A última aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 terminou na quarta-feira (24) com um índice de abstenção de 72,2% no primeiro dia de provas e de 72,6% no segundo. As outras versões do Enem 2020, as provas impressa e digital, também tiveram alto número de faltas.

As provas eram uma "repescagem" para quem não pode fazer o exame na data regular. Quem teve Covid ou outra doença infectocontagiosa, ou enfrentou problemas de logística, como salas lotadas ou falta de energia, pode fazer um novo exame na terça (23) e quarta. Nas mesmas datas, foram feitas as provas do Enem PPL, para privados de liberdade.

O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março para todos os candidatos.

Nesta aplicação, eram esperados 276 mil participantes inscritos. Entre eles:

  • 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas;
  • 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia;
  • 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas.

Alexandre Lopes, presidente do Inep, agradeceu "o empenho do governador do Amazonas, por ter decretado ponto facultativo e feriado escolar" para realização do Enem no estado.

O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios.Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021. A prova está sendo planejada para novembro ou dezembro, mas ainda não foi confirmada.

 

Em Manaus (AM), o primeiro dia de provas teve pouca movimentação nos locais de aplicação. Em Porto Alegre (RS), candidatos relataram que havia poucos candidatos. Na aplicação regular, houve registro de alunos impedidos de entrar nos locais porque as salas estavam lotadas era impossível manter o distanciamento. Na época, o G1 ouviu alguns candidatos que passaram por esta situação, confira no vídeo abaixo:

Tema da redação

No primeiro dia de provas, na terça-feira, os candidatos responderam a questões de linguagens e de ciências humanas, e tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”.

Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame.

"É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo."

A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil.

"Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz.

Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'.

No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”.

'Enem da pandemia' tem alta abstenção

O Enem 2020 foi uma edição marcada pelo adiamento do exame (de novembro para janeiro) por causa da pandemia; o impacto no preparo de estudantes com as aulas remotas após o fechamento das escolas; brigas judiciais para impedir o exame na atual situação sanitária do país, até chegar à realização das provas em um momento de nova elevação de casos e mortes por Covid.

As provas foram feitas em 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital, inédita). Mas nem todos compareceram:

  • 5,5 milhões eram esperados para a prova impressa. Mais da metade não foi. O primeiro dia teve 51,5% de candidatos faltosos; o segundo dia foi de 55,3%.
  • 96 mil estavam confirmados para o Enem digital. O primeiro dia de prova teve 68% de abstenção, e o segundo dia, 71,3%. Foi a primeira vez que o Inep aplicou uma versão digital da prova.

O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies).

 

Fonte: Por G1

No próximo domingo (24), estudantes de todo o Brasil irão participar do segundo dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A exemplo do domingo passado, que resultou em uma operação satisfatória, a Secretária de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) manterá as ações de prevenção. Sete mil agentes de segurança pública estão envolvidos em todo o processo. 

A Operação Enem é coordenada pela Segup e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e dará apoio na realização da segunda fase das provas do Enem 2020, em todo o Estado, colaborando com a segurança da distribuição das provas no último dia do exame. “A segunda fase do Enem possui um período menor de realização de prova e a tendência é que seja um uma operação mais tranquila. Mas, todo o aparato da segurança pública utilizado no primeiro domingo será mantido. Estaremos a postos para agir preventivamente para que nenhuma ocorrência seja registrada durante a aplicação do exame, mas se ocorrer nós estaremos aptos para fazer o que for necessário”, pontuou o secretário adjunto de operações da Segup, Coronel Alexandre Mascarenhas. 

A operação conta com a integração dos Correios, Exército, Polícias Civil e Militar, Grupamento Aéreo e Fluvial da Segup, Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Guardas Municipais, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Equatorial (concessionária de energia elétrica) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que realiza o certame.

Para esta segunda fase, a Segup irá manter o planejamento para que o exame ocorra dentro da normalidade, garantindo que as provas cheguem rapidamente nos locais de aplicação no Estado, promovendo a segurança não só na entrega dos lotes, mas também durante o processo da realização do certame.

No domingo, as ações iniciarão às 6h com a escolta das provas pela Polícia Militar e no deslocamento dos malotes, até os mais de 900 locais de aplicação, distribuídos em 80 municípios paraenses, onde o Exame será aplicado.

