Maioria dos vereadores eleitos não comparece a jantar de Toni Cunha em Marabá

Um evento político curioso marcou a noite de ontem (12) em Marabá. Após a cerimônia de diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral, promovida no Carajás Centro de Convenções, o prefeito eleito Toni Cunha (PL) realizou um jantar de gala para os vereadores eleitos. Porém, o que era planejado como um gesto de aproximação política acabou evidenciando divisões: 13 dos 21 parlamentares não compareceram ao evento.

A ausência mais notável foi a do vereador eleito mais votado de Marabá, Fernando Henrique, conhecido por ser um bolsonarista de primeira hora. Fontes próximas afirmam que o parlamentar estaria magoado por não ser o escolhido de Toni para presidir a Câmara Municipal. Em conversas reservadas, o prefeito eleito teria indicado preferência pelo discreto Pastor Ronisteu, considerado mais alinhado ao perfil de liderança desejado para o início de sua gestão.

Vereadores do PSD abandonam Tião Miranda

Outro destaque da noite foi a adesão imediata dos três vereadores eleitos pelo PSD, partido do atual prefeito Tião Miranda, à nova gestão que assume em janeiro. Priscila Veloso, Dean Guimarães e Marcos Andrade, todos eleitos com apoio de Tião, marcaram presença no jantar, sinalizando uma mudança clara de apoio político.

A postura foi interpretada por analistas como reflexo do ditado popular “rei morto, rei posto”. Apesar das críticas públicas de Toni Cunha à gestão de Tião Miranda, os parlamentares demonstraram alinhamento com o futuro governo. A adesão chama atenção especialmente no caso de Priscila Veloso, que foi secretária adjunta de Assistência Social na gestão atual e agora surge como figura próxima ao prefeito eleito.

Priscila Veloso sorri com resultados políticos

Priscila Veloso foi vista sorridente ao lado de Toni Cunha e do vice-prefeito eleito, João Tatagiba, nas fotos oficiais do evento. Segundo apurações, a satisfação da vereadora pode estar relacionada a uma conquista particular: ela conseguiu emplacar seu marido como futuro secretário adjunto de Agricultura na SEAGRI, sendo uma das poucas parlamentares a obter avanços em negociações com o prefeito eleito.
O jantar, que deveria servir para fortalecer a base de Toni Cunha na Câmara Municipal, acabou por expor as dificuldades do prefeito eleito em unificar os vereadores em torno de seu projeto. A ausência de 13 parlamentares, incluindo figuras de peso como Fernando Henrique, reforça a complexidade do cenário político que o aguardará em janeiro.

Enquanto Toni Cunha tenta construir alianças e consolidar uma base confiável, o episódio evidencia os desafios que a relação com a Câmara pode trazer para o início de sua gestão. A eleição da mesa diretora, marcada para o dia 1º de janeiro, será o próximo grande teste para o prefeito eleito.

Fonte: Marabá e Fatos

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