O castelo do “ditador” Cleido Brás começa a ruir diz Weverton Leal

O que parecia solidez política começa a mostrar rachaduras profundas.

Na noite desta segunda-feira, 02 de fevereiro,  um dos apoios importantes da campanha do vereador Cleido Brás anunciou publicamente o rompimento definitivo com o grupo político do parlamentar.

O empresário, pecuarista e então coordenador de campanha, Weverton Leal, presidente  da Associação dos Agricultores da Serra Dourada, região da VP-12 com a VS-40, deixou os grupos de WhatsApp ligados ao vereador e encerrou de vez um ciclo político que durou sete anos.

Em mensagem direta nos grupos de WhatsApp do vereador, clara e sem rodeios, Weverton foi enfático e assim definiu sua caminhada ao lado do vereador.

“Meu ciclo com o Cleido acabou.”

A declaração soou como um alarme político. Afinal, não se trata de um apoiador comum, mas do principal articulador, e peça-chave na engrenagem que levou Cleido Brás à Câmara.

Weverton Leal de agora em diante vai seguir a caminhada com seu grupo politico

Nos bastidores, o afastamento já era percebido. Após a eleição e a posse do vereador, Weverton praticamente desapareceu das articulações do grupo. As últimas aparições públicas ao lado de Cleido ocorreram ainda no ano passado, durante uma viagem a Brasília, com uma comitiva de vereadores e assessores em um curso institucional.

De lá para cá: silêncio, distanciamento e agora o rompimento oficial.

A saída explícita, pública e acompanhada de um discurso firme deixa uma mensagem difícil de ignorar: o barco não parece mais tão estável.

“O projeto político virou projeto pessoal”

Procurado pela reportagem, Weverton Leal atendeu com tranquilidade e foi direto ao ponto. Segundo ele, não houve traição, conspiração ou disputa interna — apenas o fim de um ciclo que deixou de fazer sentido.

“Tentei muito manter um diálogo amigo, como sempre fomos. Mas as pessoas antes do poder é uma, e outra depois que se lambuzam dele. O ego vai às alturas, não ouve ninguém. Só ele está certo.”

O ex-aliado foi ainda mais duro ao afirmar que o projeto coletivo deu lugar a interesses individuais:

“Tínhamos um projeto político. Hoje, virou um projeto pessoal dele.”

Incoerências que o próprio grupo já percebe

Weverton também destacou uma contradição que, segundo ele, já incomoda até quem permanece próximo ao vereador. Um político que antes era alvo constante de críticas agora ele caminha “de mãos dadas” com Cleido.

“Quando ele falava mal daquele vereador, na verdade estava falando de si mesmo. Hoje isso está ficando claro para todo o grupo.”

Segundo o ex-coordenador, o clima interno é de desânimo, com exceção de poucos aliados mais próximos:

“Os que estão perto andam de cabeça baixa, com exceção dos “puxa-sacos”, que cada vez mais empurram ele para dentro do buraco.”

O peso de uma ruptura histórica

O rompimento não é pequeno. Ao longo desses sete anos, o grupo liderado por Weverton foi co-responsável por resultados eleitorais expressivos:

  • Dois mandatos da conselheira tutelar Lídia do Goianão
  • A reeleição do vereador Wilson Leite
  • E a própria eleição de Cleido Brás

Segundo Weverton; Perder um aliado histórico desse,  não é apenas simbólico; é estratégico, político e extremamente perigoso para quem governa baseado em força de grupo.

Sinal de alerta ligado

Quando os arquitetos abandonam a obra, não é exagero dizer que o castelo corre risco.

E quando o principal articulador pula fora, a pergunta que fica ecoando nos corredores do poder é simples e incômoda:

Quem será o próximo a sair?

A redação do Portal Carajás o Jornal entrou em contato com o vereador Cleido, para ouvir seu pronunciamento a respeito desse assunto; ele apenas se reservou a dizer que a vida é feita de ciclos que começa e termina.

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