A Vale iniciou a operação de seis caminhões fora de estrada autônomos no Complexo de Carajás, no Pará. Até o final do ano serão dez veículos operando no local. A inciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas para ampliar a segurança dos empregados, tornar a operação mais ambientalmente sustentável e obter ganhos de competitividade. A implantação está sendo acompanhada de um plano de recursos humanos para capacitar os empregados a trabalhar com as novas tecnologias digitais.

Os caminhões autônomos com capacidade para transportar 320 toneladas estavam em teste em uma área isolada de Carajás desde 2019. Esta semana eles iniciaram a fase final de testes na mina N4E e ontem, quarta-feira (2/9), entraram oficialmente em produção. No Complexo de Carajás, os autônomos conviverão com os caminhões convencionais.

“A introdução dos caminhões autônomos em Carajás é mais um passo da Vale rumo à ambição de se tornar referência em segurança na mineração e em direção à meta de reduzir as emissões de carbono em 33% até 2030”, afirma Antônio Padovezi, diretor do Corredor Norte da Vale. “A tecnologia reduz a exposição dos empregados aos riscos inerentes à atividade e traz também benefícios ambientais, reforçando nosso novo pacto com a sociedade”.

Pessoas no centro das decisões


No caminhão autônomo não há operador na cabine. Mas as pessoas seguem tendo papel relevante na operação autônoma. Além da convivência com outros caminhões convencionais na operação, outros equipamentos que circulam pela mina, como motoniveladoras e tratores, continuarão sendo tripulados. Atualmente, em Carajás, são mais de duas centenas de caminhões e equipamentos móveis, que suportam a atividade de lavra e tem interface com os caminhões.

Grupo de operadores desses veículos que irão interagir com os autônomos receberam treinamento. Já foram capacitados 32 operadores e até o final do ano este número chegará a 120. Serão 208 horas de treinamento para cada operador, totalizando quase 25 mil horas.

O operador de esteira e motoniveladora, André Costa Magalhães, 41 anos, está há 11 na Vale e foi um dos operadores treinados para ter interface com o caminhão autônomo. “Minha atividade mudou hoje, atuava na convencional e tive oportunidade de fazer parte da mina autônoma muito bacana, segura e agora faço parte dos primeiros operadores da mina autônoma, estou muito feliz”, conta ele.

Para essa interface com os autônomos, os equipamentos foram adaptados com um painel chamado PTX. O operador de pá escavadeira, pá mecânica e que também operava caminhão, Daniel Pacheco explica como funciona o aparelho. “O PTX é o monitoramento de todos os equipamentos autônomos, a gente define manobra, pré-manobra, bloqueio, tudo a gente interage no ptx. A diferença é que está prático, mais rápido, antes a gente chamava o operador para encostar na máquina, e hoje vamos na tela do ptx e definimos todas as manobras que o caminhão precisa”, explica Daniel.

Nos próximos 12 meses, a operação será assistida pelo fornecedor dos caminhões. A previsão é que, após esse período, a Vale assuma totalmente a operação. Quando isso ocorrer, novos postos de trabalho também serão criados em salas de controle, distante da frente de lavra.

“A implantação dos autônomos na operação está sendo feita com a preocupação de se manter as pessoas no centro das decisões”, explica o gerente do Programa Autônomos, Pedro Bemfica. “A introdução da tecnologia digital impulsiona a evolução das competências profissionais dos empregados e os torna mais preparados para a tendência de transformação digital da indústria”.

Segurança


Os caminhões autônomos são controlados por sistemas de computador, GPS, radares e inteligência artificial, percorrendo a rota entre a frente de lavra e a área de descarga. Ao detectar riscos, os equipamentos paralisam suas operações até que o caminho volte a ser liberado. Os sensores do sistema de segurança são capazes de detectar tanto objetos de maior porte, como grandes rochas e outros caminhões, até seres humanos que estejam nas imediações da via. Com isso, situações de risco, como tombamento e colisão, foram eliminadas.

Meio ambiente e competitividade


A operação autônoma também traz relevantes benefícios ambientais. O desempenho mais constante dos caminhões e o aumento da sua velocidade média permitirá uma redução de cerca de 5% no consumo de combustível, o que resulta em volume mais baixo de emissões de CO2 e particulados. Com base em dados do mercado, espera-se um aumento da vida útil dos equipamentos na ordem de 7%, o que reduz a geração de resíduos como peças e lubrificantes, e um desgaste 25% menor dos pneus, o que também levará a uma menor geração de resíduos desse item.

