Depois de insistentes tentativas frustradas de estabelecer diálogo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) finalmente conseguiu sentar à mesa de negociação com a Prefeitura de Parauapebas.
A reunião, realizada nesta quinta-feira (21), teve duração de oito horas e representou um avanço significativo para o movimento, que vinha denunciando a falta de abertura do governo municipal ao debate de pautas consideradas direitos fundamentais.
Entre as principais reivindicações, estão melhorias na educação, com atenção especial ao atendimento de alunos com deficiência física e transtorno do espectro autista, além de demandas nas áreas de saúde, assistência social, produção rural e infraestrutura. Segundo os representantes do movimento, a recusa anterior do governo em dialogar se devia a divergências ideológicas, o que impedia a discussão de pautas que dizem respeito a garantias básicas da cidadania.
O encontro contou com a presença do coordenador estadual do MST, Pablo Neri, e secretários municipais, que apresentaram iniciativas já em andamento nos assentamentos Palmares Sul e Terra e Liberdade. Para o movimento, o compromisso firmado é um passo importante, mas será necessário acompanhar de perto a execução das promessas.

A chefe de gabinete, Joelma Leite, afirmou que a reunião reforça o papel da gestão em “ouvir, debater e buscar soluções conjuntas”. Segundo ela, a ideia é que cada secretaria dê retorno claro sobre as ações já realizadas e o que está em planejamento, criando um canal permanente de confiança entre governo e comunidade.

Para o MST, a conquista do diálogo não representa apenas um avanço para as famílias assentadas, mas também para toda a sociedade, já que o que está em jogo são direitos universais — educação inclusiva, saúde de qualidade e melhores condições de vida no campo.
Fonte: Redação Carajás O Jornal




























