Estado investe no fortalecimento da cultura com a criação e valorização de espaços para arte e lazer

O Governo do Pará tem investido na construção de novos espaços para a cultura, arte e lazer na capital, Belém. Obras que requalificam a capital paraense para a COP30, a conferência climática da ONU que acontecerá em novembro de 2025, em Belém, e que após o evento poderão ser usufruídos pela população.

“O Governo do Pará está empenhado na preparação de Belém para a COP30, e a Secult tem um papel fundamental nesse processo. Nosso objetivo é garantir que a cidade esteja não apenas pronta para o evento, mas que os investimentos deixem um legado para Belém e para todo o estado. Obras como o Parque da Cidade e o Porto Futuro II fazem parte dessa estratégia”, disse a secretária de cultura Úrsula Vidal.

As obras do Parque da Cidade, que vai receber representantes de 190 países durante a conferência climática da ONU, estão avançadas: a chamada “Etapa COP”, que será finalizada antes do evento, está 70% pronta. Com a entrega do Parque, os moradores da Região Metropolitana poderão ter acesso a mais uma opção de lazer com 500 mil metros quadrados de área que contará com um museu da aviação, um centro de economia criativa, boulevard gastronômico, ciclotrilha e ecotrilha, áreas verdes preservadas, lago artificial e instalações esportivas voltadas para a promoção da qualidade de vida, cultura, arte e bem-estar.

Já o Porto Futuro II, vai ocupar o espaço de cinco galpões cedidos pela Companhia Docas do Pará (CDP) ao governo estadual. Todos estão sendo recuperados e vão ser transformados em um complexo de lazer e gastronomia onde também funcionará o Museu das Amazônias. O museu vai ocupar uma área de 3 mil m² com 1,9 mil m² de área de exposição, valorizando o patrimônio imaterial da nossa região.

Valorização de espaços culturais

Além de obras de infraestrutura para a construção de novos equipamentos culturais, o Governo do Estado, por meio da Secult também atua na reconstrução e valorização dos espaços existentes: o teatro Margarida Schivasappa passou por reforma, o cine Líbero Luxardo teve espaços adaptados para pessoas com deficiência e a biblioteca da Fundação Cultural do Pará.

Na Casa das Artes, foram executados serviços de adaptação do Cine Alexandrino Moreira, biblioteca, banheiro, recepção, bilheteria e mercado cultural; e na Casa da Linguagem as obras de adaptação do espaço físico estão em andamento, garantindo que o prédio histórico tenha acessibilidade.

“Entendemos que investir na manutenção dos espaços de cultura é também investir na promoção de uma política pública democrática e transparente para o setor cultural. É por meio das atividades promovidas pelos espaços e além deles que garantimos capilaridade, com o alcance às 12 mesorregiões do Estado, e também, contemplando todas as expressões e segmentos do setor cultural por todo o Pará”, disse Thiago Miranda, presidente da Fundação Cultural do Pará.

Outro benefício entregue pelo governo estadual à população paraense foi a requalificação do Memorial Magalhães Barata, no bairro de São Brás, em Belém, que agora funciona como uma Estação Cidadania, levando serviços para a população.

Valorização do artista

 

prestigiar”, conta Wallace, que também fez apresentações para comunidades ribeirinhas e espetáculo gratuitos.

 

“Todos os dias eu tive plateias lotadas, garantindo um retorno para essa comunidade, que é o maior número de pessoas tendo acesso, assistindo, consumindo arte, consumindo cultura. Então a importância desse edital, para eu poder proporcionar através do edital o maior número de pessoas para participar, assistir, prestigiar e se sensibilizar pela arte, porque quando a gente faz arte, muitas das vezes a gente não está só fazendo um espetáculo de entretenimento, a gente está provocando sensações e sensibilizando pessoas para a vida”, destaca o ator.

Incentivo à arte gera emprego e renda

Dentre as iniciativas de fomento cultural do Pará uma das mais importantes é o Programa Semear, que estimula a pesquisa e produção artística.

Em 2024, o Programa Semear passou a aceitar inscrições de dois projetos por proponente, no limite total de R$ 600 mil por submissão, R$ 200 mil a mais do valor anterior.

Além de incentivar a cultura, o projeto dá outro tipo de retorno para a comunidade: a arte gera emprego e renda, já que com as captações realizadas a partir dos recursos de 2023 foram gerados 7.168 empregos diretos e 61.235 empregos indiretos.

“Seguimos comprometidos em fortalecer nossas ações, fazendo com que a política cultural chegue na ponta, aos nossos fazedores de cultura, com iniciativas como os editais da Lei Paulo Gustavo, que têm financiado diversos projetos, além das ações já calendarizadas, como o Festival de Ópera e a Feira Pan-Amazônica do Livro”, destaca a secretária de cultura Úrsula Vidal.

Eventos que encantam o público

Além disso, por meio da Secult, o Estado também promove iniciativas para ocupar espaços culturais, promovendo eventos como a exposição fotográfica “Juruti Festival das Tribos – A Celebração”, do fotógrafo paraense Alexandre Baena; e “Círio de Sensações” e “Fruturos – tempos amazônicos”, sendo esta última uma iniciativa inédita de itinerância do Museu do Amanhã.

“A exposição ‘Juruti-Festival das Tribos’ percorreu as cinco regiões brasileiras levando a força dos Mundurukus e Muirapinimas, que fazem uma disputa incrível dentro do Tribódromo de Juruti, no Festribal, um verdadeiro espetáculo teatral que é uma das mais ricas expressões culturais da Amazônia Paraense, que começou por Brasília, sendo a primeira exposição da programação cultural celebrando os 200 anos do Senado Federal, depois seguiu para Porto Alegre, Espírito Santo, Salvador, Manaus, Belém, até sua conclusão na abertura do 30⁰ Festribal, sendo a primeira exposição artística do município de Juruti! Nessa jornada mais de 32.000 brasileiros estiveram presencialmente nas exposições e puderam sentir um pouco da força dos Povos Originários do Pará e foi feito o convite para que todos venham ver e viver a energia do Tribódromo de Juruti!”, disse o fotógrafo Alexandre Baena.

O estudante universitário Vitor Nascimento, de 22 anos, visitou a exposição do Círio em Belém, e ressalta a importância deste tipo de iniciativa.

“Eu tive uma experiência muito bacana na exposição do Círio. Toda a exposição era muito bonita. Acredito que investimentos em incentivos culturais como espetáculos teatrais, exibições cinematográficas e exposições científicas ajudam a agregar ainda mais no senso de cultura de um povo”, conclui o jovem.

Fonte: Agência Pará