Altemar Sarmento Filho tem 18 anos, é calouro e é apontado como a pessoa que usa a arma de choque. Ele aparece em, ao menos, dois vídeos aplicando o choque contra a vítima, no meio da rua e à luz do dia.
“O Antônio estava fazendo uma disciplina de manhã, de dependência, na turma do Altemar, foi assim que eles se conheceram”, afirma uma estudante que preferiu não ser identificada.
A assessoria do Detran disse, por telefone, que não vai se manifestar sobre o caso. O g1 procurou Renata Mirella Coelho, diretora-geral do Detran, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.
Ainda segundo estudantes ouvidos pelo g1 e que conheciam os dois estudantes, as agressões eram constantes contra o mesmo homem em situação de rua e partiam de “desafios” entre os agressores.
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Altemar Sarmento Filho e Antonio Coelho, são suspeitos de ataque a homem em situação de rua em Belém. — Foto: Redes Sociais
Depoimentos na delegacia
Altemar e Antônio compareceram à delegacia de Polícia Civil no bairro de São Brás, em Belém, nesta terça-feira (14), para prestar depoimentos e foram liberados. Eles ficaram em silêncio.
Antônio Coelho foi o primeiro a ir à delegacia. Ele se apresentou voluntariamente. A defesa afirmou que “não tinha conhecimento da suposta participação dele no caso” e “que tomou ciência dos fatos apenas por meio da imprensa”.
Já Altemar Sarmento Filho foi à polícia no fim da manhã. Ele chegou à delegacia acompanhado de advogados e com o rosto coberto por um paletó. Segundo a defesa, ele deve se reservar ao direito de permanecer em silêncio durante o depoimento à polícia. Ele foi liberado poucos minutos depois.
Em nota, a PC informou que um boletim de ocorrência foi registrado na Seccional de São Brás e um inquérito foi instaurado para investigar o caso. Já o dispositivo de choque foi apreendido e será periciado.
Na manhã de segunda-feira (13), entregadores de aplicativo se revoltaram com o caso de um homem em situação de rua atacado com uma arma de choque em frente a uma universidade particular, na avenida Alcindo Cacela, em Belém.
Nas imagens, é possível ver os dois alunos participando da ação e rindo durante a agressão. O caso gerou revolta nas redes sociais e provocou reações do MPF e de deputada estadual na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), cobrando providências.
De acordo com a instituição de ensino, os dois suspeitos, estudantes do curso de Direito, foram afastados após o caso.
Os entregadores de aplicativo que presenciaram a agressão e tentaram alcançar os suspeitos, mas os dois correram para dentro do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). Houve confusão e a Polícia Militar foi acionada.
A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para apurar as circunstâncias das agressões e se há envolvimento dos suspeitos em outros episódios semelhantes.
Fonte: G1 Pará





























