uma prévia da inflação oficial – já havia registrado deflação de 0,01%.

Trata-se da deflação mais intensa desde o início do Plano Real, em julho de 1994, evidenciado a baixa demanda e a fraqueza da economia em meio a pandemia de coronavírus. Até então, o maior recuo tinha sido registrado em setembro de 1998, quando o IPCA-15 registrou baixa de -0,44%.

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,35% e, em 12 meses, de 1,96%, bem abaixo dos 2,92% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4%.

Pesquisa da Reuters com economistas estimava queda de 0,45% em maio.

 

Preço da gasolina puxa deflação

Segundo o IBGE, a queda do preço da gasolina (-8,51%) foi o item que apresentou o maior impacto no resultado do mês, respondendo sozinho por uma baixa de 0,41 ponto percentual no índice geral.

A retração de 8,54% dos combustíveis também foi influenciada pela queda nos preços do etanol (-10,40%), do óleo diesel (-5,50%) e o gás veicular (-1,21%).

Na última quarta-feira (20), porém, a Petrobras aumentou o preço da gasolina nas refinarias em 12%. O valor do diesel não foi alterado. Foi o terceiro aumento consecutivo no preço da gasolina. O avanço dos preços se dá num cenário de recuperação recente dos preços do barril do petróleo no mercado internacional com novos sinais de corte na produção.

 

5 dos 9 grupos registram deflação

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 5 apresentaram deflação em maio, com destaque para Transportes (-3,15%) e Habitação (-0,27%).

No lado das altas, o destaque mais uma vez ficou com Alimentação e bebidas (0,46%), embora tenha havido desaceleração em relação à alta de preços em abril (2,46%).

Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados pelo IBGE:

  • Alimentação e bebidas: 0,46%
  • Habitação: -0,27%
  • Artigos de residência: 0,45%
  • Vestuário: -0,20%
  • Transportes: -3,15%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,13%
  • Despesas pessoais: -0,09%
  • Educação: 0,01%
  • Comunicação: 0,22%

Alimentos ficaram mais caros

Os alimentos para consumo dentro de casa ficaram em média 0,60% mais caros em maio, segundo o IBGE. Entre os itens com as maiores altas, destaque para cebola (33,59%), batata-inglesa (16,91%), feijão-carioca (13,62%), o alho (5,22%) e o arroz (2,59%).

Por outro lado, os preços da cenoura, que haviam apresentado alta de 31,67% em abril, caíram 6,41%. Já as carnes (-1,33%) acentuaram a queda em relação ao mês anterior (-0,27%).

alimentação fora do domicílio, que inclui os serviços de delivery, subiu 0,13%, mas desacelerou na comparação com a alta verificada em abril (0,94%), especialmente por conta do lanche (0,64%), cujos preços haviam subido 3,23% no mês anterior.

 

Energia mais barata, eletrodoméstico mais caros

Nos artigos de residência, chamou a atenção a alta nos preços dos itens de tv, som e informática (2,81%) e dos eletrodomésticos e equipamentos (0,89%).

No grupo Habitação, a maior contribuição para a deflação em maio veio da energia elétrica (-0,72%).

Outras quedas significativas no mês foram observadas nos itens passagens aéreas (- 27,08%), gás de botijão (-1,09%) e gás encanado (-0,36%).

Todas as 11 regiões pesquisadas apresentaram deflação em maio. O maior recuo de preços foi na região metropolitana de Fortaleza (-0,23%). Já a menor variação foi na região metropolitana de Curitiba (-1,12%). Nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro, houve deflação de -0,52% e -0,39%, respectivamente.

 

Expectativa de inflação abaixo de 2% em 2020

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro reduziram, de 1,59% para 1,57%, a estimativa de inflação para 2020. Foi a 11ª redução seguida do indicador.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 3% ao ano – mínima histórica.

O mercado segue prevendo corte na taxa básica de juros neste ano. A previsão dos analistas para a taxa Selic, no fim de 2020, segue em 2,25% ao ano. Já para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa é de um tombo de 5,89%.