Além dos caminhões, já estão em operação no Complexo de Carajás quatro perfuratrizes autônomas. Mais três perfuratrizes começarão a operar até o final do ano. A operação autônoma começou a ser implantada pela Vale na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), em 2016, e hoje abrange todos os 13 caminhões fora de estrada dessa unidade. Desde a implantação em Brucutu, não foi registrado nenhum acidente causado pelos caminhões.

Tecnologia em expansão


O programa de autônomos da Vale continua em expansão, com um investimento total de cerca de US$ 34 milhões em 2021. Até o final do ano estarão em operação em toda a empresa 23 caminhões, 21 perfuratrizes e três pátios (empilhadeiras e recuperadoras) em Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No exterior, a operação autônoma já é realidade no Canadá, com perfuratrizes e carregadeiras para minas subterrâneas, e na Malásia, com máquinas de pátio.

 

Fonte: Tami Kondo

Estreou nesta terça-feira, 31 de agosto, o segundo episódio da nova temporada de Mineração Por Elas, websérie que mostra a bem-sucedida presença de mulheres em áreas técnicas, operacionais e de gestão na Vale. A segunda temporada tem como fio condutor a diversidade de forma ampla. O episódio recém-lançado traz a história de três mulheres negras que sentem orgulho por serem exemplo e inspiração para outras mulheres de dentro e de fora da empresa.

No filme, que já está nas redes sociais e plataformas digitais da Vale, o público poderá conhecer Stephanie Almeida, geóloga, e Amanda Lírio, engenheira de minas, que atuam na unidade Carajás Serra Sul (Complexo S11D), em Canaã dos Carajás, no Pará; e Josiany Nunes, técnica em segurança do trabalho na Unidade Tubarão, no Espírito Santo.

Para a marabaense Stephanie Almeida, participar da websérie foi uma experiência fantástica. “Estar nesse projeto e poder incentivar outras mulheres a ocuparem mais espaço na mineração, mostrando com inúmeros estudos de caso que é possível sim, independente do cargo, foi gratificante. Não contive as lágrimas de tanta emoção por representar não só as mulheres como todo, mas principalmente a mulher preta que, segundo as estatísticas ainda ocupam minoria dos grandes cargos”, destaca.

Já Amanda Lírio destaca a importância de ter e ocupar o lugar de fala. “ É muito importante que mais e mais mulheres pretas se sintam encorajadas a ocuparem os espaços que um dia elas pensaram que não poderiam. Essa foi a minha motivação de participar desse episódio. Foi muito especial contribuir para que essas meninas e mulheres enxerguem que a Vale tem um compromisso em criar um ambiente onde elas podem ir lá e fazer o que tiverem vontade de fazer, inclusive trabalhar em uma carreira de alto nível técnico ou de gestão”.

O episódio de estreia da temporada, que foi ao ar no dia 6 de agosto, traz mulheres pioneiras que falam sobre os desafios que viveram ao serem as primeiras na sua área ou função. Os episódios seguintes abordarão diversidade de orientação sexual, além de mostrar histórias de pessoas com deficiência, jovens talentos e lideranças. Cada filme dura cerca de cinco minutos e traz, em formato documental e com protagonismo das personagens, o olhar de empregadas da Vale de várias regiões do Brasil e de outros países sobre a diversidade na mineração.

“Estamos verdadeiramente empenhados em promover a inclusão e valorizar a diversidade. Seguiremos nessa jornada, juntos. Estes são imperativos éticos conectados com o propósito da Vale de melhorar a vida das pessoas e transformar a sociedade para todas as pessoas”, afirma Marina Quental, vice-presidente executiva de Pessoas da Vale. Segundo ela, a websérie mostra para o público a inserção diversificada das mulheres na Vale nos mais variados cargos, profissões e funções, trazendo inspiração para que outras mulheres vejam que é possível e promissor construir uma carreira na indústria da mineração.

Mais de 200 empregadas se inscreveram para participar da websérie
Mais de 200 mulheres compartilharam suas experiências de vida e se inscreveram para participar da 2ª temporada do Mineração Por Elas. Por conta do limite de episódios, muitas histórias incríveis ficaram de fora, demonstrando que a mineração também é, cada vez mais, uma indústria onde mulheres podem construir carreira. Assim como a temporada de estreia, a produção vem seguindo todas as recomendações de prevenção e distanciamento social em virtude da pandemia. Quase todas as imagens tiveram captação remota e, muitas vezes, foram filmadas pelas próprias personagens. A websérie Mineração por Elas é realizada pela equipe de comunicação da Vale em parceria com a 4 Asas Produções. A primeira temporada contou com seis episódios e participação de 25 empregadas da Vale no Brasil e em outros países.

