Aproximando inimigos e separando amigos

A speech from tribune with microphones. Female political character and electorate. Vector flat concept illustration.

As pessoas se aliam quando precisam derrotar um inimigo em comum.

Assim fazem os partidos políticos em vésperas eleitorais quando, o que se percebe é que, o “inimigo em comum” é o eleitor. Em momentos como esse o que menos importa é a ideologia, mas o que importa é caminhar juntos pelo menos até o primeiro domingo de outubro, dia em que ocorrem as eleições.

O que menos importa também são os acordos que tem razoável chances de serem cumpridos, dependendo apenas do número de vereadores que cada partido elege, pois são eles quem aumentarão a possibilidade do cumprimento de respectivos acordos.

Políticos ficam de lá para cá e de cá para lá, afinal vivem de fazer política e esta, por sua vez, como toda guerra, se vence com estratégia e com exército (cabos eleitorais) treinados. Daqui para frente a coisa só vai afunilar e poucos passarão no bico do funil: 1 prefeito para cada cidade e apenas um pequeno número de vereadores de acordo com a Lei de cada Município.

Para muitos, marinheiros de primeira viagem, candidatos de primeira campanha, a decepção será grande e talvez não queiram mais provar deste “amargo vinho”. Porém para outros, já é rotina e seus objetivos não é vencer as eleições mais pontuar para merecer assumir cargos comissionados como, por exemplo, alguma secretaria que por sinal, na maioria dos casos, é bem mais intere$$ante do que uma cadeira no parlamento.

Ainda há os que se casam por puro romantismo, assim como ainda há os que pensam que a política é algo lindo e nela podem encontrar tranquilidade. Engano redondo, pois quem tem cargo eletivo até em sonho luta para não ser atingido por flechas que vem até de quem se diz seu amigo.

E assim a política vai cumprindo seu papel: aproximando inimigos e separando amigos.
Mas há os profissionais da política que sabem muito bem separar as coisas e vivendo de acordo com a recomendação: amigo, amigo; política à parte.
E o eleitor?

Ah, esse finge de defunto para pegar o coveiro e já aprendeu a sobreviver com as migalhas deixadas nos “banquetes políticos” ou a pelo menos ser carrapatos para sobrevier um pouco melhor nesta “fauna humana”.

(Francesco Costa)

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