 

 

Fonte: Por Darlan Alvarenga, G1

A adoção de providências para acompanhamento e fiscalização dos recursos públicos aplicados nas ações, serviços, obras e aquisições voltadas para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, é o objeto da Recomendação conjunta do Ministério Público do Estado, expedida por promotores de Justiça que atuam no município de Ananindeua. O documento foi encaminhado ao prefeito, secretários municipais, Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais.

A Lei nº. 13.979/2020 estabelece, entre outras medidas para o enfrentamento da pandemia da covid-19, que os gestores implementem um sítio específico com os gastos públicos realizados durante esse período. Foi constatado pelo Ministério Público do Estado que até o momento isso o Município ainda não cumpriu o previsto em lei.

“Não há no sítio eletrônico da Prefeitura informações sobre os leitos clínicos e de UTI destinados ao tratamento de pacientes da covid-19 e de não covid, tampouco a respectiva taxa de ocupação desses leitos, por unidade hospitalar, que esteja sob gestão da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua”, frisam na recomendação os promotores de Justiça subscreventes.

A recomendação destaca medidas como implementar a disponibilização, em plataforma pública específica, na rede mundial de computadores, de todas as informações geradas em matéria de contratações públicas voltadas para o combate da pandemia, podendo se valer de seção especial da página web municipal, microsítio web oficial exclusivo ou outra solução digital equivalente, garantindo a alimentação imediata e online de dados, assegurada a padronização de seu conteúdo, com as informações previstas na Lei de Acesso à Informação, especialmente, sobre: o nome do contratado, o número de sua inscrição na Receita Federal do Brasil, o prazo contratual, o valor (unitário e global) e o respectivo processo de contratação ou aquisição.

As informações disponibilizadas devem conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão, além de possibilitar a gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações.

O sítio específico deve também possibilitar o acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina; divulgar em detalhes os formatos utilizados para estruturação da informação; garantir a autenticidade e a integridade das informações disponíveis para acesso; manter atualizadas as informações disponíveis para acesso; indicar local e instruções que permitam ao interessado comunicar-se, por via eletrônica ou telefônica, com o órgão ou entidade detentora do sítio; e adotar as medidas necessárias para garantir a acessibilidade de conteúdo para pessoas com deficiência.

A recomendação foi expedida pelos promotores de Justiça de Ananindeua Fábia Mussi de Oliveira Lima (Direitos Constitucionais Fundamentais, Patrimônio Público e Improbidade Administrativa), Nadilson Portilho Gomes (Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), Arnaldo Célio da Costa Azevedo (Direitos Humanos, Controle Externo da Atividade Policial e Tribunal do Júri),  Vânia de Campos Pinho (Cível), Érika Menezes de Oliveira (Cível), Eduardo José Falesi do Nascimento (Infância e Juventude), Patrícia de Fátima de Carvalho Araújo (Infância e Juventude), Paulo Ricardo de Souza Bezerra (Criminal), Ana Carolina Vilhena Gonçalves Gomes (Criminal) e Marlene Ramos Pampolha (Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo, Consumidor, Fundações).

 

Assessoria de Comunicação.    

 

 

O Estado inicia na próxima quarta-feira (27) o pagamento do salário de maio dos servidores públicos. Com a organização financeira alcançada em 2019, resultante do trabalho feito pelo Governo do Pará para obtenção do equilíbrio fiscal, e a partir de investimentos e adequações na administração pública, os vencimentos do funcionalismo continuam em dia. As contas saneadas também permitem investimentos em obras estruturais e melhorias para a população, além de apoio às medidas de enfrentamento à Covid-19.

A titular da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), Hana Ghassan, destaca o compromisso do governo e o respeito ao funcionalismo público, que sempre trabalha com prontidão para proporcionar melhorias à sociedade. “Sabemos que os servidores se dedicam e executam as atividades com honra e zelo, por isso, também trabalhamos em prol dos seus benefícios e, consequentemente, valorização”.

Calendário de pagamento:

Dia 27 (quarta-feira) – Inativos militares e pensionistas civis; militares e inativos civis e pensões especiais/ Seplad.