Descentralização – Este ano, assim como já utilizado nas Eleições 2020, a segurança pública implementará os Centros Integrados de Comando e Controle Regionais (CICCR), nos municípios de Marabá, Capanema, Castanhal, Soure, Breves, Paragominas, Tucuruí, Redenção, São Félix Xingu, Santarém, Itaituba, Abaetetuba e Altamira. As unidades serão coordenadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual, na Capital, que irá abranger também, toda a Região Metropolitana de Belém (RMB). 

As informações acerca dos transportes das provas, bem como, o início e finalização da mesma serão repassadas ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, no Distrito Federal (DF), por meio do Sistema Córtex. Os Centros funcionarão nos dois dias das provas. Em Belém, o CICCE funcionará no plenário da Secretaria de Segurança Pública do Estado, na rua Arcipreste Manoel Teodoro, 305. 

Videomonitoramento - No dia do exame, a movimentação nos locais de provas contará com o monitoramento eletrônico de mais de 170 câmeras espalhadas nos principais pontos da Região Metropolitana de Belém. A previsão de término é até às 22h, depois da coleta das provas e do direcionamento para o local de correção, no estado de São Paulo.

Haverá aplicação do Exame em 80 municípios do Estado. Na capital, a segurança nas escolas do município ficará a cargo da Guarda Municipal de Belém. Nas escolas estaduais e particulares, em Belém e no interior, a segurança será de responsabilidade da Polícia Militar. 

Logística - Os malotes com as provas do Enem já chegaram ao Pará e foram imediatamente distribuídos para os quatro centros regionais do interior, nos municípios de Marabá, Santarém, Altamira e Itaituba.

O Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu) dá apoio na segurança e fiscalização dos portos para garantir uma chegada tranquila aos alunos que se deslocam das regiões ribeirinhas para prestarem o Exame na Capital. 

 

Fonte: Por Aline Saavedra (SEGUP)

Vinte estudantes da rede estadual de ensino receberam kits conectividade para auxiliar na preparação para o Enem 2020, na quinta-feira (14). A iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Instituto Peabiru, através do projeto “Rumo ao ENEM/1Milhão de Oportunidades para alunos”, visa a garantir o acesso e dar suporte e apoio, por meio de acesso digital, para os adolescentes e jovens que realizarão as provas, neste cenário de pandemia da Covid-19.

A ação também objetiva assegurar que os estudantes em vulnerabilidade social e com dificuldades de acesso aos materiais didáticos tenham acesso ao ensino remoto. O Instituto Peabiru é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) brasileira, fundada em 1998, que tem por missão facilitar processos de fortalecimento da organização social e da valorização da sociobiodiversidade. O Peabiru tem sede em Belém e atua no bioma amazônico.

Para o representante do Instituto Peabiru, Edgar Barra, a proposta é garantir a preparação de todos os alunos. "O Unicef e seus parceiros acreditam que gerar oportunidade é um divisor de águas para adolescentes e jovens, especialmente em territórios mais vulneráveis como a Amazônia".

"Então, a gente recebeu a ideia do Unicef de entregar 300 kits na região amazônica: 150 em Belém, 150 em Manaus. Aqui em Belém, a gente conversou com a Seduc e pediu que selecionasse o quantitativo de estudantes no perfil do edital para garantir a preparação dos alunos para o Exame. Isso é resultado de uma parceria que já vem há muito tempo em ações de saúde, social etc”, ressaltou Edgar Barra. 

Os alunos escolhidos para receber o benefício fazem parte das escolas estaduais do programa Território Pela Paz (TerPaz). Eles atendem as regras e condições estabelecidas pelo edital. “Nossos alunos receberam hoje 20 kits, e essa escolha se deu pelo perfil informado pela Unicef e o instituto Peabiru, e imediatamente a secretaria reportou para as escolas do território pela Paz", disse a coordenadora de Ações Complementares (Caec) da Seduc, Giovana Costa.

"O Território pela Paz foi contemplado devido o perfil solicitado para receber os kits rumo ao Enem. São alunos vulneráveis, que estão em territórios de risco, que possuem cadastro único, recebem o benefício do Bolsa Família, estão na 3ª série do Ensino Médio, inscritos no Enem e não têm telefone celular de grande potência para o  acesso às redes”, explicou a coordenadora da Caec. 

