Iniciativa do governo do Pará conecta universidades laboratórios e empresas para gerar negócios tecnológicos e fortalecer a bioeconomia regional.
Com foco no desenvolvimento de projetos inovadores, tecnológicos e sustentáveis, o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, iniciativa do governo do Estado, executada por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), conta com mais de 60 projetos, empresas e startups voltados para o desenvolvimento de soluções alinhadas às especificidades da Amazônia.
A titular da Sectet, Victoria Fidélis, destaca a importância do PCT Guamá para o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no Pará. “Nosso trabalho é fomentar iniciativas que aproximem a pesquisa científica do setor produtivo, incentivando o desenvolvimento de novas tecnologias, a criação de negócios e a geração de oportunidades. O PCT Guamá tem um papel estratégico nesse cenário, ao conectar conhecimento, pesquisa e empreendedorismo, contribuindo para o aproveitamento das potencialidades da Amazônia e para a geração de emprego e renda no Estado”, ressalta.
O diretor da Fundação Guamá, João Weyl, explica que o parque atua conjuntamente com instituições como as universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia (Ufra), além de outros institutos de pesquisa e empresas privadas. São 32 empresas residentes, 15 laboratórios residentes e 22 empresas associadas.

“Como um ecossistema, o parque é capaz de conectar todas essas iniciativas para que elas ajam em conjunto, de forma sistêmica e articulada para o desenvolvimento socioambiental da Amazônia, a partir de áreas consideradas estratégicas, como Biotecnologia, Energia, TIC, Tecnologia Ambiental e Tecnologia Mineral, oferecendo serviços de incubação, aceleração e suporte técnico especializado”, destaca o diretor.
A sócia-fundadora e CEO da Amazon Rhiira, Tatiana Yamamoto, conta que, em 2025, a empresa se tornou residente, instalada fisicamente no Parque. “O PCT Guamá está sendo fundamental na geração de conexões através de participação em feiras, eventos e palestras, o que vem fortalecendo a nossa startup e gerando visibilidade e credibilidade”, ressalta a empresária.
Estratégico
O parque criou a possibilidade de desenvolver alternativas a partir da realidade amazônica, transformando diversidade em potencial inovador, com valor agregado e inteligência produtiva.
Atualmente, o ambiente do PCT Guamá acompanha tendências globais e prioridades estratégicas, como biotecnologia, transição energética e inteligência artificial.
O fundador e CEO da Homci Bio, Rodolfo Braz Homci, celebra a iniciativa. “Somos uma startup de biotecnologia focada em ajudar as pessoas a consumir bebidas mais saudáveis e fermentadas com microrganismos e vegetais da Floresta Amazônica. Como o parque possui uma rede de laboratórios capaz de avaliar os parâmetros da bebida que produzo, é estratégico trabalhar em um deles”, pontua.






