Hospital no Pará oferece tratamento com bomba elastomérica para quimioterapia em casa

Patient Janusz Racz receives an injection of a BioNTech mRNA cancer immunotherapy for non-small cell lung cancer (NSCLC) - known as BNT116 - from Keenjee Nama, senior research nurse at the University College London Hospital clinical research facility in central London, as part of the first clinical trial for the lung cancer immunotherapy in the UK. Mr Racz, a 67-year-old scientist who moved from Poland to London a decade ago, was diagnosed with lung cancer in May and has been treated with chemotherapy and radiotherapy ahead of receiving lung cancer vaccine. Approximately 130 participants will be enrolled in the study across 34 research sites in seven countries, with six UK sites selected. Picture date: Tuesday August 20, 2024. (Photo by Aaron Chown/PA Images via Getty Images)

Desde o início de agosto, cinco pacientes do Hospital Regional Público de Castanhal (HRPC), no nordeste do Pará, passaram a receber quimioterapia em casa por meio de bombas elastoméricas.

São dispositivos portáteis e descartáveis que permitem a administração contínua e controlada dos medicamentos.

A iniciativa representa um avanço no tratamento oncológico, ao proporcionar mais conforto, segurança e qualidade de vida aos pacientes.

A bomba elastomérica funciona assim:

  • Ela utiliza a pressão de um balão de silicone, sem partes eletrônicas, o que garante praticidade e segurança durante o uso.
  • Após o preparo dos quimioterápicos em cabine específica no hospital, feito por um farmacêutico especialista, o paciente leva o equipamento para casa, onde permanece com ele por cerca de 46 horas.
  • Nesse período, pode manter a rotina familiar, desde que siga orientações da equipe de enfermagem.
  • Entre as recomendações é evitar molhar o dispositivo durante o banho e não se expor a fontes de calor, como fogão ou sol intenso.

O tratamento domiciliar com bomba elastomérica é indicado para pacientes que atendem a critérios específicos, avaliados por uma equipe multidisciplinar composta por oncologista, enfermeiro e assistente social.

Entre os requisitos estão:

  • morar próximo ao hospital,
  • ter nível de instrução suficiente para compreender os cuidados necessários
  • e estar em uso de protocolo quimioterápico compatível com o dispositivo (geralmente quimioterapias de longa duração que podem ser realizadas fora do ambiente hospitalar).

Segundo a farmacêutica Wainna Barroso, o tratamento impacta na melhora a vida do paciente e ainda reduz o risco de infecção hospitalar.

Raimundo Vital, de 77 anos, já havia feito quatro sessões de quimioterapia no hospital e utiliza a bomba elastomérica. “É melhor fazer o tratamento em casa, de forma confortável, assistindo televisão com meus netos”, conta.

Fonte: G1

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