PIB haverá desaceleração forte, porque os juros estão subindo diz ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta sexta-feira (3), após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmar que a economia brasileira está em recessão técnica com dois trimestres de queda consecutiva do Produto Interno Bruto (PIB), que haverá um crescimento menor no próximo ano.

“A Faria Lima, os banqueiros estão prevendo crescimento menor. É natural, é do ângulo de visão de financistas. É claro que vai haver desaceleração forte, porque os juros estão subindo. A inflação subiu. De novo, estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão, é fazer a coisa certa”, declarou, durante participação em evento da indústria química.

Ele acrescentou, porém, que o aumento da taxa de investimentos captada pelo IBGE, para 19,4% do PIB no terceiro trimestre deste ano contra 16,4% no mesmo período de 2020, atuará em sentido contrário, estimulando o nível de atividade.

“É verdade que a subida de juros para combater a inflação desacelera [a economia], mas também é verdade que uma taxa de 20% dos investimentos é um sinal de crescimento à frente. Teremos duas forças combatendo [alta dos juros limitando o crescimento e investimentos estimulando a atividade]”, declarou.

Sobre o recuo do PIB no terceiro trimestre, Guedes afirmou que isso está relacionado com o setor agrícola, “em função do mau tempo”.

“Coisa da natureza, um acaso, um setor [agricultura] desabou 8%. Os críticos de sempre dizem que o PIB caiu, que não vai ter crescimento, que não há recuperação em V. A recuperação em V já aconteceu. Estamos falando do crescimento no ano seguinte”, disse.

As as declarações foram dadas um dia após o próprio ministro Guedes dizer que o Brasil estaria “decolando de novo”. Na ocasião, ele citou resultado da arrecadação de impostos federais, que registrou recorde histórico na parcial de janeiro a outubro. 

PIB, inflação e juros 

No mês passado, o Ministério da Economia estimou que o PIB crescerá 5,1% em 2021 e de 2,1% em 2022. As expectativas estavam bem acima do esperado pelo mercado financeiro, que projetava, naquele momento, um crescimento de 4,88% para este ano e de 0,93% para 2022.

Na última semana, a previsão do mercado para a expansão da economia já havia recuado para 4,78% neste ano e para 0,58% em 2022.

Para combater o crescimento da inflação, que atingiu 10,73% em 12 meses, na prévia da inflação oficial de novembro, o Banco Central tem subido a taxa básica de juros da economia nos útlimos meses.

Em outubro, a instituição elevou a taxa Selic para 7,75% ao ano na sexta alta seguida. A previsão do mercado financeiro é de que a taxa termine 2021 em 9,25% ao ano e 2022 em 11,25% ao ano.

 Fonte: G1/Economia

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