Estudante da 3ª série do ensino médio da escola Barão do Igarapé-Miri, Kayan Trindade contou que ficou surpreso com a iniciativa e disse que o kit será de grande valia para os estudos dele. “Estou feliz, eu não esperava nada disso. Eu achava que eram coisas apenas para levarmos para o Enem como por exemplo: álcool em gel, máscaras, mas não esperava que eles fossem dar um celular para a gente.

"Isso nos auxiliará bastante porque com as aulas remotas, nem todos os alunos têm alcance, pelo fato de não terem a tecnologia necessária ou então a rede móvel. Dando este auxílio de celular, vai ajudar muitas pessoas, pois poderemos utilizar para assistir às aulas, estudar e também ter acesso à internet”, pontuou o aluno Kayan Trindade. 

Para receber o benefício, os adolescentes e jovens precisavam estar dentro dos critérios estabelecidos, tais como: estar matriculado em escola pública cursando o último ano do Ensino Médio (ou já ter concluído, mas estar em preparação para o Enem; residir em local no qual haja cobertura de algum sinal de telecomunicação/internet; não dispor de pacote de dados, assinatura ou acesso gratuito à internet; estar inscrito no Enem; viver em família com renda per capita inferior a R$ 178,00; estar engajado/a em alguma iniciativa comunitária ou estar disposto a engajar-se a partir desta iniciativa; ter entre 14 e 24 anos e residir em Belém (PA) ou Manaus (AM) ou em suas regiões metropolitanas. 

Durante a cerimônia de entrega, os alunos estiveram acompanhados dos pais ou responsáveis, dos gestores da Unidade Seduc na Escola (Use), além da secretária-adjunta de Ensino, Regina Pantoja. Ela entregou em mãos os kits aos alunos. Também participaram a coordenadora do TerPaz/Seduc, Ivete Brabo e a professora Regina Celli, coordenadora do Sistema Modular de Ensino (Some). 

O diretor da Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle, uma das contempladas, enfatizou a ação. “Sem dúvida é uma iniciativa louvável da Unicef em parceria com o Instituto Peabiru, para mostrar as pessoas que não têm noção da importância da tecnologia na vida dos alunos e para o Enem, em nossa nova realidade não têm ideia do quanto isso vai beneficiar essas famílias. São famílias carentes que não têm condições de ter acesso à internet, a tecnologia e, hoje a gente pode possibilitar isso, e é determinante para preparar esse estudante para o Enem e para a vida”, disse o diretor.

 

Fonte: Por Lilian Guedes (SEDUC)

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu na quinta-feira (14) da decisão da Justiça federal do Amazonas que suspendeu as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no estado.

A suspensão foi determinada na quarta (13) pelo juiz federal José Ricardo de Sales. O recurso do governo federal foi levado ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília.

O Enem está marcado para os dias 17 e 24 deste mês. Mais de 160 mil estudantes amazonenses estão inscritos.

O juiz federal José Ricardo Sales suspendeu a aplicação das provas alegando o aumento no número de casos de Covid-19 registrados do Amazonas. Até esta quarta-feira, mais de 5 mil pessoas já haviam morrido no estado em razão da doença.

Sales decidiu que as provas devem ficar suspensas enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo governo local, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento, até o limite de 30 dias.

O que diz a AGU

No recurso, A AGU afirma que a suspensão causa dano irreparável aos estudantes do estado do Amazonas.

O órgão argumenta ainda que o adiamento tem potencial para provocar um efeito cascata.

"Qualquer decisão que afete os procedimentos referentes ao cronograma do Enem refletirá nos cronogramas do Sisu, do Fies e do Prouni, resultando, necessariamente, em graves danos ao candidatos, a todas as instituições públicas e privadas envolvidas, e ao interesse público como um todo", argumentou a AGU.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deu mais detalhes, nesta terça-feira (15), do "Enem seriado" (Exame Nacional do Ensino Médio). Em maio, o órgão já havia afirmado que seria mais uma forma de o estudante ingressar no ensino superior.

"Além do Enem [tradicional], teremos o Enem seriado. O aluno vai poder fazer a prova do Saeb [Sistema de Avaliação da Educação Básica] na escola e concorrer a vagas de ensino superior no Brasil inteiro", afirmou Alexandre Lopes, presidente do Inep, durante coletiva de imprensa.

