Carajas o Jornal

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Uma rua que já foi usada como rota do transporte coletivo de passageiros e que agora há mais de 1 ano está intransitável. Tudo se iniciou, segundo os moradores daquelas proximidades, com os serviços realizados pelo SAAEP com o objetivo de ampliar a oferta de água tratada para a população, o que necessitou de abrir valas quebrando a camada asfáltica. Ainda segundo eles, após concluído os trabalhos do SAAEP a reconstrução do asfalto foi aguardada, porém ao invés disto o pouco de pavimentação que restou sendo levada pela erosão pluvial (águas das chuvas) já que o trajeto, de não mais que 100 metros, é um declive acentuado.  “Aos poucos os veículos foram tendo dificuldades de passar por aqui e lentamente foram desviando o trânsito que agora já é por outras ruas. E nesta rua até pedestres tem dificuldade de passar”, lamenta a dona de casa, Ângela Cardoso, que passava pelo local no momento em que estava por lá nossa equipe de reportagens. 

Comerciantes ao redor também se queixam da queda na frequência dos clientes que sumiram pela dificuldade de chegar ao local; e os condutores de veículos reclamam da volta que precisam dar para chegar ao destino mesmo perto dali.  Cansados de esperar pela solução interditaram a via e agora esperam a atenção da SEMOB (Secretaria Municipal de Obras de Parauapebas).

Em nota enviada à nossa redação através da ASCOM, a Prefeitura Municipal esclarece que a respeito da Rua Espírito Santo, Bairro Liberdade, uma equipe da Secretaria de Obras esteve visitando o local e em breve uma equipe do Departamento de Infraestrutura fará os reparos necessários. Também esta semana, uma equipe está realizando reparos nas ruas Vinícius de Moraes (Liberdade 1) e Santa Catarina (Liberdade 2).

 

Por: Francesco Costa 

Como propósito de chamar a atenção para a greve que já completa 60 dias nas escolas públicas estaduais, estudantes fizeram ontem, 19, terça-feira, manifestação na Câmara Municipal de Parauapebas. Com cartazes e faixas apelativas ao fim da greve e muito barulho caminharam no auditório daquela Casa de Leis pedindo o retorno das aulas.

Um dos participantes, Márcio Popete, disse entender ser um absurdo uma paralização tão longa. “Reivindicamos o retorno das aulas, o que só prejudica os estudantes. Pedimos também a melhoria nas escolas para que tanto alunos quanto professores tenham melhores condições para ensinar e aprender”, detalha Márcio.

Antes de iniciar a Sessão, o presidente da Câmara, vereador Ivanaldo Brás Simplício, abriu espaço para que um líder estudantil Henrique da Conceição, usasse a tribuna e apresentasse suas reivindicações. Henrique fez um desabafo disse que o previsto na constituição de 1988 não tem sido cumprido e o Direito à Educação não é dado a todos. “A educação se tornou em uma peste bubônica, onde ninguém, ninguém, olha pela educação”, comparou ele, admirando-se que vê investimento em penitenciárias e não em escolas.

Em sua fala ele disse ainda não estarem ali pedindo favor, mas reivindicando direitos constitucionais e convocou os estudantes para ocupar seus espaços, e concluiu: “Educação também se faz na rua no país do futebol”.

Por: Francesco costa 

 

A Prefeitura de Parauapebas apresentou aos moradores da ocupação irregular denominada Morro Céu Azul a proposta de desfavelização para aquela área. O encontro foi realizado pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) na segunda e terça-feira, dias 18 e 19, no auditório do Centro Administrativo da Prefeitura, Bairro Beira Rio II.

Nos dois dias de reunião, a secretária de Habitação, Maquivalda Barros, lembrou aos moradores que o Morro Céu Azul trata-se de uma área de alto risco já mapeada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e, portanto, inadequada para moradia. Além disso, o Céu Azul por ser próximo aos Morros da Castanha e do Chapéu também está contemplado com as ações do Residencial Alto Bonito, que é um projeto de urbanização de assentamento precário.

