Voltada a cuidadores de idosos e famílias atípicas, a oficina reforçou a importância do autocuidado para quem dedica a vida ao cuidado do outro
Com o apoio da Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o Projeto Rondon promoveu a oficina “Cuidando de Quem Cuida”, voltada a cuidadores de idosos e a famílias atípicas do município. A iniciativa foi realizada em dois momentos: na última terça-feira, 14, para os cuidadores de idosos, e nesta quinta-feira, 16, para as famílias atípicas, proporcionando acolhimento, orientações e troca de experiências sobre saúde física e emocional.

A estudante do 5º período de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), no Rio Grande do Sul, Fernanda Fadanni, que também desenvolve iniciação científica na área de sarcopenia em idosos (condição caracterizada pela perda progressiva de massa, força e função muscular) destacou a importância da oficina para os dois públicos atendidos. Segundo ela, as atividades foram planejadas para promover acolhimento, ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado com quem dedica a vida ao cuidado do outro.
A oficina voltada às famílias atípicas teve como foco a promoção da saúde mental de mães e pais que convivem diariamente com os desafios do cuidado. “A atividade proporcionou um espaço de escuta, acolhimento e troca de experiências, permitindo que os profissionais envolvidos conhecessem de perto a realidade vivida por essas famílias e compreendessem suas necessidades sob uma perspectiva mais humanizada”, disse Fernanda.
Já na oficina “Cuidando de Quem Cuida”, voltada aos cuidadores de idosos, segundo Fernanda, o foco foi oferecer orientações práticas para auxiliar no cuidado diário e na identificação de situações que exigem atenção. “Além de promover um espaço de escuta e troca de experiências, a atividade abordou temas fundamentais, como doenças crônicas, dificuldades de deglutição, cuidados relacionados à fisioterapia e o uso adequado de medicamentos”, explicou a universitária.
Enquanto as mães participavam das oficinas, as crianças foram acolhidas em um espaço especialmente preparado pela equipe do Projeto Rondon, garantindo mais tranquilidade para que elas pudessem aproveitar as atividades.

De acordo com a voluntária do projeto e doutoranda em Saúde Mental pela UFCSPA, Franciele Santos, a iniciativa foi pensada para facilitar a participação das famílias. “Organizamos um espaço de acolhimento próximo à oficina para que as mães pudessem participar das atividades com mais tranquilidade, sabendo que seus filhos estavam sendo cuidados. Entendemos que oferecer esse suporte é fundamental, principalmente porque, na maioria das vezes, elas são as principais cuidadoras.”
Mãe de uma criança atípica, Marília Sousa ressaltou a importância da oficina para quem dedica grande parte do tempo aos cuidados com um familiar.
“A gente acaba focando tanto em cuidar dos nossos filhos que, muitas vezes, esquece de cuidar de si próprio. Pudemos compartilhar experiências e perceber que para cuidar bem de quem a gente ama, também precisamos cuidar de nós mesmas”, disse.
Fonte: Da Redação





























