Parauapebas entre em ebulição antes mesmo de iniciar o ano letivo e os trabalhos da Câmara Municipal de Parauapebas

Confusão e exonerações na Educação

Ontem, Parauapebas amanheceu em clima de confusão para os trabalhadores da pasta da Educação. Sem saber exatamente o que estava acontecendo, todos os coordenadores da Semed foram exonerados. Alguns só descobriram que estavam demitidos após já terem trabalhado algumas horas pela manhã. Ou seja, rebu geral.
Mais uma vez, a tensão e a queda de braço entre Legislativo e Executivo pegam de surpresa os munícipes da grande Parauapebas.

A decisão partidária que acendeu o estopim

Toda essa briga teve origem em uma decisão do PRD (Partido da Renovação Democrática). A legenda era presidida, até o início do ano, pelo vice-prefeito Chico das Cortinas, mas passou ao comando do atual presidente da Câmara de Parauapebas, Anderson Moratório. A partir daí, o cenário político mudou.

Diante dessa decisão, o prefeito Aurélio Goianio, em retaliação à atitude de Anderson, exonerou todos os coordenadores das escolas municipais, por meio dos decretos nº 140 a 210, publicados na edição extra nº 1233, do dia 21 de janeiro de 2026.
Exatamente 70 exonerações. Coincidência ou não, o mesmo número da eleição: 70 neles. Nos bastidores, a ação ganhou o apelido de “Marretada do 70”.

O impacto direto no início do ano letivo

Com todos os coordenadores exonerados, ficou uma pergunta no ar: por que fazer isso justamente no dia em que se iniciariam as aulas da rede municipal?
O que será que passou pela cabeça da secretária de Educação, Maura Paulinio, ao permitir que isso ocorresse exatamente no início do ano letivo?

Será que o prefeito Aurélio Goianio não poderia esperar pelo menos 30 dias e realizar as trocas de forma gradual, sem prejudicar o bom andamento das escolas?

Conversei com uma coordenadora de minha amizade, que classificou a decisão como um absurdo, alertando para as perdas que as crianças terão nos próximos dias, até que tudo seja reorganizado.

Quando a história se repete na política local

Analisando pelo lado político, essa não é a primeira vez que Parauapebas vive uma crise desse tipo. A última grande queda de braço semelhante ocorreu no governo Valmir Mariano, no biênio 2013/2015, quando Josineto Feitosa presidia a Câmara de Vereadores.

Naquele período, houve prisões de vereadores e um cenário de instabilidade generalizada. Valmir, conhecido como “Velhote”, não conseguiu se reeleger. E quem voltou ao poder, contrariando todas as previsões? Darci José Lermen.

Agora, com essa nova confusão entre o atual presidente da Câmara e o prefeito Aurélio Goianio, é difícil não imaginar Darci Lermen observando tudo com um sorriso de orelha a orelha, sempre sabendo que, em meio ao caos, algo pode acabar sendo bom para ele.

Executivo e Legislativo em rota de colisão

A queda de braço entre Aurélio Goianio e Anderson Moratório pode trazer sérias divergências na condução do município. Quando Executivo e Legislativo não caminham alinhados, as tensões aumentam de todos os lados — inclusive nas ruas, entre assessores e aliados.

Nesses momentos, o Judiciário acaba sendo mais acionado. Basta observar o trabalho que a vereadora Maquivalda Barros vem dando à equipe do governo Aurélio Goianio, isso sem qualquer apoio da presidência da Câmara.
O jogo tende a mudar, as tensões aumentam e a oposição se fortalece. Pelo menos neste ano, o prefeito AG deve enfrentar alguns empurrões políticos.
Aguardem cenas dos próximos capítulos dessa verdadeira novela mexicana.

Silêncio nas redes e bastidores em ebulição

Nas redes sociais, o prefeito Aurélio Goianio não tratou diretamente do assunto. Publicou apenas um vídeo do vice-prefeito Chico das Cortinas, relatando a perda do comando do PRD para Anderson Moratório.

No entanto, o prefeito deixou sua marca no edital publicado com 70 exonerações. Segundo os bastidores, todos os coordenadores exonerados seriam pessoas ligadas politicamente a Anderson Moratório.

Ainda de acordo com informações de bastidores, o conflito teria origem em um acordo político não cumprido. Nas eleições de 2024, teria ficado acertado que, caso AG fosse eleito, entregaria a Secretaria de Educação “de porteira fechada” ao grupo político de Anderson Moratório.
Isso não aconteceu. A pasta foi entregue à advogada Maura Paulinio.

A briga segue nos bastidores. Eu vou acompanhar de perto e trazer os detalhes ao longo de 2026.
Aguardem.

Carlos Refribom é colunista do Portal Carajás o Jornal e também Ancora do Carajás Pod Cast.

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