Meta de gênero e avanços


Em 2019, a mineradora anunciou a meta de dobrar a representatividade de mulheres na sua força de trabalho até 2030, passando de 13% para 26%. E de aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança sênior de 12% para 20%. Em julho deste ano as mulheres já representavam 18,3% nas posições de liderança sênior e 18,1% do total da força de trabalho da Vale. Entre dezembro 2019 e julho 2021 crescemos em 3.800 o número de mulheres na Vale.
Saiba mais em www.vale.com/mineracaoporelas.

 

Fonte: Tami Kondo 

Um ano após o lançamento do Programa Partilhar, a Vale celebra com seus fornecedores os resultados e as contribuições do engajamento de sua cadeia de suprimentos para o desenvolvimento social das comunidades onde a empresa atua. Por meio do programa, os fornecedores da Vale já se comprometeram a realizar 27 ações de investimento social privado, das quais cinco já foram entregues, beneficiando cerca de 2 mil pessoas somente no Pará.

Além disso, foram fechados 35 contratos utilizando a metodologia inovadora do programa, segundo a qual a Vale identifica os fornecedores com maior contribuição socioeconômica para cada região e os prioriza nos processos de contratação. Um total de 377 fornecedores participaram dos processos concorrenciais elaborados com a metodologia do Partilhar, o que corresponde a 75% das empresas convidadas. O volume de contratações incluídas no programa alcançou R$ 2 bilhões.

“Após lançarmos o Partilhar, recebemos o retorno positivo de vários fornecedores que queriam investir em projetos sociais nos territórios, mas não sabiam por onde começar”, conta Marco Braga, diretor de Suprimentos da Vale. “Com o programa eles têm um incentivo para transformar esse desejo em realidade.”

O diretor de Sustentabilidade e Investimento Social da Vale, Hugo Barreto, afirma que, por meio do Partilhar, a Vale propaga seus valores para a cadeia de suprimentos: “Queremos transformar o futuro e melhorar a vida das pessoas. Estamos colocando esse propósito em prática ao levar o desenvolvimento social às comunidades em conjunto com nossos fornecedores”.

Nos primeiros 12 meses do Partilhar, os contratos fechados com a nova metodologia geraram 800 empregos no Pará e em Minas Gerais, resultando em uma massa salarial total de quase R$ 11 milhões. O valor em compras locais chegou a R$ 800 mil, gerando novas oportunidades de negócios para os territórios. Já o valor aplicado em investimento social privado alcançou R$ 370 mil nos dois estados.

No primeiro ciclo do Partilhar, que vai até o início de 2022, estão sendo contempladas 11 categorias de compras – como serviços de infraestrutura, construção e engenharia, peças para processamento mineral e frete de transporte terrestre. A partir do ano que vem, o programa será estendido para outras categorias e mais estados do Brasil.

Benefícios para fornecedores e comunidades

Os investimentos sociais já entregues no Pará foram realizados por quatro empresas: Opus Construções Modulares, Haver & Boecker Niagara, Omega Service e Fernandes Amadeu Transportes e Logística. Os municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas estão sendo beneficiados com ações de geração de renda, educação e saúde.

A Opus Construções Modulares ofereceu apoio a quatro projetos da Agência de Desenvolvimento de Canaã, como a realização de um curso de cuidadores de idosos em parceria com o Hospital 5 de Outubro, cursos e palestras de aperfeiçoamento do sistema de produção para pequenos agricultores, e uma capacitação em pintura em tecido.

Felipe Ventura, sócio e diretor da Opus, afirma: “O Programa Partilhar tem proporcionado um caminho para a nossa empresa se engajar com a comunidade de Canaã dos Carajás durante o projeto que estamos realizando, de construção de um espaço de convivência na mina S11D. Tem sido um prazer e um privilégio retribuir para comunidade de Canaã dos Carajás o que estamos conquistando”.

A Fernandes Amadeu também estabeleceu parceria com a Agência Canaã para um projeto de apoio a avicultores. A empresa doará ração e insumos para famílias da Vila Bom Jesus.

Graça Reis, diretora da Agência, afirma: “O Programa Partilhar já é um sucesso. É um dos programas mais incríveis que a Vale já criou porque, além dos benefícios, vai estreitar o relacionamento dos fornecedores com as comunidades. Tomara que outras empresas também participem do Programa Partilhar”. 

