Contraceptivo Implanon passa a ser obrigatório em planos de saúde hoje

Boulder Valley Women's Health Center nurse practitioner Linda Johnson, right, has Carina Jackman, of Boulder, feel the Implanon contraceptive implant in her upper arm after insertion on Wednesday. Jackson wanted the implant, which is effective for three years, instead of taking birth control pills.(Photo by Josh Lawton/Digital First Media/Boulder Daily Camera via Getty Images)

A partir desta segunda-feira (01/09), o implante contraceptivo hormonal Implanon passa a ser de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. A determinação é válida para pessoas com idades entre 18 e 49 anos.

O dispositivo, com tamanho aproximado ao de um palito de fósforo, é colocado no braço e impede a gravidez por três anos. O implante atua na liberação de etonogestrel, um derivado sintético da progesterona. A substância é um hormônio feminino vital para o ciclo menstrual.

A incorporação do implante também será feita no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde prevê que o método comece a ser disponibilizado na rede pública ainda neste ano, com 500 mil unidades distribuídas, alcançando 1,8 milhão até 2026. Na rede particular, custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Ampliação do acesso ao método

O ginecologista Vamberto Maia Filho considera a cobertura do Implanon positiva. “Ele tem alta eficácia e baixa manutenção. É uma boa opção especialmente para adolescentes, para um controle mais contínuo, e mulheres com baixa adesão a outros métodos”, resume.

Vamberto reforça, no entanto, que o método, apesar de moderno, não deve ser encarado como solução universal. “Não existe um único método ideal para todas as mulheres. O Implanon é altamente eficaz, mas, como qualquer contraceptivo hormonal, ele exige uma avaliação individualizada. A liberação hormonal prolongada pode funcionar muito bem para uma paciente, mas causar efeitos indesejados em outra”, finaliza.

Garantia e comparação de acesso

O Implanon e o dispositivo intrauterino (DIU) são métodos contraceptivos reversíveis de longa duração. A principal diferença entre os métodos está na eficácia. O implante apresenta taxa de falha de 0,05%. A taxa do DIU varia de 0,2% a 0,8%, a depender do tipo.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirma que as 140 operadoras associadas já foram orientadas a seguir as normas definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“A Abramge reafirma seu compromisso com o fortalecimento do sistema de saúde suplementar, de forma a garantir não apenas a continuidade da assistência aos 52,9 milhões de beneficiários de planos de saúde, mas também sua expansão com sustentabilidade e qualidade”, apontou a nota.

Fonte: Metrópoles

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