Novo Saeb

O "Enem seriado" será possível após a reformulação do Saeb. Atualmente, a prova é aplicada a cada dois anos, sempre no fim de cada etapa escolar: 5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio. Os alunos não recebem boletins individuais de desempenho - os resultados são calculados em conjunto, para as escolas e redes de ensino.

Na nova versão, a avaliação será anual, e alunos de todas as etapas escolares participarão do exame.

No fim do ensino médio, cada aluno terá seu desempenho calculado com base nas notas do Saeb dos últimos três anos. A partir da pontuação final, ele chegará a uma nota que poderá ser usada no processo seletivo de universidades do país inteiro.

Ou seja: o desempenho do jovem que estiver no 1º ano do ensino médio em 2021 será somado ao de 2022 e 2023, para que ele concorra a uma vaga de ensino superior em 2024.

Prouni, Fies e Sisu

Segundo o Inep, as notas do "Enem seriado" servirão para o Prouni (Programa Universidade para Todos), que distribui bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares; e para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa que financia mensalidades de instituições privadas.

Será possível também participar do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e concorrer a vagas no ensino público. No entanto, isso dependerá da adesão de universidades estaduais e federais ao "Enem seriado".

 

Fonte: Por Luiza Tenente e Paloma Rodrigues, G1

A suspensão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em razão do estado de calamidade pública, provocado pela pandemia do coronavírus, foi aprovada nesta terça-feira (19) no Plenário virtual do Senado, por 75 votos a 1. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.  

A proposta (PL 1.277/2020) da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) prevê que, em casos de reconhecimento de estado de calamidade pelo Congresso Nacional ou de comprometimento do regular funcionamento das instituições de ensino do país, seja prorrogada automaticamente a aplicação das provas, exames e demais atividades de seleção para acesso ao ensino superior.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, marcou a aplicação do exame impresso para os dias 1º e 8 de novembro, e a versão digital para 22 e 29 de novembro. As inscrições estão abertas até o próximo dia 22. Já há quatro milhões de inscritos, de acordo com o Inep, e estão esgotadas as vagas para a prova digital.  

 

Desigualdade

Para Daniella, o adiamento do Enem 2020 impedirá a concorrência desleal entre candidatos que não têm as mesmas oportunidades de acesso à internet, especialmente entre estudantes das redes pública e privada de ensino.

— O que nós estamos fazendo não prejudica os outros estudantes. Isso é apenas para não reforçar a desigualdade que já existe. Qual aluno hoje tem condição de estar em casa estudando, de pagar uma plataforma de streaming, de pagar pelo YouTube, de ter uma aula de EaD [educação a distância], ou de estudar de qualquer outro jeito? Livros? Que livros eles receberam? Nenhum! Quem é o professor, o autodidata? Quantos são autodidatas para estudarem sozinhos matemática, física e química? — Questionou.

A senadora destacou o apelo dos estudantes a favor do adiamento do Enem e ainda lembrou da sua experiência em sala de aula.

— A gente está aqui para representar aqueles que não têm voz, aqueles que não podem chegar até cada um de nós. Eu tive oportunidade de ser professora de escola pública no interior da Paraíba. Eu conheço o que é a dificuldade de perto e sei que, nos estados, vocês vivenciam isso. Então eu queria dizer que nada mais nada menos do que fazer justiça é o que nós estamos fazendo — afirmou Daniella.

 

Enem 2020

No relatório do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) foi acolhida emenda do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para esclarecer que a matéria trata, exclusivamente, da edição de 2020 do Enem, em suas versões impressa e digital.

Outra emenda de Jean Paul, também parcialmente acatada, destaca que o texto abrange somente as instituições que oferecem o ensino médio. Sem esse ajuste, o projeto implicaria “todo e qualquer processo seletivo de acesso ao ensino superior, que engloba não apenas cursos de graduação, mas também cursos de pós-graduação e programas de extensão, o que pode comprometer processos seletivos que o PL [projeto de lei], em tese, não pretendia abarcar”, alertou o senador.  

Foram aceitas pelo relator ainda as sugestões do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), quanto à necessidade de que o Inep se mantenha trabalhando para a realização do Enem; e de Jayme Campos (DEM-MT), para que, após o adiamento, o Enem de 2020 seja reiniciado, inclusive com abertura de inscrições, após a regular retomada das atividades de ensino do ano letivo de 2020.

— Certamente, a reabertura de inscrições deverá observar a regularização das aulas deste ano letivo — observou o relator.