Por entender a necessidade das famílias que residem no Morro Céu Azul, a Sehab recebeu, no dia 10 de abril, comissão representativa dos moradores. Na ocasião, ficou acordado que a secretaria realizaria levantamento quantitativo das casas construídas na ocupação irregular. Após a realização do levantamento, feito por equipe coordenada pela assistente social, Elizangela Pires, as famílias foram cadastradas para análise de perfil para inclusão no projeto Alto Bonito.

Proposta da Gestão - A proposta do Governo Valmir Mariano às famílias do Morro Céu Azul é que elas deixem a área de risco e mudem para os apartamentos do Residencial Alto Bonito, os quais contam com área útil de 47 metros quadrados, divididos em dois quartos, banheiro, sala e cozinha/área de serviço. E para que os moradores possam conhecer melhor a nova moradia, a Sehab os levou para visitar o apartamento modelo do projeto nos dias 20 e 21 (quarta e quinta-feira).Para a dona de casa, Maria Rodrigues Lima, de 28 anos, o apartamento é mais do que ela sonhava.  “Eu não esperava por tudo isso. Estou encantada com esse lugar. Eu quero sim, receber esse apartamento. No Céu Azul, não temos nem água para a lida diária”, disse. Quem também demonstrou satisfação com a proposta foi o aposentado Francisco Ferreira Lima, 62 anos. “Onde eu teria condição de comprar um lugar desse aqui!”, indagou, respondendo em seguida: “jamais eu conseguiria ter algo desse tipo, ainda mais nessa idade. Estou feliz da vida”.

A desocupação do Morro Céu Azul foi determinada pela Justiça, por meio de liminar de reintegração de posse (nº do processo 0004749-56.2012.8.14.0040) expedida ainda na gestão do então prefeito Darci Lermen, em setembro de 2012. Porém, como a área está inclusa no entorno do projeto de urbanização de assentamento precário, o Governo Valmir Mariano assumiu o compromisso de moradia com as famílias do Céu Azul.

Fonte: Ascom/ PMP 

 

Alterado por meio do decreto nº 435/2015, assinado pelo prefeito Valmir Mariano, no dia 13 de maio de 2015, o novo preço da tarifa do transporte coletivo de passageiros entrou em vigor na terça-feira, 19. Segundo Central das Cooperativas de Transporte de Parauapebas, o reajuste foi necessário por causa da inflação sobre o insumos durante os três anos que não se reajustava a tarifa: combustível, peças, serviços mecânicos, salários etc.. O valor proposto pela cooperativa de acordo com pesquisa feita por consulta técnica era de R$ 3,39, mas pelo menos por enquanto se irá trabalhar com o valor de R$ 2,25 na área urbana do município. Já o percurso de Parauapebas a Palmares Sul, o usuário pagará R$ 2,70. No trecho de Parauapebas a Palmares II, o valor será R$ 5,40. E o trajeto até o Núcleo Urbano de Carajás, a tarifa passará a ser de R$ 4,10.

O reajuste se deu pelo cumprimento do pedido da Prefeitura que exigiu melhorias no transporte público e humanização no atendimento, o que inclui aquisição de nova frota e capacitação aos condutores e cobradores. Melhorias que iniciaram em 2014 quando foram adquiridos 60 novos micro-ônibus, com acessibilidade para cadeirantes e todos climatizados, e entraram em circulação há seis meses; ficando apenas 15 da frota antiga que passaram por reforma.

Para estrear o novo Sistema de Transporte Público no município, anunciado pelo DMTT e CENTRAL em coletiva de imprensa recentemente, teremos algumas melhorias: linhas mais curtas, oito novos pontos de integração que vão agilizar ainda mais as viagens, segurança, qualidade dos veículos, além do uso de bilhetagem eletrônica. E o que já era esperado, o novo preço das tarifas, esta não foi bem recebida pelos usuários.

Por: Francesco Costa 

Fazer a despesca de seu tanque de piscicultura pela primeira vez e ter suas expectativas superadas foi motivo de felicidade para o agricultor José Marcos de Oliveira, 40 anos, na última quinta-feira (21).  Morador da Vila Sanção, o agricultor ganhou da Prefeitura a construção de seu tanque. Ele conta que nem imaginava desenvolver a atividade, mas hoje já pensa em aumentar o número de tanques.

