Debates fortalecem o planejamento econômico para o futuro de Parauapebas

A programação do Fórum das 10 Vocações Econômicas de Parauapebas teve continuidade na tarde desta quinta-feira 9, reunindo especialistas, representantes da sociedade civil e do poder público para definir caminhos voltados à diversificação econômica e à construção de um município menos dependente da mineração.
Após uma manhã dedicada à contextualização dos desafios e ao início das discussões técnicas, os participantes retornaram às mesas temáticas para aprofundar as análises e construir propostas que irão nortear o planejamento econômico do município nas próximas décadas.
Representantes do poder público, do setor produtivo, de universidades, de entidades de classe e da sociedade civil participaram do segundo bloco das mesas temáticas, debatendo o potencial de dez setores estratégicos para impulsionar uma nova matriz econômica em Parauapebas. A metodologia aplicada considerou critérios como geração de emprego e renda, atração de investimentos, sustentabilidade, encadeamentos produtivos e autonomia para o desenvolvimento local. Ao final dos trabalhos, cada grupo apresentou os principais resultados e contribuições, consolidando um amplo diagnóstico sobre as vocações econômicas do município.
As vocações econômicas de Parauapebas consideradas estratégicas foram: polo regional de educação técnica e superior; serviços técnicos especializados; bioeconomia e biotecnologia; verticalização da indústria mineral; polo regional de saúde; agroindústria e agronegócio sustentável; gestão de resíduos sólidos urbanos e minerais; turismo sustentável; cadeia de pedras preciosas e semipreciosas; e polo moveleiro.
O prefeito Aurélio Goiano reforçou o compromisso da gestão municipal com a construção de uma economia mais diversificada e preparada para os desafios do futuro.
“Já falávamos sobre isso desde a elaboração do nosso plano de governo. Hoje, diante da redução da CFEM, das mudanças no ICMS e de outros desafios financeiros enfrentados pelo município, ficou ainda mais evidente a necessidade de diversificar nossa matriz econômica. Esse debate com a sociedade organizada mostra que estamos no caminho certo. Vamos trabalhar para atrair novas empresas e investidores, gerar mais empregos e renda e oferecer mais dignidade para nossa população. A FGV nos apresenta um estudo de excelência que reforça aquilo em que sempre acreditamos: precisamos planejar, economizar, potencializar as vocações de Parauapebas e preparar a cidade para um futuro sustentável.”
Parceria com a Vale e a FGV
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) conduziu a metodologia do fórum e avaliou de forma positiva a participação dos diversos segmentos envolvidos. Para o gerente de projetos da instituição, Luiz Noronha, o resultado alcançado superou as expectativas e abre caminho para uma nova etapa dos estudos.
“A gente está muito feliz com o resultado do trabalho. Eram temas muito complexos, distribuídos em cinco mesas e dez setores econômicos. Conseguimos conduzir discussões objetivas e focadas. Agora, a Prefeitura vai selecionar cinco setores considerados mais promissores para um estudo aprofundado. Isso não significa que os demais serão deixados de lado, mas, neste momento, concentraremos esforços onde há maior capacidade institucional. Para cada área escolhida, vamos reunir os melhores especialistas do país para construir estratégias capazes de impulsionar esses setores”.
Um dos idealizadores da iniciativa, o secretário adjunto de Comunicação, Max Alves, destacou que o fórum representa apenas o primeiro passo de um planejamento estruturado para o futuro de Parauapebas.
“Foi um debate muito rico, reunindo diversos atores da sociedade nas cinco mesas temáticas para discutir dez áreas com potencial de se tornarem vocações econômicas. Agora, serão escolhidos cinco temas que serão aprofundados pela FGV, com consultorias de especialistas renomados do Brasil. A partir desses estudos, vamos entender onde estamos, onde queremos chegar, quanto será necessário investir e como implementar, de fato, a independência econômica em relação à mineração, garantindo mais qualidade de vida e sustentabilidade para as políticas públicas do município”.
Fonte: Da Redação

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