Dia 28 (quinta-feira) – Auditoria-Geral, Casa Civil, Casa Militar, Defensoria Pública, Gabinete da Vice-Governadoria, Procuradoria-Geral, Sedap, Sectet, Seplad, Sefa, Semas, Secult, Seel, Sedeme, Sejudh, Sedop, Sespa, Seaster, Setran, Secom, Setur, NGTM, NEPMV, NGPR e NAC, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Segup, Seap, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, Hospital Ophir Loyola, Fundação Hemopa, Fundação Santa Casa, Adepará, Arcon, Asipag, Codec, Ceasa, Cohab, CPC Renato Chaves, Detran, Emater, EGPA, Emater, FCG, FCP, Fasepa, Funtelpa, Fapespa, Imetropara, Iasep, Igeprev, IOE, Iterpa, Jucepa, Prodepa, Uepa, Ideflor-Bio, CPH e Fundação Parapaz.

Dia 29 (sexta-feira) – Seduc (capital e interior).

Fonte: Agência Pará 

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (20) o projeto de lei que cria o Certificado de Recebíveis da Educação (CRE), a ser lançado no mercado de capitais por instituições privadas de ensino. O PL 1.886/2020, do senador Jorginho Mello (PL-SC), recebeu parecer favorável do senador Dário Berger (MDB-SC), na forma de um substitutivo, e segue agora para a Câmara dos Deputados. Foram 77 votos favoráveis e nenhum contrário.

Certificado de recebíveis são títulos de crédito emitidos por companhias de securitização, lastreados em pagamento a ser recebido no futuro por uma empresa. Ao vender os títulos, a empresa recebe imediatamente uma parcela do valor a ser pago. No caso das escolas, os CREs serão lastreados nos contratos de matrículas. O objetivo da medida é possibilitar ao sistema educacional privado, cujas aulas foram suspensas por causa da pandemia de covid-19, enfrentar a crise econômica decorrente da paralisação das atividades escolares. Em muitos casos, houve diminuição do pagamento de mensalidades.

Em troca, os investidores, ganham uma rentabilidade sobre o dinheiro investido. Entre os certificados de recebíveis já existentes, estão o Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Regras

O texto se aplica a instituições que oferecem desde a educação infantil até o ensino superior — neste último caso estão incluídas também as universidades comunitárias, que não têm fins lucrativos. A emissão de títulos estará condicionada à concessão de carência da mensalidade por três meses ao aluno cujo contrato lastreia cada papel.

Os créditos em cada título deverão ficar limitados ao equivalente a 12 meses do contrato assinado entre o aluno e a escola. O lançamento dos CREs não poderá resultar em prejuízo às políticas de descontos e às bolsas de estudo concedidas pela instituição.

No caso das universidades, o valor dos recebíveis poderá ser antecipado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá antecipar até R$ 30 milhões, por instituição, durante o período da pandemia. Os recursos virão do Programa Emergencial de Suporte a Empregos, instituído pela Medida Provisória 944/2020, que ainda está em análise no Congresso Nacional.

Para que os títulos sejam vendidos, será necessário constituir companhias securitizadoras de direitos creditórios educacionais, que são instituições não financeiras sob a forma de sociedade por ações. Elas terão por finalidade a aquisição e a securitização desses direitos e a emissão e colocação de CREs no mercado financeiro e de capitais.

O certificado deverá ser garantido por um banco repassador e poderá ser distribuído publicamente e negociado em Bolsas de Valores e de Mercadorias e Futuros e em banco e corretoras autorizados a funcionar pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Caberá ao Conselho Monetário Nacional regulamentar as disposições referentes ao CRE, podendo inclusive estabelecer prazos mínimos e outras condições para emissão e resgate.

Para estimular a aquisição dos CREs, os portadores dos certificados terão benefícios fiscais: a negociação será isenta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e os rendimentos decorrentes dos papeis serão isentos do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e não entrarão no cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF).

Em outras disposições, o projeto permite que as instituições de ensino superior possam assegurar o cumprimento da carga horária exigida pela legislação educacional por meio de atividades não-presenciais e por teletrabalho, sem prejuízo da participação dessas instituições no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (criado pela Medida Provisória 936/2020).

Originalmente o projeto previa, também, que a União seria garantidora das operações com os CREs, de forma subsidiária, como já ocorre com o Certificado de Recebíveis do Agronegócio e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI). O senador Dario Berger retirou essa regra por entender que os negócios são de natureza privada e União não pode ser envolvida, principalmente em face da crise econômica que as contas públicas já vão enfrentar.