Em Parauapebas, a Omega Service está apoiando dois projetos de incentivo à qualificação profissional em parceria com a Associação de Moradores do Bairro Bela Vista. A empresa está promovendo um curso de corte e costura para a comunidade, gerando fonte de renda para mulheres. A empresa doou máquinas de costura e prensa, além de insumos como tecidos e moldes. Outra iniciativa é o apoio a moradores do bairro para cursarem a qualificação em solda realizada em parceria com o Senai.

A aluna do curso de costura, Flávia Rosa Trindade, afirma: “Quero externar minha gratidão às empresas que estão proporcionando esse momento tão importante para mim. Busquei tanto por esse curso e não encontrava. Estava disposta a pagar e me privar de algumas coisas financeiras na minha vida para ter esse curso e, hoje, estou realizando um sonho”

Já a Haver & Boecker Niagara está apoiando a qualificação e inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiência por meio do programa Sorri Parauapebas, além de fazer doações de cestas básicas e leite em pó para projeto do Rotary Club da cidade.

 

Cardápio de incentivos

Nos próximos meses, a Vale iniciará a implantação do cardápio de incentivos, uma ação voltada para a capacitação e o aumento da competitividade de seus fornecedores. Mais de 3 mil colaboradores de quase 40 empresas contempladas se inscreveram em treinamentos online sobre assuntos técnicos de mineração, comunicação, gestão de tempo e de pessoas.

Mesmo os fornecedores que ainda não tenham contratos em vigor com a empresa podem participar. Além dos treinamentos, está prevista a oferta aos fornecedores de condições financeiras diferenciadas e ferramentas facilitadoras de negócios. 

A prioridade para receber os incentivos está sendo dada aos fornecedores com base numa combinação do Índice de Valor na Comunidade (IVC) com o porte das empresas Quanto maior for a pontuação da empresa no IVC, mais incentivos o fornecedor poderá receber.

Índice de Valor na Comunidade

Em seus processos de contratação de serviços e materiais, a Vale analisava somente o preço oferecido e a capacidade técnica do fornecedor. Nas categorias incluídas no Programa Partilhar é analisado também o Índice de Valor na Comunidade (IVC), um indicador criado pela empresa que reflete a contribuição socioeconômica dos fornecedores para as comunidades. Uma pontuação alta no IVC representa um diferencial para o fornecedor na concorrência.

A metodologia do IVC é baseada em critérios objetivos, com divulgação aos participantes de forma transparente. O processo de certificação é gratuito para os fornecedores, feito por uma empresa independente, com garantia da proteção dos dados.

O IVC analisa cinco fatores relacionados a contribuição de cada fornecedor em cada região:

  • Emprego: número de postos de trabalho mantidos ativos na região;
  • Renda e salário: somatório da remuneração bruta anual dos colaboradores;
  • Compras locais: total de gastos em produtos e serviços na localidade;
  • Impostos: valor total recolhido em ISS e ICMS;
  • Investimento social privado: somatório de investimentos em iniciativas sociais visando ao bem-comum da comunidade.

 

Fonte: Nadia Farias

ovens de oito comunidades do interior dos estados do Pará e do Maranhão terão a oportunidade de participar de oficinas de capacitação e criação audiovisual e produzir documentários sobre a história e a cultura de cada uma dessas localidades. A ação faz parte do projeto Cultura na Praça, que desde 2017, circula pelos rincões do país para promover cultura e gerar oportunidades para jovens e adolescentes. A iniciativa conta o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e inicia suas atividades até o mês de setembro. 

Em 2021, como oficinas da Cultura na Praça será realizada nos municípios paraenses de Bom Jesus do Tocantins (Vila São Raimundo), Canaã dos Carajás (Agrovila Nova Jerusalém) ) e Curionópolis (Serra Pelada), que contará com duas turmas. Já no Maranhão, o projeto vai até Bom Jesus Das Selvas (Vila Tropical / Verona), Açailândia (Francisco Romão e Pequiá de Cima), Cidelândia (São João do Andirobal) e São Pedro da Água Branca (Vila São Raimundo). O resultado da seleção com os nomes dos participantes está disponível no Instagram do projeto (@cultnapraca). 