Izalci Lucas declarou também a prejudicialidade do PL 2.020/2020, projeto que estava apensado (anexado) à proposta em pauta. No entanto, esse texto, dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Jean Paul Prates, foi parcialmente incorporado ao projeto aprovado para estabelecer que o Enem não poderá ser aplicado antes do término do ano letivo pelas escolas públicas que ofertam ensino médio.

O relator disse que levou em conta igualmente a nota técnica do Conselho de Nacional dos Secretários de Educação (Consed) apoiando o adiamento. Ele lembrou que a maioria dos candidatos que se submeterão ao exame já concluíram o ensino médio e fizeram o Enem nos anos anteriores, enquanto outros não completaram dois meses de aula este ano.

— Se colocarmos esses alunos do ensino médio, que tiveram só dois meses de aula, para competir em igualdade com aqueles que já concluíram [o ensino médio], realmente a gente não estará fazendo nenhuma justiça e nenhum trabalho social — disse Izalci.

 

Calendário

Depois da votação do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) propôs a criação de um mecanismo de acompanhamento, com entidades governamentais e da sociedade civil, para monitorar a implementação do novo calendário do Enem 2020.  

A ideia foi aceita pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que se comprometeu em encaminhar uma proposição com esse objetivo. Além disso, o líder do governo sugeriu a definição de uma data limite para a realização das provas.

— Nós defendemos o adiamento do Enem, mas que [esse prazo] não fique em aberto — explicou Fernando Bezerra.

No entanto, como não houve acordo, a proposta do governo não foi aceita. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre ressaltou que a deliberação pelo adiamento, sem que se estabeleça uma data nova para a realização do exame, foi um “desejo da maioria”.

— Estamos tratando desse assunto nas reuniões com líderes desde o dia 2 de abril. Mas concretamente a gente não tinha como não tomar essa decisão [sobre o calendário]. Nós precisávamos deliberar um assunto que tivesse a unanimidade dos partidos políticos. Por mais de 40 dias ficamos ouvindo, tentando buscar uma conciliação. Que isso seja um gesto também para o governo, para que a gente possa conversar mais e avançar no entendimento — ressaltou Davi.  

 

Acessibilidade

Ainda foi aprovado destaque do senador Romário (Podemos-RJ) para que o Enem ofereça, às pessoas com deficiência, a acessibilidade necessária (com as ferramentas requeridas para a realização da prova). O senador destacou que já está assegurada a acessibilidade na versão impressa do exame, mas não na digital. “É do conhecimento de todos que a ideia do Ministério da Educação é futuramente acabar com a versão impressa e manter a digital. Para este momento servir como teste, deve haver a acessibilidade, sob pena de prejudicar o próprio teste”, justificou Romário.

 

Prejuízos

Com o ano letivo comprometido para milhões de estudantes por causa da pandemia de coronavírus, o desafio do ensino a distância para diversas escolas, a falta de estrutura da rede pública e a dificuldade de reposição das aulas, vários senadores elogiaram o projeto aprovado nesta terça-feira.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) afirmou que, no Amazonas, 80% dos estudantes do interior do estado não têm acesso à internet.

Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) apontou que as Regiões Norte e Nordeste sofrem mais com a falta de instrumentos mínimos, como um computador para acompanhar as aulas online.

Rogério Carvalho (PT-SE) reforçou que, no momento, não cabe aglomeração, situação que ocorre durante a realização de provas presenciais; e que é preciso ter firmeza na manutenção do isolamento social.

Jean Paul Prates destacou o que chamou de vitória da mobilização estudantil no Brasil.

Com críticas ao ministro da Educação, os senadores Eliziane Gama (Cidadania–MA) e Weverton (PDT–MA) defenderam o adiamento do Enem como uma “garantia de isonomia para a população brasileira” e de “promoção de justiça social”.

— É por meio do acesso à universidade que se muda a vida das pessoas no Brasil — disse Eliziane ao ressaltar a importância do Enem.

 

Fonte: Agência Senado

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou nessa terça-feira (31) o edital do Exame Nacional do Ensino Médio. As datas de aplicação do exame impresso, nos dias 1º e 8 de novembro, e do digital, nos dias 11 e 18 de outubro, anunciadas no ano passado, foram mantidas pela autarquia.