Durante a votação do projeto, o senador Dario Berger, que também é presidente da Comissão de Educação (CE), destacou que as escolas privadas do ensino fundamental enfrentam um aumento de mais de 93% nas taxas de inadimplência desde o início da pandemia. No caso das instituições de ensino superior, essa taxa é de 71%. Além disso, ele observou que as escolas e universidades têm enfrentado aumento de custos para a implantação de aulas online, o que ultrapassa as economias que possam ter sido feitas com a não-utilização das suas instalações físicas.

 

Fonte: Agência Senado

 

Donos e condutores de veículos vão passar a ter acesso a serviços do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) pela internet durante o período de isolamento. Nesta terça-feira (19) será lançado o Portal Cidadão, uma plataforma online que possibilitará acesso a diversos serviços.

"O Detran vem, mais uma vez, oferecer aos seus usuários serviços que dispensam o comparecimento do cidadão aos nossos pontos de atendimento, simplesmente para realizar um procedimento que poderia ser feito do conforto de seu lar ou de seu escritório", afirma o diretor de tecnologia e informática do Detran, Haroldo Alencar.

O primeiro serviços online será a apresentação da defesa de autuação e interposição de recurso de multa. O Detran também lançará o Sistema de Gerenciamento de Infrações (SGI), onde todas as defesas de Autuações e Recursos de multas serão processadas digitalmente, dispensando o uso de papel.

De acordo com o Detran, os serviços que serão ofertados pela plataforma continuarão sendo disponibilizados de maneira presencial, mas os planos do órgão são de torná-los cada vez mais acessíveis.

 

Fonte: Por G1 PA — Belém

A infância é violada dentro de casa. No Brasil, 90% dos casos de violência sexual e outros tipos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem no ambiente familiar, praticados por quem tem o dever legal de proteger a vítima, mas acaba sendo o seu algoz. Em meio à pandemia, que trouxe a necessidade de isolamento social, e, no caso do Pará, um dos estados que adotou o 'lockdown', o risco para crianças ainda se torna maior, pois estão convivendo mais diretamente com o agressor. Nesta sexta-feira (15), especialistas se reúnem para discutir o assunto às 19h, em live do Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá (CRP 10).

O encontro faz alusão ao dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Segundo o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), há muita subnotificação. Somente 10% dos casos chegam ao conhecimento das autoridades competentes, já que os familiares não querem, de regra, a punição do agressor, que costuma ser um parente. Muitas vezes, buscam responsabilizar a própria vítima, ou desacreditam da criança quando é feita a revelação do abuso sexual.

A data foi criada como um ato político em função do assassinato brutal de Araceli Crespo, criança de oito anos, no Espírito Santo, em 18 de maio de 1973. Seu corpo foi encontrado seis dias depois do crime, desfigurado por ácido e com marcas de tortura e abuso sexual. O crime chocou o Brasil, mas ficou impune, já que os suspeitos eram pessoas influentes.

A Polícia Federal acaba de prender em Brasília o empresário André Felipe Oliveira, acusado de envolvimento em esquema para venda de respiradores hospitalares ao governo de Helder Barbalho. 

A ordem de prisão temporária foi expedida pelo juiz federal Rubens Rollo de D’Oliveira, da 3.ª Vara Federal do Pará.

 A PF também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de André Felipe. Segundo a defesa, o empresário “já havia prestado esclarecimentos” à Justiça paraense, que chegou a apreender seu celular.

Natural do Rio de Janeiro, André Felipe é conhecido no Distrito Federal. Ele foi secretário de Esportes de José Roberto Arruda, indicado por Rodrigo Maia. Integrava na ocasião um grupo formado por Arruda, Maia e Fábio Simão.

É considerado também o idealizador das Vilas Olímpicas do Rio. Na campanha de 2018, foi eleito 2º suplente na chapa do senador Izalci Lucas (PSDB) com Luís Belmonte, 1º suplente.

No caso da venda dos respiradores ao Pará, André Felipe atuou como representante comercial da SKN do Brasil Importação e Exportação, responsável pela venda. Ontem, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 25,2 milhões em bens da empresa.

Conforme investigação em curso, os respiradores comprados da China, para uso em UTIs de pacientes com Covid-19, apresentaram defeitos de funcionamento e até falta de peças.