Durante a oficina, os alunos vão aprender a conceber, produzir e filmar um curta-metragem a partir de um processo de investigação sobre o patrimônio cultural, seja material ou imaterial, de suas comunidades. As temáticas definidas pelos alunos próprios e como resultado nove documentários. “A intenção é que os jovens aprendem a fazer cinema na prática. Sob a orientação de professores experientes e atuantes no mercado audiovisual, os estudantes vão participar de todas as etapas de produção, desde a escolha do tema até a montagem final, passando pela introdução às técnicas do cinema, escritura do roteiro, produção e filmagem ”, conta Gilberto Scarpa, coordenador do Cultura na Praça. 

Para Cris Azzi, cineasta e professor do projeto, mais do que usar técnicas de produção audiovisual, as oficinas valorizam a memória coletiva e a identidade local, promovendo a cidadania e o acesso à cultura. “Queremos provocar os alunos a contarem suas próprias histórias, como histórias de suas comunidades, utilizando as técnicas e recursos audiovisuais. Dessa forma, a produção dos documentários certamente também promoverá reflexões importantes sobre a identidade de cada localidade e sobre a vida dos alunos próprios ”, complementa. Adaptado à Pandemia, projeto conta com formato híbrido. 

Assim como em 2020, o Cultura na Praça de 2021 também foi adequado para ser realizado durante uma pandemia de Covid-19. A oficina vai fornecer material didático, como apostilas e vídeo aulas, mesclando conteúdo teórico e atividades práticas em campo. Ao final dos trabalhos, todos os documentários encontrados na Internet e nas comunidades. 

A oficina começa com a parte teórica, contando brevemente a História do Cinema, explicando quais as etapas de produção de um filme e como funciona uma equipe de filmagem. Em seguida, junto aos professores, os jovens vão conceber o curta e realizar como filmagens.

Alunos e monitores também vão participar ativamente do processo de montagem e finalização dos filmes, opinando sobre a escolha e sequência de imagens a serem utilizadas na edição, entre outros aspectos técnicos e artísticos. É importante destacar que os encontros presenciais vão acontecer em locais abertos, com número restrito de participantes, e seguirão todos os protocolos de segurança sanitária contra a Covid-19. 

A última e mais aguardada etapa do projeto será a exibição dos documentários adquiridos durante as oficinas, que ocorrerão tanto na sala de cinema virtual “Cine Babaçu”, plataforma de exibição on-line do Cultura na Praça (culturanapraca.art.br).

Sessões especiais nas comunidades próprias também estão programadas, dando aos alunos e suas opções, uma oportunidade de assistir ao filme na tela grande de cinema. Para garantir a segurança e bem-estar de todos, os encontros precisam de entrada restrita e haverá rígidos normas sanitários.* 

O projeto Cultura na Praça tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, apoio do Centro Cultural Tatajuba, e é realizado pelas Vivas Cultura e Esporte, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura - Governo Federal. 

*A realização das condições de cinema presenciais está condicionada à análise dos níveis de transmissão pela Covid-19 no local e aos procedimentos determinados por decretos estaduais e municipais, à época da exibição. 

 

Fonte: Nadia Farias

O Ministério Público Federal (MPF) enviou na sexta-feira (20) recomendação à mineradora Vale para que a empresa não volte a utilizar seus vigilantes em tentativas de despejo das famílias de agricultores familiares ocupantes da Fazenda Lagoa, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Em 21 de junho do ano passado, um ataque noturno de cerca de 50 seguranças da Vale resultou em mais de 20 trabalhadores feridos, incluindo idosos, registram os depoimentos e provas das investigações.

Cabe ao Poder Judiciário a tarefa de analisar a viabilidade e pertinência da efetivação da decisão judicial que concedeu à Vale a reintegração de posse da área, destacam os procuradores da República autores da recomendação. Para o MPF, a empresa indevidamente assumiu o papel do Estado e, por meio de violência e tortura psicológica, tentou fazer justiça com as próprias mãos.

A área está ocupada desde 2015 por cerca de 250 famílias de agricultores familiares, na maioria idosos. Na recomendação o MPF elenca uma série de dispositivos da legislação nacional e internacional que proíbem tentativas forçadas de desocupação como a praticada pela equipe de vigilância da Vale em junho de 2020.

O MPF destaca que a recomendação busca garantir especialmente o respeito dos direitos à vida, à integridade física, à liberdade pessoal, à proibição de tortura e de tratamento desumano, cruel ou degradante, à propriedade e à indenização às vítimas da ação violenta causada por seguranças da Vale.

Também é registrado na recomendação que há margem para a desapropriação do imóvel por interesse social, para garantia da dignidade às pessoas, do direito à propriedade e ao trabalho agrícola e para o atendimento do princípio da função social da propriedade.