“O total apoio da Secretaria de Produção Rural (Sempror) me incentivou a trabalhar com piscicultura, participei do curso e gostei muito. Nessa primeira despesca foram 2.256 quilos de peixes em um período de 10 meses. Tive um lucro de 45%, considero um investimento lucrativo. Estou muito satisfeito com o resultado”, comentou o agricultor. 

Atendido pela Sempror desde 2013, o produtor Romero Dias planta banana, abacaxi, açaí, cupuaçu, abóbora e hortaliças e leva seus produtos três vezes por semana para vender na cidade. São em média 10 sacos de açaí vendidos diretamente aos batedores.

 “Sinto-me totalmente atendido pela Prefeitura. Depois de receber a mecanização, adubo e assistência técnica, minha renda aumentou em 70%. A produção é minha única fonte de renda”, garantiu o produtor, destacando que hoje possui 2.800 pés de banana com a expectativa de colheita para setembro.  

De acordo com o coordenador da Região 4, da qual a Vila Sanção está incluída, Diego Ribeiro , os agricultores fazem parte de um total de 64 produtores rurais atendidos pelo Governo Municipal, através da Sempror naquela área. “São muitos os benefícios para o campo: mecanização, distribuição de mudas, adubo, ureia, assistência técnica, além da construção de 20 tanques de piscicultura. É muito bom ver os produtores contentes”, disse o coordenador.

O gestor da pasta, Horácio Martins, visitou alguns agricultores e participou de almoço com 22 produtores. Na ocasião, destacou que a Prefeitura pretende estimular a produção de peixe, assegurando a comercialização do produto com o estímulo à piscicultura e ressaltou o esforço do governo para atender o homem do campo de todas as formas possíveis.

“Vimos hoje o resultado do esforço do trabalho de toda uma equipe. O Governo Valmir Mariano está atendendo e contribuindo para melhoria da qualidade de vida de nossos produtores rurais. Não tenho dúvida que daqui a alguns anos, Parauapebas será referência em nível de Estado na produção de pescado” ressaltou o secretário.

 

 Por: Liliane Diniz  Ascom/PMP 

O encontro teve como objetivo, segundo o presidente municipal da legenda, Marcelo Catalão, promover um momento de diálogo entre políticos e comunidade em geral, com o objetivo de fortalecer o DEM no sul e sudeste do Pará, convergindo a uma rede de relacionamento para as eleições de 2016. “A proposta é ampliar a força e representação do partido, nas próximas eleições, por meio do maior número de vereadores eleitos, e candidatos às prefeituras nos diversos municípios da região”, confirmou Marcelo Catalão.

O evento ocorreu na note de sexta-feira, 22, na Chácara Rio Verde e contou com as presenças de diversas autoridades do partido, dentre elas, o presidente estadual do Democratas Lira Maia; o presidente da ALEPA (Assembleia Legislativa do Pará), Deputado Márcio Miranda; do deputado federal Hélio Leite; do presidente municipal do Democratas, Marcelo Catalão; e várias lideranças regionais.

Este foi o 4º Encontro Regional dos Democratas, que mostrou força e lançou, em Parauapebas, a intenção de pré-candidatura de Marcelo Catalão a prefeito para o próximo ano. Ainda por força do encontro, várias pessoas aderiram ao partido fazendo suas filiações; e muitas lideranças dos mais diversos segmentos manifestaram apoio massivo à possível candidatura de Marcelo Catalão.

O presidente estadual da legenda, Lira Maia, explicou que o primeiro item do plano de governo precisa ser “ganhar as eleições”, para depois seguir os itens de administração. “E uma eleição se vence fazendo política, fazendo alianças, administrando a campanha e alcançando o número necessário de votos”, arquiteta Lira Maia, que apresenta Marcelo Catalão como um nome bom para ser apresentados à população. Lira compara Marcelo com a legenda: “É um homem de novas ideias, defende o liberalismo moderno, voltado para a produção, o emprego e o bem-estar social, garantido a preservação dos ideais de liberdade associados ao progresso social”.

Por: Francesco Costa 

A operação tem como saldo a prisão de dois vereadores e um empresário além de apreensão de documentos públicos.