 

Fonte: O Antagonista

Sondagem especial feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 91% da indústria brasileira relatam impactos negativos por causa da pandemia da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Três quartos (76%) das empresas industriais reduziram ou paralisaram a produção.

Três de cada quatro empresas, novamente 76% dos entrevistados, apontaram queda da demanda por seus produtos, metade desses (38%) observou que a queda foi “intensa”. Os setores que descreveram a diminuição da demanda foram de vestuário (82%), calçados (79%), móveis (76%), impressão e reprodução (65%) e a indústria têxtil (60%).

Dentre os empresários, 45% reclamaram de inadimplência dos clientes e 44% informaram ter tido encomendas e pedidos cancelados.

Além de queda da demanda, 77% dos empresários identificaram que houve diminuição da oferta de matérias primas e de insumos para a produção – por causa da desorganização da estrutura logística, o sistema de transporte em especial, – o que dificultou acesso a insumos ou matérias primas necessários à produção.

Quase a totalidade dos empresários entrevistados (95%) afirmou ter adotado medidas em relação aos empregados desde campanhas de prevenção, medidas de higiene e afastamento de empregados de grupos de risco ou que apresentaram sintomas.

Metade das empresas deu férias para parte dos empregados, 36% fizeram uso do banco de horas, 19% reduziram a jornada de trabalho, 16% iniciaram férias coletivas, 15% dispensaram os trabalhadores e 8% suspenderam temporariamente os contratos de trabalho.

Com garantia do tesouro:

Os dados da sondagem da CNI foram apurados junto a 1.740 empresários da indústria de transformação (fábricas), extrativa (como mineração e petróleo) e construção civil. A coleta ocorreu na primeira quinzena de abril.

Sete de cada dez empresas assinalam perda de faturamento. Entre os entrevistados, 59% descreveram dificuldades para cumprir pagamentos dos fornecedores e manter em dia salários, aluguel e impostos. Mais da metade (55%) apontaram que o acesso ao crédito para capital de giro ficou mais difícil.

De acordo com o gerente executivo de economia da CNI, Renato da Fonseca, após medidas de aumento de liquidez do sistema bancário autorizadas pelo Banco Central, “houve aumento de empréstimos” por parte dos bancos.

Segundo o economista, no entanto, a procura das empresas, especialmente das pequenas, foi maior que o crédito ofertado. Em situações de crise, como a atual, os bancos temem a insolvência dos tomadores de empréstimo. Para Fonseca, a solução para o aumento do crédito pode ser a criação de um fundo com garantia do Tesouro Nacional, como ocorre em outros países.

Reformas e retomada:

Além de cuidar da saúde da população, do funcionamento das empresas e da manutenção dos empregos, Renato da Fonseca espera que o país se prepare para a saída da crise e não abandone a agenda de reformas.

“Se a gente conseguir focar na agenda de competitividade, o Congresso Nacional trabalhando nela e o governo também, reduzindo as brigas políticas, reverteremos o problema e daremos sinal para que o investidor volte”, defende o economista da CNI.

A confederação projeta queda do Produto Interno Bruto em 4,2%. Não descarta, em pior cenário, que a perda chegue a 7% – equivalente à recessão econômica entre 2014 e 2016.

Renato da Fonseca assinala que nem as piores projeções e os problemas apontados pelos empresários na sondagem não corroboram medidas de relaxamento do distanciamento social e outros cuidados sanitários.

“Não adianta acabar com isolamento de imediato se isso gera uma contaminação altíssima. Aí não vai ter o trabalhador para trabalhar de qualquer jeito. Na verdade, começará a haver um excesso de mortes e as pessoas vão se isolar automaticamente.”

Segundo Fonseca, o Serviço Social da Indústria (Sesi) começa a trabalhar em protocolo de cuidados para a retomada das atividades do setor no futuro. “O retorno tem que ser muito planejado”, alerta.

Renato da Fonseca acredita que as empresas deverão ter que tomar medidas de controle, como testagem regular dos trabalhadores para detecção da covid-19. Além disso, será preciso redesenhar o projeto industrial, reduzir a velocidade de produção e, quando possível, afastar os trabalhadores nas linhas de montagem.

 

Fonte: Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil - Brasília

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