Em todo o país, com as aulas presenciais suspensas para combater a pandemia do novo coronavírus (covid-19), estudantes buscam se preparar com as ferramentas que têm à disposição.

Desde o dia 18 de março, a estudante do 3º ano do ensino médio do colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Júlia Lima tem aulas online diariamente. “Para mim, que estudo em escola particular e tenho todos os recurso para estudar, tenho acesso ao computador, não altera muita coisa [no preparo para o Enem]. Mas, para aqueles que não têm acesso à internet, vai mudar muito”.

 O horário das aulas presenciais foi mantido na modalidade a distância. Segundo Júlia, há um esforço de toda a equipe escolar para oferecer o melhor conteúdo possível. “Eu acho que [aula online] é um pouco mais complicada porque não tem a interação real da sala de aula, mas é bem similar. A escola está fazendo um esforço de mobilizar os professores e estamos tendo aulas ao vivo, realmente”, conta a estudante que quer cursar psicologia em alguma das universidades públicas no Rio.

As aulas a distância de Sabrina Lopes, estudante do 3º ano do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi, localizado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, começaram nesta semana.

“Astá sendo muito difícil porque é um ano complicado,mas que era muito esperado para mim. Eu sempre quis saber como era o 3º ano e agora está sendo uma experiência horrível. Sempre gostei de estudar, de aprender coisas novas. Agora, a gente não pode ir para a escola, está sem a convivência com os amigos, sem a convivência com os professores, que são ótimos”, diz.

Sabrina tem, desde segunda-feira (30), conteúdos disponibilizados na plataforma Google Classroom, graças a um convênio firmado pela Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro. Mas, ela conta que aprender online é um desafio. “Eu acho que a gente não aprende de verdade. têm que olhar várias e várias vezes até entender”. A estudante pretende cursar educação física na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

No Distrito Federal, o estudante Axel Mark de Matos, do 3º ano do Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia, está com as aulas suspensas. Ele busca, por conta própria, manter os estudos em dia. “Eu tento revisar o que foi dado este ano, faço pesquisas de matérias que podem cair e peço ajuda a um dos professores, que mora aqui no meu prédio”, diz.

Mesmo sendo vizinho de um dos professores, Matos diz que, na maior parte do tempo, estuda por conta própria, sem auxílio. “Eu acho que o que mais dificulta é não ter acesso a esse ambiente que a escola gera. Na escola, os professores ajudam muito a gente”, diz o estudante que pretende seguir, no ensino superior, a área de Tecnologia da Informação (TI), em que está finalizando um curso técnico.

Estudos pela internet

A manutenção do calendário, de acordo com o professor de redação do ProEnem, plataforma online de preparação para o exame, Romulo Bolivar, causou apreensão entre aqueles que estão se preparando para o Enem. “Os alunos ficaram muito apreensivos porque não há uma naturalidade no curso, na formação do ensino médio este ano. Os alunos ainda estão muito inseguros, as escolas ainda estão se mobilizando. Não sabem se vão conseguir dar conta do conteúdo que estava previsto até a data do Enem”.

Além das aulas no ProEnem,o professor envia podcasts a pré-vestibulares e cursinhos comunitários, onde, segundo ele, há pessoas que têm dificuldade de conexão para acessar vídeos. “As escolas particulares se mobilizaram para colocar videoaula, enviar material. Nas públicas, apesar do esforço dos governos, muitas vezes não há nem celular para receber esse material online, há alunos que não estão nem a par se as aulas irão ou não continuar [no formato a distância]”.

Nesse cenário, o professor recomenda que, na medida do possível, os estudantes estejam informados das decisões do Inep, que acompanhem as medidas tomadas e que sigam o calendário estipulado. Para os estudos, ele recomenda àqueles que não podem pagar, que pesquisem conteúdos online, que acessem videoaulas, que façam exercícios e reservem um horário no dia para os estudos. O ProEnem é uma das plataformas que oferece aulas gratuitas, pela manhã.

 “É importante tentar, se inscrever no Enem, não desistir. A gente não sabe o que vem pela frente. Não sabe dos rumos da pandemia. Os alunos devem buscar informações. Devem ficar tranquilos e continuar na disputa”, aconselha. 

No Brasil, em todos os estados há suspensão de aulas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A medida não é exclusiva do país. No mundo, de acordo com os últimos dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora os impactos da pandemia na educação, 188 países determinaram o fechamento de escolas e universidades. A decisão afeta 1,5 bilhão de crianças e jovens, o que corresponde a 89,5% de todos os estudantes no mundo.

