A Polícia Federal em conjunto com a Agência Nacional de Mineração (ANM), deflagrou na manhã desta  quinta-feira (26/11) a Operação Offside, com o objetivo de fiscalizar e desarticular o esquema criminoso de extração ilegal de minério de manganês na região de Curionópolis no Sudeste do Pará .

Participaram da ação 32 policiais federais e 3 servidores da ANM. As investigações identificaram o fato de que a empresa alvo da operação utiliza títulos minerários vencidos e extrai minério em grande quantidade em local diverso do autorizado pela ANM.

De acordo com a PF, a matéria prima é pertencente da União Federal, por tanto tal conduta é crime contra o patrimônio na modalidade de usurpação; no artigo 2 da lei 8.176/91, além de crime de falsidade ideológica, artigo 299 do Código Penal, e organização criminosa, artigo 2 da lei 12850 de 2013.

A região sudeste do Pará tem um histórico de extração ilegal de minério, sendo o combate a essa prática criminosa recorrente pela Polícia Federal, onde contou com inúmeras operações durante todo o ano de 2020 pela PF para dissuadir tal prática com bloqueio de bens nas áreas de extração, prisões em flagrante e apreensão de veículos como em atuação junto ao destino final no porto de Barcarena, impedindo a exportação do produto. 

 

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal no Pará

 

 

 

A Polícia Federal cumpre 12 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (25), durante uma operação que apura crime de lavagem de capitais provenientes de tráfico de drogas no Ceará e nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Conforme a PF, os alvos dos mandados judiciais são integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país, que era comandada por Rogério Jeremias de Simone, o "Gegê do Mangue", e Fabiano Alves de Souza, o "Paca", mortos em fevereiro de 2018, em Aquiraz, na Grande Fortaleza.

Gegê' e 'Paca' foram executados a tiros na localidade de Lagoa Encantada, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no dia 15 de fevereiro de 2018. De acordo com a investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil, o duplo homicídio ocorreu em uma emboscada da própria facção criminosa das vítimas, por insatisfação com a vida de luxo que os dois homens levavam no Ceará.

As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal, após representação em inquérito policial. Os policiais vistoriaram casas de luxo ligadas aos envolvidos durante o cumprimento dos mandados. A PF ainda não detalhou o que foi apreendido.

Conforme a Polícia Federal, a partir das mortes de Gegê e Paca, a investigação constatou que os dois chefes fizeram movimentações ilícitas de valores superiores R$ 8 milhões em bens móveis e imóveis. Além disso, uma grande quantidade de dinheiro ilícito foi movimentada nas contas bancárias dos investigados e “laranjas”.

A ação, de acordo com a PF, visa a "desarticulação patrimonial de organização criminosa, além de prender lideranças e realizar cooperação internacional".

Ainda conforme a PF, a Operação Node, realizada hoje, recebeu este nome em alusão à Terra de Node, onde Cain foi habitar após ser expulso da família.

Vida de luxo no Ceará

Os chefes da facção moraram por cerca de um ano em um condomínio de luxo, no Porto das Dunas, em Aquiraz, no Ceará, antes de serem mortos em fevereiro de 2018. O imóvel foi comprado por R$ 2 milhões, no nome de um 'laranja, segundo as investigações'.

Após os crimes, quatro veículos de luxo e uma mansão avaliados em R$ 1,3 milhão e que pertenciam aos ex-chefes da facção paulista foram leiloados. Os bens foram sequestrados pela Justiça Federal em decorrência do duplo homicídio e estão relacionados ao crime de lavagem de dinheiro.

Ao todo, 10 pessoas são acusadas de participar do duplo homicídio. Em outubro deste ano, a Justiça decidiu que cinco acusados de matar duas lideranças de uma facção criminosa paulista devem continuar presos. A decisão pela manutenção das prisões foi proferida por um colegiado de juízes da 1ª Vara da Comarca de Aquiraz, cidade da Grande Fortaleza onde as vítimas foram assassinadas.

 

Fonte: Por G1 CE

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram nesta quarta-feira (18) 46 mandados de busca e apreensão na Operação Armadeira 2, sobre um suposto esquema para blindar empresas de fiscalizações da Receita Federal.

As ações são um desdobramento da Operação Armadeira, de outubro de 2019, que identificou um esquema de extorsão na Receita Federal e dentro da força-tarefa da Lava Jato no RJ.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, decretou o bloqueio de bens dos investigados no montante total de R$ 519.851.578,24. Bretas ainda determinou que cinco auditores da Receita sejam afastados das funções públicas e proibidos de manter contato com outros investigados.

Não houve mandados de prisão.

A Receita Federal afirma que a força-tarefa identificou, a partir do material apreendido na primeira fase, além da colaboração premiada de um auditor-fiscal e de novas diligências, "um complexo arranjo que buscava reduzir a cobrança de tributos devidos ou blindar empresas de fiscalizações".

As redes de supermercado Mundial e Guanabara são suspeitas das supostas práticas.

Os investigados podem responder por concussão, corrupção e lavagem de dinheiro.

O que dizem os suspeitos

Em nota, o Guanabara afirmou que "a rede confirma o cumprimento dos mandados e ressalta que segue à disposição das autoridades para esclarecimento dos fatos".

O G1 entrou em contato com os demais envolvidos e aguardava resposta.

Segundo o MPF, um dos auditores-fiscais investigados na primeira fase detalhou funcionamento do esquema de arrecadação de propina dentro da Superintendência da Receita Federal na 7ª Região Fiscal.

O auditor revelou "diversas ramificações" e apontou "a participação de servidores federais que ocupam postos estratégicos na Receita".

A investigação do Ministério Público afirma que dois setores da Receita Federal no RJ estão envolvidos no esquema: o de Programação e o de Fiscalização.

Os dois grupos dividiam os valores arrecadados. Um delator afirmou que 90% dos fiscais com quem ele trabalhou participavam do esquema criminoso.

No Leblon os agentes apreenderam uma grande quantidade de joias e até barras de ouro na casa de uma auditora.

Joias encontradas na casa de uma auditora no Leblon — Foto: Reprodução