Coro recebe o público na próxima quinta-feira, 28, em apresentação no Teatro do Sesi, em Belém. Os ingressos são gratuitos e já estão disponíveis de forma on-line.
Há 25 anos o Madrigal da Universidade do Estado do Pará (Uepa) vem encantando o público paraense. A ideia de criar um coral dentro da universidade surgiu durante a gestão do então reitor Fernando Palacios (2000-2008) e, à época, a professora Eliana Cutrim acolheu a sugestão.
A partir de então, o grupo passou pelas mãos de regentes que se tornaram referências na música paraense: primeiro Milton Monte, depois o professor Jonas Arraes, seguido pelo professor Dion Souza e por Adnaldo Souza.
Atualmente, quem rege o grupo musical é a professora Ana Maria Souza e é ela quem prepara o espetáculo comemorativo das bodas de prata nesse casamento entre o Madrigal e a Uepa. Vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Uepa, o coro recebe o público na próxima quinta-feira, 28, em apresentação no Teatro do Sesi, em Belém. Os ingressos são gratuitos e já estão disponíveis no Sympla.
Ao refletir sobre sua própria história dentro do Madrigal, professora Ana Maria conta que o convite para assumir o grupo surgiu após insistência da professora Ana Telma. “Eu aceitei depois que terminei o doutorado e a gente tem muito prazer em fazer. Também percebo que os alunos têm prazer em estar conosco e levar música para a comunidade da Uepa e para além dela”, celebra a regente.
Formado em sua maioria por estudantes do curso de Licenciatura em Música, o Madrigal também reúne integrantes de cursos como Letras-Libras e História. Hoje, o grupo soma 33 coralistas. Lucas de Souza Soares, um dos integrantes, destaca a importância da experiência para a formação acadêmica e artística dos estudantes. “Porque a gente coloca tudo o que a gente aprende, na sala de aula, no Madrigal, tanto que esse é um projeto de extensão”.

Comemoração e interação – Sobre o show de aniversário, a coralista Thalita Soares adianta que o espetáculo comemorativo reserva muitas surpresas para o público. “O show de 25 anos tá repleto de muita surpresa”, revela. Ela antecipa que a apresentação será dividida em dois momentos: “um momento tem louvor pela Amazônia, com músicas mais lentas, mais calmas e o nosso segundo momento vai trazer o brega e a interação com o público, que pra gente é muito importante”.
A interação também se estende às redes sociais, onde vídeos dos ensaios do grupo já viralizaram com músicas populares dos cantores Nelsinho Rodrigues e Banda Sayonara. Com agenda intensa de apresentações, o Madrigal já participou de diversas programações culturais em Belém, como o Seminário de Integração Científica, da própria Uepa, Natal Encantado, no Parque da Cidade, na Green Zone, durante a COP30, Feira do Livro, entre outras agendas para a qual são convidados.
Thalita entrou para o grupo no fim de 2023, inicialmente para cumprir a carga horária de um programa de bolsas da universidade. Hoje, define a experiência como transformadora. “É motivo de alegria, porque me ajudou muito a me inserir, de muitas formas, no cenário musical, me fazendo ter conhecimento de repertórios, me soltar e um palco e tem agregado muito na minha vida, porque passei a conviver com pessoas de outros cursos, porque o Madrigal é isso, é um projeto integrador”.
Para Lucas, a experiência no grupo também amplia a percepção sobre o papel dos estudantes de música. “Aplicar tudo o que a gente aprendeu em sala de aula, nos estágios supervisionados, e trazer isso para o palco é muito importante porque não somos só educadores, somos artistas também”.
Por Marília Jardim (UEPA)
Foto capa: Cauê Moreno





























