Megaoperação contra o PCC: entenda como ficam as novas regras da Receita para fintechs

SANTANA DO LIVRAMENTO, BRAZIL - MARCH 23: A member of the Brazilian Army walks at the Receita Federal migration checkpoint on the first day of the border closure between Brazil and Uruguay due to the coronavirus (COVID-19) pandemic on March 23, 2020 in Santana do Livramento, Brazil. According to the Ministry of Health, as of Monday, March 23, Brazil had 1.891 confirmed cases of the coronavirus (COVID-19) and at least 34 recorded deaths. (Photo by Daniel Badra/Getty Images)

As fintechs que atuam no Brasil passarão a ter o mesmo tratamento tributário dos bancos tradicionais e das instituições do sistema de pagamentos brasileiro. A decisão foi publicada pela Receita Federal no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29).

🔎 Fintechs são empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais simples e rápida que bancos tradicionais.

Como isso vai funcionar na prática?

A nova Instrução Normativa da Receita Federal define ações voltadas ao combate de crimes contra a ordem tributária, incluindo aqueles ligados ao crime organizado, como lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes.

 Na prática, a proposta é que as fintechs passem a enviar informações por meio do e-Financeira — sistema utilizado há mais de 20 anos pelos bancos para comunicar movimentações financeiras à Receita.

🔎 O e-Financeira é uma plataforma da Receita Federal que centraliza dados financeiros enviados por instituições, como informações de clientes, abertura e encerramento de contas, movimentações, operações de previdência privada e pagamentos via PIX, TED, DOC, cartões, entre outros.

De acordo com a Receita, o sistema não exige detalhes de cada transferência bancária, mas apenas os valores totais de débito e crédito consolidados por conta e por contribuinte, mês a mês.

A Instrução Normativa entrou em vigor nesta sexta-feira (29).

Medida já foi alvo de polêmicas

A proposta para ampliar as regras de fiscalização das instituições financeiras já havia sido apresentada no ano passado.

Na ocasião, a Receita buscou ampliar o controle sobre os dados fornecidos pelas instituições financeiras, com o objetivo de identificar irregularidades e garantir o cumprimento das leis tributárias.

A medida, porém, foi alvo de desinformação e gerou confusão entre os contribuintes.

“Em janeiro [de 2025], uma onda enorme de mentiras e fake news, atribuindo uma falsa tributação dos meios de pagamento a essa normatização, acabou prejudicando o próprio uso desses instrumentos, forçando a Receita a dar um passo atrás e revogar a norma”, afirmou o Fisco em nota.

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