Sextou com forró e ação de conscientização do Setembro Amarelo no Cras da Paz

Equipe técnica do centro mobilizou os usuários para um momento de reflexão e diversão A programação desta sexta-feira, 18, trouxe alegria e reflexão para os

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Equipe técnica do centro mobilizou os usuários para um momento de reflexão e diversão

A programação desta sexta-feira, 18, trouxe alegria e reflexão para os usuários do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) da Paz. O espaço, inaugurado recentemente pela prefeitura, abriga atividades como capoterapia, aulas de violão, hidroginástica, desenho e o tradicional forrozinho.

A dança e a capoterapia aqueceram os esqueletos e, na sequência, houve uma palestra sobre a Campanha Setembro Amarelo, de saúde mental. A psicóloga da unidade, Rosana Fernandes, explicou que a equipe técnica avaliou a importância de abordar o tema, considerado pertinente, e destacou a necessidade de expressar as emoções e falar sobre o suicídio.
“A gente está aproveitando este momento para falar um pouco sobre essa campanha de prevenção ao suicídio. Ela vai atingir não só o público das crianças e dos adolescentes, mas também o da melhor idade. Então, a gente vai fazer um grande momento aqui para explicar um pouquinho como surgiu a campanha Setembro Amarelo. Ela surgiu com um jovem americano de 17 anos, que era muito querido, muito alegre e tinha muitos amigos. Era, aparentemente, uma pessoa muito feliz. Ele comprou um carro, que era um Mustang amarelo bem vivo, e estava ali vivendo a vida dele, indo para a escola, com a família e com os amigos. Todo mundo pensava que ele estava bem, mas ele não estava. No dia do velório dele, a família distribuiu laços amarelos para homenageá-lo. Foi assim que surgiu a ideia da campanha”, contou Lavínia Sousa, assistente social.

A psicóloga Rosana destacou: “É preciso colocar nossas emoções para fora, é preciso dar abertura para as pessoas falarem o que estão sentindo. Talvez a gente não consiga resolver o problema, mas ela pode ter aqui, no Cras, um lugar de acolhimento. Mas, pelo senso comum, normalmente o que a gente faz? A gente diz que tem uma sobrinha que é problemática, já se cortou, mas eu nem vou falar nada, porque, se eu falar, aí é que ela vai querer fazer, né? E a gente fica com esse medo”.

E complementou: “A gente gosta de ter aquela pessoa perto da gente, com saúde, né? A gente sempre se sensibiliza quando a pessoa está passando por uma situação. E o que a gente pode fazer? Eu sempre costumo falar que a gente precisa acolher sem julgamento”, reforçou.

Salatiana Pereira da Silva é uma das 150 usuárias do Cras e acompanha as atividades há mais de um ano. “Eu achei muito importante a programação de hoje. É um momento em que as pessoas podem mostrar seus sentimentos para todos. Também é um ótimo lugar onde as pessoas podem procurar ajuda, fazer aula de zumba, falar com a psicóloga e com toda a equipe do Centro. A minha vida melhorou bastante. Eu só tenho que agradecer a Deus pelo atendimento de toda a equipe”, ressalta.

“Eu louvo a Deus pela vida de vocês, que decidiram vir aqui hoje para escutar uma fala diferente. Às vezes, é necessário a gente escutar assuntos tristes, mas que devem ser abordados”, disse a orientadora social Josiane Felismina.

A programação seguiu com capoterapia e muito forró, mostrando que a vida vale a pena!

Cras da Paz

Taís Soares dos Santos, pedagoga, psicopedagoga e gerente do Cras, explica que o Centro é a porta de entrada para a Proteção Social Básica.

“Hoje, nós atendemos cerca de 500 famílias pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), o CadÚnico, e também oferecemos serviços de convivência, que trabalham o fortalecimento de vínculos, o cuidado, a prevenção e a convivência”, destaca Taís.

O Cras promove atividades de convivência, integração e fortalecimento de vínculos para diferentes públicos, com oficinas e atividades como capoterapia, capoeira, dança, violão, desenho, artesanato e hidroginástica, entre outras. A unidade também realiza orientações e encaminhamentos para acesso a benefícios e programas sociais.