De acordo com o coordenador do GAECO Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Nilton Meneses, Parauapebas, há algum tempo vem sofrendo a chaga da corrupção, na prefeitura e na Câmara Municipal. “Por conta disso foram instaurados dois procedimentos no âmbito do Ministério Público”, conta Nilton Meneses, detalhando que um dos procedimentos é sob o comando do Promotor Medrado em decorrência da prerrogativa do fórum privilegiado do prefeito; e o segundo instaurado na promotoria de combate à improbidade sob a presidência do promotor Hélio Rubens. A ação teve a participação dos promotores de justiça Hélio Rubens, Paulo Morgado Junior, Franklin Jones, Eduardo Falessi, Milton Menezes, Harrison Bezerra, Arnaldo Célio de Azevedo, Raimundo Aires, Daniel Barros e Augusto Sarmento, além do procurador de justiça, Nelson Medrado.

Momento em que os documentos foram transportados.

Deflagrada na manhã de hoje, terça-feira, 26, a operação “Filisteu” foi feita para desmontar um esquema de fraudes em processos licitatórios e superfaturamento de terrenos desapropriados pela prefeitura de Parauapebas.

A iniciativa foi do Ministério Público do Estado (MPE) que também investiga a emissão de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos entre membros da câmara e o comércio na região.

Todo o material apreendido vai para investigação sigilosa e só depois se dará outro passo na operação.

Filisteu,  nome sugestivo por causa da luta bíblica entre os filisteus e Sansão, que ocorreu logo pela manhã, quando o GAECO esteve na Câmara Municipal de Parauapebas onde arrombou as portas dos gabinetes de quatro vereadores: Josineto Feitosa, ex-presidente; José Arenes, ex vice presidente; Odilon Rocha Sanção, ex primeiro secretário; e Devanir Martins, ex segundo secretário;  todos membros da mesa diretora do Biênio 2013 e 2014, de onde levaram CPU’s e documentos.

Vários documentos foram retirados do interior da prefeitura.

As casas dos respectivos vereadores foram revistadas por equipes do GAECO; três deles eram apenas para apreender documentos e apenas em desfavor de Odilon Rocha havia um mandato de prisão. Porém para a surpresa da polícia na casa do vereador José Arenes e de Odilon foram encontradas armas o que resultou na prisão de Arenes e no agravamento da situação de Odilon.

As portas de quatro gabinetes foram arrombadas, dos seguintes vereadores, Devanir Martins, José Arenes, Josineto Feitosa e Odilon Rocha.

Na residência de Arenes foram encontradas quatro armas (espingarda calibre 44, revólver 38 e pistola 380), além de munições, o que motivou a prisão de Arenes que aguarda, preso, a arbitragem de fiança, já que por se tratar de calibre de uso restritos da Polícia a fiança só pode ser procedida pelo juiz da vara criminal.

Estabelecimentos comerciais da cidade foram alvo de fiscalização.

Quem também está preso por mandato é o empresário Edmar Cavalcante, conhecido como “Boi de Ouro”, por causa de denúncias envolvendo lavagem de dinheiro através de emissões de notas que constavam um tipo de mercadoria enquanto na verdade era entregue outra.

(Francesco Costa)

 

Um tornado atípico pela sua intensidade causou na segunda-feira pelo menos 13 mortos em Ciudad Acuña, no estado mexicano de Coahuila, onde em apenas seis segundos causou também danos materiais consideráveis, informaram fontes oficiais. Além dos mortos, 229 pessoas ficaram feridas, indicou a Secretaria de Governo do Governo federal.

A instituição emitiu uma declaração de emergência para o município de Acuña, a partir da qual "as autoridades do Governo estatal contam com recursos para responder às necessidades alimentícias, de alojamento e de saúde da população afetada".Já o secretário do Governo de Coahuila, Víctor Zamora, informou que entre os mortos estão três menores e um outro continua desaparecido.Zamora admitiu que os números podem aumentar já que continuam os trabalhos de remoção de escombros deixados pelo tornado, considerado atípico para esta área do México e que afetou quatro localidades a sudeste de Ciudad Acuña, que faz fronteira com os Estados Unidos.O funcionário estimou em 750 o número de casas afetadas – das quais 60 a 70 estão destruídas – e em cem o número de veículos atingidos, alguns dos quais encontrados nos telhados de casas.