Demais providências recomendadas – O MPF também recomendou à mineradora a substituição da empresa de vigilância patrimonial que atuou no ataque contra as famílias de agricultores, a adoção de medidas de reparação às vítimas que sofreram lesões físicas e psicológicas, e a implementação de compromisso público de respeito aos direitos humanos.

Pelo compromisso público, a Vale deve demonstrar as ações que vai realizar entre seus empregados, colaboradores, contratados e a sociedade em geral para evitar a repetição dos acontecimentos violentos cometidos contra os ocupantes da Fazenda Lagoa por agentes de segurança da empresa, detalha a recomendação.

O prazo para resposta da empresa ao MPF é de 30 dias, estabeleceram os procuradores da República Igor Lima Goettenauer de Oliveira, Adriano Augusto Lanna de Oliveira e Sadi Flores Machado.

Sobre recomendações – Recomendações são instrumentos do Ministério Público que servem para alertar agentes públicos sobre a necessidade de providências para resolver uma situação irregular ou que possa levar a alguma irregularidade. O não acatamento infundado de uma recomendação, ou a insuficiência dos fundamentos apresentados para não acatá-la total ou parcialmente pode levar o MP a adotar medidas judiciais cabíveis.



Íntegra da recomendação
 
 
 
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Fonte: PRPA-ASCOM Assessoria de Comunicacao MPF-PA

 

A sessão da Câmara de Canãa dos Carajás desta terça-feira-17, explanou temas relevantes à realidade de Canãa dos Carajás. Na A 25º Sessão Ordinária trouxe à tona debates sobre o que afeta cidades onde há exploração mineral, que é a desvalorização da mão de obra local. Sabe-se que o que fomenta a renda de municípios que possui atividade mineral é a grande geração de emprego, no entanto em Canãa a realidade é outra, foi o que fez vereadores se indignarem na última sessão visto que, de 3.500 vagas de emprego somente 500 passam pelo o Sistema nacional de Empregos -SINE e são destinadas para o trabalhadores de Canãa, então, segundo os vereadores a empresa Vale tem trago mão de obra de fora, deixando Canãa somente com o inchaço populacional e as demandas negativas.

 

Vereador Cleverson Zajac

 Os vereadores salientaram que os impactos sociais tem se repetido em todas cidades que hospedam a mineração e que não irão compactuar com tais práticas em Canãa.Cleverson Zajac também discutiu o assunto e destacou: “Não podemos permitir que os cidadãos canaanenses possam ser prejudicados com ofertas de emprego que a nossa população não tenha direito de ocupar”. Maria Pereira disse que não passará despercebido e a Câmara vai tomar iniciativa diante de tal realidade: “O que está acontecendo não se sabe. Mas não estamos desatentos. Estamos investigando o motivo de estarem trazendo ajudantes de pedreiro de fora”.


Na oportunidade foram apresentadas indicações ao Poder Executivo. Os Vereadores Cleveson Jazac (MDB);”Cabelo” (Patriotas), Maria Pereira (sem Partido); Wilson Leite (Podemos) apresentaram indicações que atendidas pelo poder executivo poderão fazer a diferença em Canãa dos Carajás. Através da indicação 090/2021,o vereador Cabelo indicou a necessidade de construir uma praça no Bairro Vale da Benção que atenda adultos e crianças como seja opção de lazer. Segundo o vereador, o bairro apresenta esta necessidade: “Eu peço com carinho muito aos meus colegas que aprovem esta indicação, pois fará a diferença naquela área’. A indicação foi aprovada por unanimidade. Já o vereador Criatura (PDT), solicitou a instalação de rede de água e esgoto no bairro Bela Vista, localizado próximo das Casas Populares, pois o bairro é um dos poucos que ainda não tem esse tipo de estrutura causa disto, foi aprovada por unanimidade. “Eu quero agradecer a cada vereador pela aprovação, os moradores irão ficar satisfeitos pois estão esperando esta obra”.


Maria Pereira apresentou a indicação 123/2021 solicitou a ampliação e estruturação do prédio do CECON, setor onde atende os idosos do município, na justificativa de que o espaço não é suficiente para os idosos realizarem suas atividades físicas e pois precisa de piscina para hidroginástica .Até o momento ainda não foi concluído a obra que indicamos anteriormente e nesse momento o espaço ainda é insuficiente precisamos de ampliação ampliação” disse a vereadora que teve total apoio do vereador Miguel da Saúde (MDB) que a parabenizou pela iniciativa. Cleverson Zajac que é Líder de Governo, prometeu atentar e viabilizar junto ao executivo apoio total a necessidade do CECON se dispôs a dialogar para acelerar a obra.


