
A Polícia Civil investiga denúncia de crime de estupro coletivo cometido contra uma adolescente indígena de 13 anos no município de Ourilândia do Norte, sudeste do Pará. A adolescente está internada no hospital Municipal de Ourilândia do Norte e sob proteção da Secretaria de Segurança estadual.
O crime teria ocorrido em uma aldeia da etnia Xikrin e a suspeita é que mais de 10 indígenas tenham participado da violência sexual. A garota também sofreu outras agressões físicas e ameaça de morte.
De acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Parauapebas, que investiga o caso, a violência ocorreu em 29 de novembro e a menina relatou ter sido salva pela professora.
O pai, que denunciou o caso, acredita que a filha pode ter sofrido abuso sexual por ter documentação de “pessoa branca”, sendo filha de pai não indígena. Ainda segundo relato do pai da vítima à polícia, apenas a mãe da menina é indígena, da etnia Kaiapó, do município de São Félix do Xingu.
Ele contou que a adolescente foi criada no meio dos costumes indígenas e, ao se mudar para Ourilândia com o pai, decidiu estudar em uma aldeia Xikrin, mais próxima de onde mora, para manter as tradições.
O g1 solicitou mais informações sobre o caso à Polícia Civil, à Polícia Federal, à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Ministério Público do Pará (MPPA), mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A adolescente é acompanhada pela Secretaria de Saúde Indígena.





