 

Fonte: Agencia Brasil

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) iniciam nesta terça-feira, 4 de junho, com os maiores números de vagas e cursos ofertados e de instituições participantes para o período na década. São 59.028, 1.731 e 76 em todo o país, respectivamente. O prazo segue até as 23h59 de 7 de junho. Os interessados devem acessar o site do Sisu.

Para concorrer às vagas públicas, os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 e obtido nota acima de zero na redação.

Em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 11,8% no número de instituições participantes — na edição de 2018 eram 68. Nesta edição, 64 cursos a mais estão disponíveis aos candidatos, o que representa um aumento de 3,8% na comparação com o processo seletivo de 2018, quando havia 1.667.

Em todo o país, Administração, Pedagogia e Ciências Biológicas são cursos com mais opções, com 1.996, 1.989 e 1.748 vagas, respectivamente. A quantidade de vagas aos estudantes também subiu, alcançando 3%. No Sisu do segundo semestre de 2018 foram disponibilizadas 57.271 vagas.

Os estados com mais vagas são Rio de Janeiro (12.937), Minas Gerais (8.479), Bahia (6.745) e Paraíba (5.990). A instituição com maior oportunidade é a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que oferece 4.388 vagas.

O resultado da chamada regular sai em 10 de junho. As matrículas devem ser realizadas de 12 a 17 de junho. O prazo para manifestar interesse na lista de espera é de 11 a 17 de junho. A convocação ocorre após o dia 19.

Nota de corte – Durante o período de inscrição, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados.

As notas de corte para cada curso são baseadas no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. O cálculo é usado apenas com uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento de sua inscrição e não garante a seleção para a vaga ofertada.

O candidato do Sisu pode solicitar até duas opções de vaga, especificando, em ordem de preferência, as suas opções em instituição de educação superior participante, com local de oferta, curso e turno, e a modalidade de concorrência.

Confira a apresentação completa aqui.

Assessoria de Comunicação Social

Os estudantes que tiveram a solicitação do uso do nome social negado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem, a partir de hoje (3) até sexta-feira (7), interpor recurso. Eles devem enviar novos documentos para a análise, pela Página do Participante do Enem. O resultado do recurso será divulgado, também pela internet, no mesmo endereço, a partir do dia 10 de junho.

O atendimento pelo nome social é ofertado para participantes travestis ou transexuais que desejam ser identificados, na aplicação da prova, em consonância com a identidade de gênero.

O prazo para solicitar esse atendimento terminou no dia 24 de maio. Os candidatos tiveram que enviar documentos fotografia atual, nítida, individual, colorida, com fundo branco que enquadre desde a cabeça até os ombros, de rosto inteiro, sem o uso de óculos escuros e artigos de chapelaria; e cópia digitalizada, frente e verso, de um dos documentos de identificação oficial com foto, válido.

Os documentos somente seriam aceitos caso estivessem nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, ao todo, nesta edição, foram feitos 2.068 pedidos de uso de nome social. O resultado da primeira análise está disponível desde o dia 31, também na Página do Participante.

Enem 2019

As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro. Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, no Programa Universidade para Todos (ProUni), e bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, ou no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Fonte: Agencia Brasil

A partir de amanhã (23), os estudantes já poderão consultar as vagas disponíveis nas instituições e cursos oferecidos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre, na pagina do Sisu na internet.

Podem participar do Sisu, os estudantes que fizeram prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 e obtiveram nota na redação acima de zero.

As inscrições do Sisu poderão ser feitas de 4 a 7 de junho. Durante esse período, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados.

O resultado será divulgado no dia 10 de junho. Os participantes poderão ainda integrar a lista de espera entre 11 e 17 de junho.

Simulador

Para evitar sobrecarga do sistema, segundo o Ministério da Educação, o simulador do Sisu, que mostra informações dos últimos processos seletivos, vai ficar temporariamente fora do ar a partir desta quinta-feira.

A previsão é que volte ao ar no dia 10 de junho. "A medida, preventiva, foi necessária para evitar que o sistema fique sobrecarregado", disse a pasta.

O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior a estudantes que fizeram o Enem.

Fonte: Agencia Brasil

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Sul e Sudeste do Pará

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