 

O EX- vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite, preso na Operação Lava Jato e atualmente em prisão domiciliar, disse nesta terça-feira (26) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que o pagamento de propina era uma “condição [para o] funcionamento” na relação das empreiteiras com a Petrobras. Leite admitiu o pagamento de propina a agentes públicos e privados e se disse arrependido.“Herdei uma prática e tive que administrá-la”, disse Leite. O empreiteiro informou que exerceu a função de presidente para clientes aprovados na Camargo Corrêa, entre 2005 a 2009. A partir de setembro de 2011 chegou à Diretoria de Óleo e Gás da empreiteira, assumindo na sequencia a vice-presidência da construtora.

“Quando cheguei à vice-presidência me foi informado que [isso] era uma condição de funcionamento dentro desse cliente [Petrobras]. As condições eram essas e deveriam ser cumpridas essas rotinas”, explicou Eduardo Hermelino.

Ele entregou à CPI dez depoimentos que prestou à Justiça no acordo de delação premiada. O empreiteiro disse que combinou o pagamento de propina com os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque e também com o doleiro Alberto Youseff, apontado pelo Ministério Público como operador do esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras.

“Tive duas reuniões com o Renato Duque para tratar de dívidas referentes a propina e dois encontros com o Paulo Roberto [Costa]. Eles aconteceram fora da Petrobras. Com o Paulo Roberto foi em um hotel em São Paulo e com o Duque na casa do Júlio Camargo [executivo da Toyo-Setal, também preso na Lava Jato]”.

De acordo com Eduardo Hermelino Leite, na Camargo Corrêa o pagamento de propina referente a contratos da Petrobras entravam como “custo” para a empresa, por meio da contratação de consultorias. “Umas consultorias eram pagas por trabalhos majorados e executados e outras por trabalhos executados”.

Aos deputados, o empreiteiro disse que se arrepende de ter participado do esquema. Acrescentou que por causa disso está com o futuro pessoal e profissional “profundamente” comprometidos. “Me fizeram uma pergunta se eu me achava acima do que acontecia, se como vice-presidente teria a capacidade, trabalhando como trabalhei, se outra pessoa tivesse sido nomeada, ela teria feito diferente. Provavelmente, ela teria feito a mesma coisa. Era uma coisa já preestabelecida. Me arrependo de não ter deixado a atividade, mas tinha sido recentemente alçado à vice-presidente de uma grande companhia. Era uma situação muito difícil”, argumentou.

 

Fonte: Terra Notícia 

O texto da reforma política está previsto para ser votado nesta terça-feira (26) na Câmara dos Deputados. A proposta vai diretamente ao plenário, depois que líderes partidários decidiram nesta segunda (25) não votar o texto na comissão especial que analisou o tema na Casa.

Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a decisão de votar a matéria diretamente no plenário reflete um "sentimento da maioria dos líderes". Nesta segunda (25), ele afirmou que o relatório que seria votado na comissão especial, do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), estava "em dissonância" com a vontade da maioria dos parlamentares, o que, segundo ele, dificultava "regimentalmente" a aprovação do projeto.

O próprio Cunha já havia criticado o relatório de Castro em outras ocasiões. Ele chegou a dizer que “preferível” que o texto não fosse votado do jeito que estava.

A votação feita diretamente no plenário é uma maneira de facilitar modificações no texto. Caso o relatório de Castro fosse aprovado, os deputados teriam que rejeitar o texto do relator e aprovar as mudanças desejadas por meio de destaques (propostas de alteração). Com o projeto sendo apreciado direto no plenário, os parlamentares poderão votar a proposta ponto a ponto, sem a necessidade de votar um texto-base.

De acordo com o blog da Cristiana Lôbo, a falta de consenso fará que a proposta de reforma poítica seja menos abrangente e mude um ponto com relação à lei atual. O sistema de voto proporcional que existe hoje, com permissão para coligações nas eleições proporcionais (para deputados), deve abrir lugar para o chamado "distritão", um modelo lançado pelo vice-presidente Michel Temer e que tem a preferência de Cunha.

O relatório de Castro previa o distritão. Previa também financiamento misto (tanto público quanto privado) de campanhas, mas com teto para doações, e mandatos de cinco anos para o executivo, sem reeleição.