Na indicação 130/2021 Cleverson Zajac aponta a necessidade da implantação de bicicletários em órgãos públicos e nas principais avenidas da cidade. Com a construção de quase sete quilômetros de ciclovias o aumento do uso de bicicletas é notório e apenas em poucos lugares como na feira do produtor, é colocado à disposição da população um lugar seguro para estacionar suas bicicletas. Cleverson aponta a segurança como principal justificativa para a indicação: “Aumentou muito o número de bicicletas e consequentemente os roubos destes aparelhos e é necessário que possamos proteger esses bens que muita gente utiliza”comentou o vereador.


O presidente da Câmara Dinilson José (MDB) demonstrou seu total apoio aos edis para dialogar com a mineradora Vale em busca de solução dos impactos sociais e ausência dos empregos para os cicadãos e cidadãs canaaenses. A proveitou a oportunidade para convidar a todos para a próxima sessão de terça-feira (24)

 

Fonte: Redação

 

A Chamada Instituto Cultural Vale entra na última semana de inscrições. Os projetos podem ser cadastrados no site do Instituto - institutoculturalvale.org - até o dia 13 de agosto. O edital busca iniciativas de todo o país que valorizem a diversidade das manifestações da cultura brasileira e que contribuam para o desenvolvimento da economia criativa nos locais em que são realizados.

A seleção destinará um total de R$ 25 milhões em recursos incentivados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, artigo 18, a projetos em quatro faixas de valor: até R$ 250 mil, até R$ 500 mil, até R$ 1 milhão e até R$ 2 milhões. Os aportes dos patrocínios selecionados serão realizados ainda em 2021 e deverão ser executados ao longo de 2022. A divulgação dos resultados acontecerá até o dia 30 de novembro.

O edital receberá projetos em todo o território nacional nas áreas de patrimônio material e imaterial; música e dança; festividades; circulação (itinerância); e museus e centros culturais. A avaliação será feita por uma comissão de especialistas externos, profissionais que são referência nas áreas do edital.

No site do Instituto Cultural Vale também estão disponíveis, além do o regulamento do edital, os seguintes canais exclusivos para que os proponentes possam tirar suas dúvidas: [email protected]com.br (sobre o edital) e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (sobre a elaboração e a inscrição de projetos na Secretaria Especial de Cultura).

Inspirado na premissa de que “onde tem cultura, a Vale está'', na Chamada Vale de 2020 foram escolhidos 68 projetos de 24 estados brasileiros e do Distrito Federal.

SERVIÇO


O quê: Chamada Instituto Cultural Vale 2021
Quando: inscrições até 13 de agosto
Onde: no site institutoculturalvale.org
Divulgação do resultado: até 30 de novembro

 

Sobre o Instituto Cultural Vale


O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 200 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Fechados temporariamente desde março de 2020 em função da pandemia da Covid-19, eles mantêm programação exclusivamente virtual para conservar vivo o diálogo com seus públicos. Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org.

 

Fonte: Nadia Farias

 

 

Fonte: Redação 

 

O trabalho visa coletar informações genéticas das plantas e dos animais, por meio do Projeto DNA na Amazônia, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico Vale. Nesta terça-feira (20) será realizado um Webinar gratuito

De acordo com a mineradora, a coleta serve para identificar o DNA de ambientes na Amazônia, animais e plantas, além de rastros desses seres vivos.

“A água, o solo e os sedimentos de um ambiente contém rastros das espécies que habitam esses locais, coletando amostras desses locais nós conseguimos sequenciar o DNA e de uma vez só identificar todas as espécies que habitam esses ambientes”, explica o diretor do ITV, Guilherme Oliveira.

O evento está disponível ao público no link https://lnkd.in/evKjC2y. a partir das 10h as 11h30 da manhã.

De acordo com a Vale  é importante fazer esse mapeamento para a conservação ambiental pois traz uma resolução para problemas humanos por meio da biotecnologia, além de um viés de geração de renda para as comunidades locais.

 

Por Redação

Com informações: Vale

“O meu sentimento é de restauração da vida, de poder contribuir com dias melhores para a humanidade”. É assim que Ana Paula Nascimento, presidente da Cooperativa dos Extrativistas (Coex) expressa sua emoção com o trabalho de coleta de sementes realizado na Floresta Nacional de Carajás. Toda a variedade coletada por eles é adquirida pela Vale e empregada em ações de recuperação de áreas mineradas ou de compensação ambiental realizadas pela empresa. A atividade, além de gerar renda de forma sustentável, tem contribuído para a conservação da Amazônia no sudeste do Pará. 

