Empresas têm papel central na transição climática, diz presidente da COP30

President of COP30, Brazilian Andre Aranha Correa do Lago, gestures as he speaks during a conference in the framework of a training event to form environmental leaders in Rio de Janeiro, Brazil on August 15, 2025. (Photo by Pablo PORCIUNCULA / AFP) (Photo by PABLO PORCIUNCULA/AFP via Getty Images)

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, divulgou nesta quinta-feira (28) a sétima carta da presidência brasileira da conferência à comunidade internacional.

Desta vez, o foco foi o setor privado, apontado como força indispensável para acelerar a implementação do Acordo de Paris e transformar compromissos climáticos em ações.

É nelas que os presidentes definem prioridades, sinalizam a agenda e buscam construir consensos entre os 198 países-membros da Convenção do Clima da ONU.

No documento, o embaixador defende que as empresas sejam protagonistas na transformação econômica que acompanha a crise climática e que estejam presentes, em peso, na conferência marcada para novembro em Belémmesmo com a crise de hospedagem sem precedentes ofuscando o debate climático e impedindo a participação de diversas delegações.

Segundo o texto, a transição para uma economia de baixo carbono já não tem volta, e cabe ao setor privado deixar de lado compromissos tidos como “genéricos” para adotar planos consistentes de ação.

O documento afirma ainda que “a transição climática é irreversível” e que aqueles que anteciparem as mudanças radicais que estão por vir “prosperarão, construindo resiliência e aproveitando as oportunidades extraordinárias que a transição oferece”.

Ainda de acordo com o texto, a COP30 não pode se limitar ao palco das negociações diplomáticas ou à leitura de declarações: precisa se tornar um espaço de entrega concreta.

” O setor privado tem reagido às discussões sobre mudanças climáticas, mas acreditamos que o momento é de avançar. Já existem muitas regras e acordos em vigor, e por isso entendemos que é hora de passar para a etapa seguinte”, disse o embaixador em uma coletiva de imprensa com jornalistas sobre a nova carta.

A presidência brasileira sustenta que a conferência será o momento de transformar compromissos em resultados visíveis, aproximando políticas de investimentos e articulando inovação tecnológica com cooperação internacional.

Por isso, na coletiva Corrêa do Lago destacou que a conferência em Belém precisa ser lembrada como um marco de implementação, e não apenas como mais uma rodada de negociações.

Segundo ele, o Brasil tem buscado propor uma agenda concreta justamente para mostrar ao mundo que é possível avançar de forma prática.

O diplomata também reiterou que o processo não pode ficar restrito aos governos, reforçando o papel de estados e municípios, universidades, organizações da sociedade civil e até de indivíduos na construção de soluções climáticas.

Trabalhadores atuam na construção da Villa COP, próximo ao local da conferência climática da ONU em Belém (PA), que receberá delegações estrangeiras durante a COP30. — Foto: Anderson Coelho/AFP

Trabalhadores atuam na construção da Villa COP, próximo ao local da conferência climática da ONU em Belém (PA), que receberá delegações estrangeiras durante a COP30. — Foto: Anderson Coelho/AFP

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