Com a ida do texto diretamente para o plenário, a Câmara decidiu que o novo relator da matéria será  Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi o presidente da comissão da qual Castro foi o relator.

Segundo a Agência Câmara, os líderes decidiram em reunião ontem iniciar a votação pela escolha do sistema eleitoral. Veja a ordem dos temas acordada pelos deputados:

- Sistema eleitoral (sistema de voto em lista; distrital misto; "distritão";  ou distritão misto;
- Financiamento de campanhas (público; privado restrito a pessoa física; ou privado extensivo a pessoa jurídica);
- Proibição ou não da reeleição;
- Duração dos mandatos de cargos eletivos;
- Coincidência de mandatos;
- Cota para as mulheres;
- Fim das coligações;
- Cláusula de barreira;
- Dia da posse para presidente da República;
- Voto obrigatório.

'Decisão esdrúxula'
Pouco antes dos líderes oficializarem que o projeto seria votado diretamente no plenário, Castro disse ao G1 que a decisão é "esdrúxula" e "desrespeitosa". Ele disse ainda que nunca viu na história da Casa "uma comissão ser impedida de votar seu relatório".

O novo relator, Maia, respondeu às criticas de Castro e disse que se sente "confortável" de assumir a relatoria do projeto. Para Maia, "ninguém foi feito de bobo". Ele disse que prevaleceu a vontade da maioria dos líderes de votar a reforma política diretamente em plenário.

"Ninguém foi feito de bobo. Ele [Castro]  está sabendo há muito tempo a vontade do presidente da Câmara e do líder do partido dele, e o processo esticou até o limite de se tentar construir um texto que tivesse apoio. E, quando hoje no almoço, todos os partidos presentes e alguns que foram contactados por telefone entenderam que era melhor ir direto para o plenário, não era uma questão pessoal de A, de B ou de C, era a vontade de todos aqueles que representam os 513 deputados, inclusive o partido dele", afirmou Maia.

O novo relator disse ainda que apenas o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), o vice-líder do PT, Henrique Fontana (RS), e a líder do PC do B, Jandira Feghali (RJ) não apoiaram a decisão.

'Comissão esfaqueada'
O líder do Psol, Chico Alencar (Psol), que participa da comissão da reforma política, afirmou por meio de nota que a decisão de votar o relatório diretamente no plenário é uma "ofensa ao rito parlamentar". A nota diz ainda que a comissão foi "esfaqueada".

"Trata-se de uma ofensa ao rito parlamentar e um absoluto desrespeito aos seus integrantes. Mais uma vez a vontade imperial do presidente Eduardo Cunha, seguida servilmente por aliados, sobrepõe-se aos procedimentos democráticos costumeiros", diz Alencar no texto.

Ele também afirmou que o Psol não foi consultado sobre levar o relatório diretamente ao plenário.

"Na Comissão, “explicam” que a extinção da Comissão foi “decisão dos líderes”. O do PSOL seguramente não foi consultado e não compactuaria com este golpe."

O deputado Henrique Fontana, membro da comissão especial da reforma política, usou o plenário da Câmara para criticar Cunha. Segundo Fontana, o presidente age de forma "ditatorial" ao "impedir" que o colegiado vote o relatório de Castro.

"O Presidente da Casa, o deputado Eduardo Cunha, que, de uma forma um tanto quanto ditatorial, declara em entrevistas que a comissão não deve votar essa matéria e que seu objetivo é trazer o relatório da reforma política para votação diretamente no plenário. [...] Ele [Cunha] é o presidente, mas o presidente não é o imperador. Ele não pode cancelar, a seu bel prazer, reuniões, terminar com comissões", afirmou.

Questionado sobre as críticas de Fontana, Cunha afirmou que a decisão de levar a votação direto ao plenário não será dele, mas sim, dos líderes partidários e que "ditatorial" seria submeter os deputados a um único modelo de votação.

"O Henrique Fontana é uma das pessoas que sempre atrapalharam a reforma política. A decisão não é minha, é dos líderes. Eu não faço parte da comissão e não voto na comissão. Se os líderes partidários não querem votar, então ele tá chamando todos os líderes de ditatoriais", afirmou.

 

Fonte: G1 Notícias 

Sul e Sudeste do Pará

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