O total de 5,6 mil quilos de sementes foram coletadas no ano passado pela Cooperativa, que conta com 45 famílias associadas. A coleta gera trabalho e renda para os cooperados. Em 2020, a venda das sementes rendeu R$ 905 mil em recursos financeiros à Cooperativa. Este ano, de janeiro a abril, a Vale já adquiriu 2 mil quilos de sementes coletadas nas unidades de conservação da região. Entre as espécies, a castanha-do-Pará, jaborandi, flor de Carajás, açaí, ipê amarelo e tantas outras plantas numa diversidade de formas, cores e tamanhos.
 
Ana Paula explica que uma das funções da cooperativa “é diversificar e criar novas matrizes econômicas e preparar os associados em diversas atividades, seja com a folha, semente ou qualquer outro produto florestal não madeireiro”. “O convênio para coleta de sementes veio trazer essa diversificação e autonomia financeira para a cooperativa e também inserir e dar novas oportunidades para os cooperados. É uma atividade muito promissora que tem um mercado mais aberto em comparação a coleta da folha do jaborandi e que vem fomentar a renda dos cooperados. Sem falar na questão ambiental, em estar contribuindo para o reflorestamento e manter a floresta em pé”, comemora.

Recuperação planejada - Conforme as sementes é preparado um mix, que plantado recupera o verde em área antes utilizadas pela mineração. Todo trabalho de plantio é calculado com uso de espécies que atraem insetos, pássaros ou roedores, que estimulam a polinização e a dispersão das sementes, fazendo o verde tomar conta de todo cenário novamente. “Quem diria? Uma semente tão pequena se tornar uma lindeza. Uma árvore tão imponente. Tão importante. Um gigante! Porque é assim que eu vejo a floresta: um gigante”, diz  Ana.  

Segundo a gerente de Meio Ambiente da Vale, Marlene Costa, é a essência do ciclo da vida. “O plantio contribui para o retorno das espécies de plantas típicas da região, o retorno dos animais do início ao topo da cadeia alimentar e, assim, a conservação de espécies nativas. O que contribui para a melhoria da qualidade da água e do ar, para o equilíbrio do ecossistema do planeta, para evitar a erosão e degradação do solo e combater os gases do efeito estufa, enfim um ciclo da vida, que beneficia a todos nós”, diz a gerente.

Saber natural com conhecimento científico 


Os cooperados também tem ampliado o conhecimento sobre a diversidade da Amazônia com capacitação para a identificação e mapeamento de plantas chamadas matrizes, de onde é coletada a semente.  Para a maioria das espécies, é acompanhado o ciclo de floração, frutificação e de dispersão de sementes, o que contribui para garantir uma variedade e qualidade das sementes a serem usadas no plantio.


“Isso vem agregar nas atividades que a gente desenvolve, porque hoje os cooperados tem o conhecimento tradicional, mateiro, que aliado a essa parceria com os treinamentos, vem nos proporcionar o conhecimento científico. Por exemplo, podemos conhecer uma planta aqui por um nome e em outra região ser outro, já a linguagem científica é única e universal. Também passamos a saber identificar, quando uma planta estará dispersando, o que vai dando propriedade, conhecimento diverso, o empoderamento dos cooperados nas atividades para o próprio negócio”, diz Ana.

A Coex é a única cooperativa que possui autorização do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) para execução da atividade de coleta de sementes na Flonaca. A Cooperativa também executa a atividade de coletas de folha do jaborandi. Desta espécie é extraída substância denominada pilocarpina, vendida pela Coex para empresas farmacêuticas para produção de colírio usado no combate ao glaucoma. O convênio com a Cooperativa foi estabelecido em 2017, desde então, a Vale adquire sementes da Cooperativa para as ações de reflorestamento.

Em 2019, a cooperativa também foi selecionada para o Programa de Aceleração de Negócios da PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia), apoiado pelo Fundo Vale, e tem recebido mentorias em gestão financeira e administrativa de negócios, logística, comercialização, marketing e mensuração de impacto. Além disso, recebeu investimento por meio de empréstimo com condições facilitadas para conseguir dar um salto em suas operações. O Programa busca fortalecer o empreendedorismo na Amazônia e os negócios que trazem benefícios sociais e ambientais para a região.

 

Fonte: Nadia Farias 

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